Banestado: Os US$124 bilhões em uma conta chamada “Tucano”

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Caso Banestado: FHC, juiz Sérgio Moro e doleiro Alberto Youssef.

Antes de o leitor relembrar ou conhecer o caso escabroso que segue, é importante reafirmar que a podridão de antes não inocenta ninguém, mas serve pra provar a hipocrisia dos que hoje posam como arautos da moralidade.

Armando Rodrigues Coelho Neto, via Jornal GGN em 4/4/2016

Aconteceu na década de 1990: US$124 bilhões saíram do Brasil por meio das chamadas contas CC5. Há quem diga que, na época, nem as reservas brasileiras em moeda norte-americana chegavam a esse total. O banco usado para a roubalheira foi o Banestado e o ralo era Foz do Iguaçu/PR, cidade onde antes durante ou depois foi trabalhar o tal “Japonês da Federal”, que nada tem a ver com a história.

Também meio antes, durante ou depois – a essa altura pouco importa, aconteceu a CPI dos Precatórios, que desaguou numa tal Operação Macuco da Polícia Federal, que entrou em cena e descobriu que pelo menos US$30 bilhões daquela cifra foram remessas ilegais.

Durante as investigações, a Procuradoria da República ia junto aos órgãos oficiais, perguntava uma coisa, respondiam outra. Refazia o pedido e a resposta vinha incompleta. E aí, ela radicalizou: pediu a quebra de sigilo de todas as contas CC5 do País. Sugiro ao leitor uma visita ao Google para entender melhor essas tais contas.

A PF descobriu que o dinheiro passava por Nova Iorque (EUA), uma roubalheira que apesar de gigante, seria apenas a ponta de um iceberg. Entre os suspeitos estavam empresas financiadoras de campanha, alto empresariado em geral e membros da alta cúpula do governo brasileiro da era Fernando Henrique Cardoso.

O rombo era tamanho que os promotores norte-americanos, abismados com o volume de dinheiro que havia transitado por aquela cidade, quebraram sigilo bancário em Nova Iorque. A equipe da PF foi reconhecida e ganhou a simpatia até do enfadonho e burocrático Banco Central (EUA), além da FBI (Polícia federal norte-americana).

O mecanismo descoberto era e é um traçado muito bem articulado, de forma que os verdadeiros nomes dos titulares não possam aparecer. Desse modo, num passe-repasse, plataformas financeiras e coisa e tal, os trabalhos para ocultação envolvem ou envolveriam até cinco camadas ocultadoras.

Com esse grau de sofisticação, investigar seria percorrer o complexo caminho inverso, mergulhar nas tais camadas, até que se chegar aos verdadeiros titulares do dinheiro.

Estava tudo tão bom e tão bem protegido, que a prática se consolidou, e como a corrupção no País é endógena, além de “lubrificar economias” (a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE que o diga!), as ratuínas foram abrindo a guarda. Com impunidade garantida, alguns grandes nomes relaxaram e apareceram por descuido.

Haja descuido! Surgiu até um óbvio – “Tucano” e um aleatório “Serra”. Tão óbvio que deixou perplexo não só o delegado que coordenava o trabalho, mas também os procuradores. Mero ato falho e primário, em tempos de abertura de guarda, de “engavetadores gerais da República”. Tempos de gente honrada e das panelas silenciosas, da dita “grande mídia” calada, dos arautos da moralidade hodierna.

Há uma entrevista no YouTube com o delegado federal José Castilho Neto, coordenador da Operação Macuco. Sem fulanizar ou partidarizar, ele reclama da oportunidade aberta e perdida, naquela época, para o enfrentamento da banda podre, seja da política, seja do empresariado. O Cônsul do Brasil, que trabalhava em Nova Iorque, teria dito para as autoridades norte-americanas que a cabeça do delegado Castilho “estava a prêmio”. Só não disse quem seria o pagador, se os protegidos ou os protetores.

Castilho foi afastado. E o leitor a essa altura deve estar se perguntando: por que esse saudosismo tanto tempo depois?

Primeiramente para lembrar que a podridão de antes não inocenta ninguém. Mas serve pra provar a hipocrisia dos que hoje posam como arautos da moralidade. Mostra o cinismo dos paneleiros e demonstra com cristalina clareza a postura golpista da dita “grande imprensa”.

Em segundo lugar, para não ter de retornar aos tempos do Brasil Colônia ou da mordaça da ditadura militar, eu simplesmente gostaria de reafirmar que esse caso escabroso, narrado lá em cima, ocorreu na era do impoluto Fernando Henrique Cardoso.

Sabe qual emissora de televisão de maior audiência?
TV Globo.

Sabe quem era o doleiro?
Alberto Youssef.

Sabe quem era o juiz?
Sérgio Moro.

2 Respostas to “Banestado: Os US$124 bilhões em uma conta chamada “Tucano””

  1. Afonso Schroeder Says:

    Ate quando os chefões traidores dos brasileiros ex-juiz “Moro e Dallagnol” descumpridores da CF/88 na função, laranjas com alguns “empresários” que omitem, mas a INTERCEPT de Glenn Greenwald comprova que são criminosos e lugar de criminoso é cadeia já aos ex-juiz Moro/Dalaagnol.

  2. rebelde_silente Says:

    https://REBELDESILENTE.WORDPRESS.COM/2016/10/22/DENUNCIA-EXPLOSIVA-ABALA-A-BLOGOSFERA/

    DENÚNCIA EXPLOSIVA ABALA A BLOGOSFERA!!!

    A LISTA QUE TODOS QUEREM CONHECER, NO MOMENTO, NÃO É A LISTA DO DEPUTADO EDUARDO CUNHA É A DA REDE GLOBO!!!

    LISTA EXPLOSIVA DA REDE GLOBO PROMETE REVELAR LÍDERES, DIRIGENTES DE PARTIDOS E PARLAMENTARES DA ESQUERDA BRASILEIRA QUE ESTÃO NA FOLHA DE PAGAMENTO DA EMISSORA E SERIAM TRAIDORES DO POVO BRASILEIRO, APENAS QUINTA-COLUNAS, APENAS OUTROS X-9.

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