Internet na Amazônia e independência em comunicação militar não são notícia?

Brasil_Satelites01

Fernando Brito, via Tijolaço em em 17/1/2016

Para ser justo, O Globo publicou uma pequena nota. No resto da grande imprensa, silêncio sobre a conclusão da primeira das duas torres de controle do Satélite de Comunicações e Defesa (SGCD), primeiro equipamento do controlado pelo governo brasileiro, desde que Fernando Henrique Cardoso vendeu a Embratel e seus satélites, hoje sob o controle do estranhíssimo Carlos Slim, o bilionário mexicano.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC) e envolve investimentos da ordem de R$1,7 bilhão, com previsão de lançamento em órbita em 2017. Um quarto de sua capacidade será exclusivo das comunicações militares e três quartos vão servir para levar internet à Amazônia, onde o cabeamento físico para alta velocidade seria economicamente inviável.

Associa-se, assim, o essencial investimento em defesa com o uso civil e comercial.

O satélite é do tipo geoestacionário, isto é, vai orbitar a Terra na mesma velocidade de rotação do planeta, permanecendo “fixo” em relação ao território brasileiro. Apesar de estar sendo construído na França, nas oficinas da empresa franco-italiana Thales Alenia Space, sua construção é gerida pela Visiona, uma joinT/venture entre a Embraer e a Telebras.

A torre, instalada no Comando da Aeronáutica em Brasília, é a primeira das duas unidades de controle do satélite: a segunda será erguida no Rio de Janeiro. Hoje, o Ministério da Defesa paga R$13 milhões para usar dois satélites privados – estrangeiros – para suas comunicações sensíveis.

Não estão incluídos no contrato, mas, com certeza, estão no “pacote” a escuta de tudo o que se transmite nas comunicações militares. Que, se quiserem, “apagam” com um clique no computador.

Essencial para a nossa estratégia de Defesa nacional, embora haja um pequeno – e minguante – grupo de militares do tipo Jair Bolsonaro, que não comemora conquistas de governos nacionalistas, nem mesmo estas. Talvez achem que comunicações militares se façam ainda com telefones de campanha – aquele de manivela, da 2ª Guerra Mundial, ou com reflexos de espelhinho ou ainda, quem sabe, sinais de fumaça.

Leia também:
Coletânea de textos: O início do fim da era plim-plim
Coletânea de textos: A mídia como ela é… golpista e manipuladora
Coletânea de textos: Os coxinhas marchadores, o fascismo e o impítiman

Uma resposta to “Internet na Amazônia e independência em comunicação militar não são notícia?”

  1. maximuscoliseum Says:

    Um avanço fantástico! E imaginar que houve tempo em que, para comunicação simultânea, as unidades militares usavam satélites privados inclusive da GLOBO!

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: