Queima de Natal em São Paulo

Museu_Lingua_Portuguesa01

Fábio de Oliveira Ribeiro, lido no Esquerda Caviar em 22/12/2015

O incêndio do Museu da Língua Portuguesa foi o presente de Natal que os paulistas ganharam do governo de São Paulo.

Outros presentes quentes que os tucanos deram aos paulistas foram:

Os arquivos do Metrô também foram incendiados. Considerando a repercussão nacional e internacional da roubalheira patrocinada no mesmo durante os governos Geraldo Alckmin e José Serra, a queima das provas do Metrô talvez tenha sido a maior obra de arte dos tucanos. Eles repetiram uma velha tradição dos corruptos paulistas (como o incêndio do prédio da Cesp na Av. Paulista).

Centenas de favelas foram incendiadas antes de Fernando Haddad ganhar a eleição municipal. A relação entre política e limpeza incendiária de áreas precariamente ocupadas para a especulação imobiliária é tão evidente em São Paulo que ninguém parece se incomodar, exceto os favelados. Mas estes são pobres e migrantes, cujos filhos estudam em Escolas Públicas que foram fechadas por Alckmin com apoio da gente branca bem-nascida que predomina política e economicamente em São Paulo.

O Palácio dos Bandeirantes, contudo, ainda não foi incendiado apesar de os próprios bandeirantes (eufemismo para jagunços violentos que falavam a língua geral que perambulavam pelo sertão apresando índios) serem conhecidos incendiários de aldeias e de malocas de negros fugidos. Quando a água acabar nos bairros nobres o centro de comando dos incêndios paulistas também será queimado? Pequena perda, direi.

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