Os porões da ditadura

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Opto por acreditar na ingenuidade daqueles que a defendem. Talvez não compreendam a dimensão, se compreendessem não ousariam.

Lucian Freitas, via JusBrasil em 7/2/2016

A imagem acima foi compartilhada no Facebook por uma página. Ao me deparar com ela, não pude me furtar de deflagrar meu conceito a respeito. Segue o conteúdo de meu post em contraposição à imagem:

20 hidrelétricas? Ok! Mas a que preço? Primeiro a preço de sangue, assassinatos, atentados com bombas (Riocentro, OAB etc.), demissões de concursados (até juízes), fim de direitos e garantias constitucionais como habeas corpus, exílios, ocultação de cadáveres, torturas, chacina do Araguaia (61 mortos mesmo após se renderem) etc. etc. etc.

Quando escuto brasileiros fazendo manifestação ovacionando a ditadura, penso que eles não podem saber o que estão dizendo. Quem sabe, não diz, se soubessem não ousariam. 20 hidrelétricas, bem como outras obras chamadas faraônicas como a Transamazônica (inservível) ou a ponte Rio-Niterói, foram fruto de empréstimos com o FMI de forma que a dívida externa, de US$3,4 bilhões em 1964, vai a absurdos US$49 bilhões em 1979.

O rombo, todavia, fora jogado no colo da raquítica democracia que ainda engatinhava após 1985, ano que ruiu a ditadura. Pena que poucos estudam a fundo os verdadeiros porões da ditadura.

Famílias ainda hoje clamam pelos ossos de seus. Entre mortos e desaparecidos pelas mãos dos famigerados DOI-Codi, CIE, SNI etc. somam cerca de 434 pessoas (fora as cifras negras), tidos como “subversivos” por serem contra o regime totalitário. Tudo isso a mando ou com o consentimento desses DITADORES, sim, em caixa alta e sem aspas.

Lucian Freitas é pensador, crítico, inconformado com o comodismo, concurseiro, bacharelando em Direito e cadete do 2° ano do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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Coletânea de textos: O que você precisa saber para não ter saudade da ditadura civil-militar

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