Novo secretário da Educação de Alckmin: “Não dá para ir a Miami toda hora comprar terno”.

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Na sexta-feira, dia 22/1, o governador paulista Geraldo Alckmin anunciou o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo José Renato Nalini (foto) como novo secretário estadual de Educação do Estado. Leia a seguir o que Nalini afirmou em 2014. Pode? Assista ao vídeo também.

DESEMBARGADOR DEFENDE AUXÍLIO-MORADIA PARA IR A MIAMI COMPRAR TERNO E PARA NÃO TER DEPRESSÃO
Via Gazeta do Povo em 31/10/2014

Discutir eleição é importante, claro. Mas o período eleitoral sempre serve também para que outras instituições que estão de fora do processo aprovem benefícios em causa própria ou façam coisas que querem ver debaixo do tapete. Como todo mundo que acompanha o noticiário só presta atenção aos candidatos, fica barato fazer coisas impopulares nesses meses.

Em 2014, o troféu da medida impopular foi para o Judiciário, que aprovou R$1 bilhão em “auxílio-moradia” para os seus. São R$4,4 mil por mês para cada magistrado do país, independente de ele (ela) já ter casa, de morar com outro juiz (juíza) e agora, discute-se, até mesmo independente de estar na ativa ou ser aposentado.

Como não precisam se eleger nem gostam muito de prestar contas do que fazem, os juízes se retraíram e os críticos ficaram falando sozinhos. Mas às vezes alguém põe a cabeça para fora e é possível perguntar por que, afinal, dar auxílio moradia para quem já tem casa, e dar mais benefícios a quem já tem salário inicial superior a R$20 mil.

No Jornal da Cultura, isso aconteceu. O desembargador José Roberto Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi questionado sobre o tema. E vale a pena transcrever na íntegra a resposta:

“Esse auxílio-moradia na verdade disfarça um aumento do subsídio que está defasado há muito tempo. Hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem de pagar plano de saúde, ele tem de comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem de usar um terno diferente, ele tem de usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem de ter um carro.

Espera-se que a Justiça, que personifica uma expressão da soberania, tem de estar apresentável. E há muito tempo não há o reajuste do subsídio. Então o auxílio-moradia foi um disfarce para aumentar um pouquinho. E até para fazer com que o juiz fique um pouquinho mais animado, não tenha tanta depressão, tanta síndrome de pânico, tanto AVC etc.

Então a população tem de entender isso. No momento que a população perceber o quanto o juiz trabalha, eles vão ver que não é a remuneração do juiz que vai fazer falta. Se a Justiça funcionar, vale a pena pagar bem o juiz.”

[…]

Leia também:
Coletânea de textos: Alckmin e sua mediocridade
Coletânea de textos: Trensalão tucano e a grande quadrilha

Uma resposta to “Novo secretário da Educação de Alckmin: “Não dá para ir a Miami toda hora comprar terno”.”

  1. Magda Santos Says:

    JEITO PODRE E DESUMANO DO PSDB GOVERNAR! ESTÁ BEM DE ACORDO COM A EDUCAÇÃO QUE O GOVERNO ALKIMIN SE NEGA A DAR!! UMA PODRIDÃO DEPOIS DA OUTRA! POR ISSO NOSSA JUSTIÇA É INCOMPETENTE A PONTO DE LOUVAR UM TAL DE MORO!!

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