A inacreditável ficha corrida dos deputados que defendem o impeachment

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Deputados que querem tirar Dilma estão envolvidos em inúmeros casos de corrupção.

Impeachment da Dilma é golpe ou apenas um recurso democrático? Qualquer que seja sua opinião, vale a pena pensar em quem sai lucrando com a saída da presidenta

Lido na RBA em 29/3/2016

ImprenÇa – A comissão recém-criada no Congresso Nacional, para avaliar se o impeachment deve ou não ser votado no plenário, é composta por 65 membros do parlamento. Após o parecer da comissão o impeachment é esquecido ou levado ao plenário, dependendo da decisão que os 65 tomarem. Vejamos então, os puros do impeachment.

São favoráveis ao impeachment:

Osmar Terra (PMDB/RS)
Político conservador, recentemente debateu a política de drogas com Jean Wyllys (PSOL/RJ), onde afirmou que a política de combate às drogas deve ser dura para ser eficiente (clique aqui). O impeachment pode servir de base “social” para a paralisação da Lava-a Jato, no qual Osmar tem um certo envolvimento:

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Lucio Vieira Lima (PMDB/BA)
É irmão de Geddel Vieira Lima (presidente do PMDB da Bahia, que foi pego nas investigações da Lava-Jato). Lucio já havia sido citado como “gordinho” em escândalo de corrupção em 2009. Também teve mensagens interceptadas na Lava-Jato.

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Mauro Mariani (PMDB/SC)
Pediu recentemente o desembarque do PMDB/SC do governo por não aceitar a indicação de Márcio Zimmermann para a presidência da Eletrosul. Ele era a favor de Djalma Berger, quando não foi atendido pediu a retirada imediata do PMDB de Santa Catarina do governo. É réu em ação de improbidade administrativa.

Votou em favor do financiamento privado de campanha, junto de Eduardo Cunha. Recebeu R$250 mil em doações privadas da Arcelor Mittal Brasil S.A., que doou também quase R$148 mil a José Serra. Recebeu da JBS (Friboi) R$300 mil. A mesma Friboi doou ao mesmo José Serra o valor de R$296 mil. O detalhe é que a campanha para senador custa muito mais que a de deputado federal. Já foi noticiado que num eventual governo Temer, Serra seria ministro.

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Leonardo Quintão (PMDB/MG)
Político conservador de Minas Gerais, já demonstrou sua fidelidade a Michel Temer, ao desistir de se candidatar à liderança de seu partido na Câmara, a pedido do vice-presidente. Tem entre suas doações, nada menos que R$700 mil da Vale, aquela da trágedia de Mariana. Recebeu também mais de R$180 mil de doação da mesma Arcelor Mittal. Um aliado de Temer e Serra, lucraria bastante com a queda de Dilma.

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Washington Reis (PMDB/RJ)
Político do PMDB/RJ, mesmo partido e estado de Eduardo Cunha, lucraria com o eventual fim da Lava-Jato, já que…

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Deputados do PSDB
Aqui não vale uma ressalva um-a-um pelos motivos óbvios. O que o PSDB ganharia com a queda da Dilma? A entrada num eventual governo Temer.

Mas podemos citar que Carlos Sampaio mentiu nas contas de campanha. Bruno Covas teve seu nome envolvido na Lava-Jato, quando um de seus apoiadores não conseguiu explicar a origem de R$100 mil, além de ter dado uma declaração bastante esclarecedora sobre a corrupção.

A deputada Shéridan também está envolvida em corrupção:

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O próximo da lista tucana é Jutahy Júnior, do PSDB/BA, que recebeu módicos R$500 mil de empreiteiras envolvidas na Lava-Jato. Mais do que isso, ele foi à justiça como testemunha de defesa de um empresário, com medo de que ele realize a famosa delação premiada.

Já Nilson Leitão, do PSDB/MT é um ávido defensor da justiça. E não é por acaso…

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Próximo da lista é Paulo Abi-Ackel, filho de um ministro da ditadura (Ibrahim Abi-Ackel, por sinal acusado de contrabando de pedras preciosas, segundo a biografia oficial por uma prisão de malotes de cocaína que pertenciam à Globo), recebeu módicos R$200 mil da Andrade Gutierrez, totalizando mais de R$400 mil de empreiteiras ligadas à Lava-Jato. Seu nome aparece na mais recente lista da Odebrecht.

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Jerônimo Goergen (PP/RS)
Recebeu apenas R$100 mil de empreiteiras ligadas à Lava-Jato. Dele não vamos falar muito, porque dá dó.

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Júlio Lopes (PP/RJ)
Sujeito do bem. Ligado a coisas boas da vida…

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Marcos Montes (PSD/MG)
Favorável ao impeachment, Marcos recebeu R$100 mil de empreiteiras ligadas à Lava-Jato. Como isso ainda diz pouco, há muitos nas sertanias, há também um grampo no qual ele fala sobre loteamento de cargos (clique aqui).

Danilo Forte (PSB/CE)
Favorável ao impeachment, fez dobradinha: R$100 mil da Camargo Corrêa e R$50 mil da Queiroz Galvão. Achou que era pouco, pegou outros R$250 mil da Queiroz Galvão e fechou com apenas R$400 mil de empreiteiras da Lava-Jato. Está sendo investigado pela Polícia Federal, conforme matéria do Estadão (Clique aqui).

Tadeu Alencar (PSB/PE)
Tem contrato assinado junto do falecido Eduardo Campos, questionado pela Polícia Federal (clique aqui).

Bebeto (PSB/BA)
Em tese não recebeu doações das empresas da Lava-Jato. Em tese. Na prática…

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… Na prática recebeu da empresa Braskem, a mesma que está presente na lista de distribuição da Odebrecht, recém divulgada pelo blog do Fernando Rodrigues, no UOL.

Benito Gama (PTB/BA)
Réu no Supremo Tribunal Federal, Benito é autor da pérola: “Roberto Jefferson é o maior líder do PTB”, partido criado sob orientação de ninguém menos que Getúlio Vargas (clique aqui). Roberto Jefferson foi condenado por corrupção e cassado na Câmara por não provar que o mensalão existiu (ei, não é minha opinião, é o resultado do processo – clique aqui)

Luiz Carlos Busato (PTB/RS)
Sua secretaria foi alvo de investigação e condenações de servidores, em caso de corrupção no governo Tarso Genro. Ele não foi afastado da secretaria, apesar do esquema ocorrer sob seu nariz (clique aqui), na operação Kilowatt.

Rodrigo Maia (DEM/RJ)
Velho conhecido do STF, foi citado como beneficiário de esquema de corrupção do então governador Arruda. Recebeu doações do BMG (banco envolvido no mensalão petista e no mensalão tucano) para se eleger em 2014, no valor de R$550 mil. Achou pouco. Pegou outros R$300 mil da UTC, empreiteira envolvida na Lava-Jato (clique aqui).

Mendonça Filho (DEM/PE)
Gente boníssima. Quis indicar um sujeito acusado de dois homicídios para a comissão de segurança pública e combate ao crime organizado em 2014; quando a história vazou, desistiu (clique aqui). Já foi preso por fazer carreata em dia de eleição, prática proibida por lei. Na Operação Castelo de Areia foi achado um documento que indicava R$100 mil a ele, que admitiu ter recebido três vezes esse valor, embora tenha dito que eram doações legais (é mó legal receber R$300 mil, isso lá é verdade).

Elmar Nascimento (DEM/BA)
Recebeu R$1.580,00 da UTC, empreiteira envolvida na Lava-Jato. Valor irrisório, apenas para não ficar de fora da brincadeira. Ajudou Eduardo Cunha a atrasar o processo no Conselho de Ética da casa, mostrando como é, de fato, contra a corrupção (dos outros).

Flavio Nogueira (PDT/PI)

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Fernando Francischini (SD/PR)
Acusado de ser um dos vazadores oficiais da Lava-Jato, o ex-delegado esqueceu de divulgar o nome dele mesmo (clique aqui). Numa clara demonstração de que não pensa só em si. Risos.

Paulinho da Força (SD/SP)
O sindicalista – que sabe fazer um bundalelê como ninguém – já foi citado em diversos casos de corrupção (clique aqui). O mais recente deles, a lista da Odebrecht divulgada e depois escondida, pelo blog do Fernando Rodrigues, na Folha.

Eros Biondini (Pros/MG)
Ex-secretário do governo Anastasia, pego em escândalo de notas frias para justificar gastos públicos (clique aqui).

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Bolsonaro e Feliciano
Dispensam apresentação e dispensam comentários. Falam por si. Vale a pena lembrar o que disse a mãe do Bolsonaro sobre o filhote (de cruz credo) “Ele não era de falar besteiras, não” (clique aqui). Tadica, ser mãe do Bolsonaro não deve ser fácil… O cara já disse que estuprar é questão de mérito (“você não merece ser estuprada” – clique aqui), entre tantas outras asneiras…

Feliciano conseguiu culpar a França pelos atentados que lá ocorreram. Política externa? Não, imoralidade, foi o fator que gerou um atentado, nas palavras do nobre deputado (clique aqui). Isso sem falar naquele R$1 milhão que ainda carece de explicação (clique aqui).

Jhonatan de Jesus (PRB/RR)
Recebeu R$10 mil da Queiroz Galvão e teve as contas eleitorais de 2010 reprovadas no TRE (clique aqui).

Marcelo Squassoni (PRB/SP)
Recebeu dinheiro da Queiroz Galvão, valor irrisório de R$290,00, apenas para entrar no grupinho. Estava no caso MSI/Corinthians, foi indiciado por corrupção ativa, por oferecer R$1 milhão a Romeu Tuma Jr. (clique aqui).

Evair de Melo (PV/ES)
É alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agente público. De acordo com a denúncia, o parlamentar teria realizado campanha eleitoral em sala de aula do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). Votou pela continuidade do financiamento privado de campanha, principal entrada da corrupção nos últimos escândalos midiáticos.

Alex Manente (PPS/SP)
É alvo de inquérito que apura a prática de crimes eleitorais e de ação por improbidade administrativa e dano ao erário movida pelo Ministério Público. Recebeu R$30 mil da Braskem, empresa citada em um dos documentos que vazaram da recente lista da Odebrecht e outros R$400 mil da OAS.

Marcelo Aro (PHS/MG)
Não é piada, mas devia ser. É diretor de ética e transparência da CBF. Recebeu R$50 mil da MRV engenharia, uma das raras empreiteiras que não foram pegas na Lava-Jato. A MRV foi pega apenas por trabalho escravo mesmo (clique aqui).

OS INDECISOS

Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB/PE)
Outro indeciso, outro com suspeitas de corrupção. Aqui ele é acusado de ser beneficiário de emendas vindas… do seu próprio pai (clique aqui). O pai, aliás, é atualmente senador e alvo de investigação autorizada pelo STF (clique aqui).

Maurício Quintella Lessa (PR/AL)
Deputado ainda em dúvida sobre o impeachment, ele é autor de um projeto de lei bastante… singular (clique aqui).

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Zenaide Maia (PR/RN)
Oficialmente indecisa, a deputada participou de seminário do PSDB junto de líderes do movimento que quer derrubar Dilma (clique aqui). É irmã do deputado João Maia (que ia receber uma bela maleta com R$100 mil, mas que não recebeu porque a mala foi… roubada – clique aqui) e esposa do Jaime Calado, um prefeito no RN, que, dizem, usou patrimônio público para se promover, como auto-presente de aniversário (clique aqui).

Júlio César (PSD/PI)
Outro que oficialmente se diz indeciso. Outro que foi citado em delações… Desta feita, pelo próprio Yousseff (clique aqui). Rogério Rosso foi governador do Distrito Federal num mandato-tampão, após a queda de José Roberto Arruda. É cria de Joaquim Roriz (aquela, cuja esposa virou piada no YouTube por conta de um debate presidencial) e que foi acusado pelo Gurgel, então procurador-geral da República, de continuar a corrupção de Arruda (clique aqui).

Leonardo Picciani (PMDB/RJ)
Oficialmente ainda não se posicionou sobre o impeachment, ainda que seja do PMDB do Rio de Janeiro, fez oposição a Temer e Cunha na Câmara. Também lucraria com o final da Lava-Jato, recebeu doações da OAS e da Queiroz Galvão, duas das empreiteiras envolvidas no esquema investigado pela República de Curitiba.

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Jovair Arantes (PTB/GO)
Investigado pelo Ministério Público por improbidade administrativa enquanto era do INSS, em Goiás. É cotado, segundo a Folha de S.Paulo, para substituir Cunha, caso este tenha que renunciar à presidência da Câmara. Faz parte da bancada da CBF, na Câmara (clique aqui).

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3 Respostas to “A inacreditável ficha corrida dos deputados que defendem o impeachment”

  1. Isabel Santana Says:

    Cunha e seus ladrões, realmente o congresso virou um antro de marginal que só difere do bandido comum por que veste grife e sua gravata. Bandidos corruptos, a resposta virá nas urnas.

  2. Ricardo Edmundo Cecconello Says:

    VAMOS DIVULGAR TODOS OS NOMES DA LISTA DA ODEBRECHT.

    NÃO SE OMITA – COPIE, COLE, DIVULGUE, COMPARTILHE,

    OS BRASILEIROS COM O DIREITO GARANTIDO DE TOMAR CIÊNCIA DOS PROPINADOS

  3. Jorge Graciano Graciano Says:

    O PT tem que gritar alto e em bom som quem são os golpistas.Nodia da votação a cada um que votar,grita corrupto.

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