Impeachment: Cuidado com “pesquisas” e placares. O jogo sujo do golpe não liga para a verdade

Impeachment_Placar01

Fernando Brito, via Tijolaço em 6/4/2016

O Estadão publica hoje [6/4] um “placar do impeachment”, com 234 votos favoráveis ao golpe e 110 contrários.

Três dias atrás, havia dito que era, respectivamente, 261 e 117.

Explica que a diferença é creditável ao fato de que “agora o voto tem de ser aberto”. Porque aberto será no plenário, no dia da votação.

Mas o fato de ser declarado não significa, em diversos casos, que seja verdadeiro. Duvidoso antes, mais duvidoso é agora.

Primeiro, porque a pressão da mídia e da mobilização profissional da direita, que chega a anuncia manifestações de intimidação expressa – um dos grupos fascistóides está convocando com um sintomático “aliste-se” desocupados para irem as casas e escritórios de parlamentares para colar cartazes ameaçadores – torna até fisicamente perigoso ao parlamentar que votará contra o golpe.

Segundo, porque os deputados que querem algum espaço na reorganização do governo pós-votação não vão “entregar” o voto a favor sem fechar ou ao menos “costurar” os acordos que lhes interessam.

E, finalmente, porque há uma maneira de dar um voto “não” ao golpe quanto o dizer esta palavra em plenário: simplesmente não votar, por ausência ou abstenção.

A finalidade destes placares é expor e a exposição é arma do complexo midiático-fascistóide de pressão e intimidação.

Portanto, cuidado com eles. De verdadeiro, vão mostrar apenas o que já se sabe. E o que mostrarem de “novo” é para apontar alvos para a matilha.

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