Paulo Pimenta responde carta de Michel Temer: “Meia aliança é meia traição.”

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Deputado Paulo Pimenta (PT/RS) em audiência com o vice-presidente Michel Temer.

Guilherme Mazui, via Zero Hora em 8/12/2015

O deputado Paulo Pimenta (PT/RS) escreveu uma carta para responder ao vice Michel Temer, que fez um desabafo sobre as relações com a presidente Dilma Rousseff. No texto, Pimenta diz a Temer que “meia aliança é meia traição”. Confira a íntegra da carta do deputado petista ao vice-presidente.

CARTA A TEMER
Heredis fletus sub persona risus est.

Escrevo para falar de minha surpresa sobre sua carta dirigida a Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff, e tornada pública na noite de ontem (7), de uma forma ainda não compreendida.

Dirijo-me, de forma muito respeitosa e na esperança de que não se tenha despido o manto da institucionalidade e da reconhecida postura discreta e republicana de V.Exa., pecando, “ao trair sangue inocente”.

Como líder do governo na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional sei da importância do papel que V.Exa. desempenhou, neste último ano, para que as relações fossem amplamente facilitadas na Câmara e no Senado.

Aliás, postura que V.Exa. sempre adotou ao longo de sua vida pública, pautando-se sempre pelos interesses nacionais, como, por exemplo, a defesa intransigente da Constituição Federal e o fortalecimento da nossa democracia acima de qualquer outro interesse.

No entanto, tal carta permite a interpretação de que se constitui em tática política integrante de estratégia de rompimento da aliança político-institucional entre PT e PMDB. Relação essa que é forte elemento da coalisão que, nos últimos anos, promoveu significativas mudanças em nosso País, promovendo o desenvolvimento social e contribuindo sobremaneira para nossa democracia em consolidação.

A convivência política é ofício de artista. Não prescinde do diálogo e da tolerância, bem sabemos. Mas também é o exercício de comprometer-se e, ao cabo, de dar e receber confiança. As divergências, são abordadas, espera-se, no âmbito dessa relação calcada na lealdade.

Por mais que tenham ocorrido fatos que possam tê-lo desagradado, confiamos que Vossa Excelência, sendo o estadista que é, terá a grandeza de colocar-se acima desses fatos em respeito ao momento que estamos vivendo.

Assim, diante do acirramento político que o Brasil vive e dos efeitos da retração econômica mundial, a presidenta “alardear publicamente a necessidade” da lealdade de V.Exa. pode parecer tão inoportuno quanto o registro de sua lealdade, por carta, ao governo Dilma ao afirmar que “tenho-a revelado ao longo destes cinco anos”.

Nesse momento delicado da vida política nacional em que enfrentamos uma crise econômica, e que o governo está buscando a construção de soluções que envolvem a maior base possível, a história exige ações que estão acima de qualquer vaidade pessoal.

Todos nós sabemos que está em jogo algo muito maior. Estamos enfrentando forças que colocam em risco o projeto de País, iniciado com o presidente Lula, e que realizou mudanças estruturais na vida de milhões de pessoas.

Meia aliança é meia traição. Como se viu, a carta de V.Exa. serviu para alimentar especulações, em um momento que o País necessita de líderes que reafirmem as certezas de nosso constitucionalismo.

A posteridade indaga-nos, hoje, qual terá sido nosso papel na história: teremos ficado ao lado daqueles que ainda não se conformaram com a derrota nas eleições de 2014, que V.Exa. ajudou a construir, e ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, com sua legitimidade arruinada e que abusa do cargo para sua própria defesa contra acusações criminais e de falta de decoro parlamentar; ou ao lado do Estado de Direito, da Democracia e da soberania popular que conferiu à presidenta Dilma e à Vossa Excelência mais um mandato de quatro anos para governar nosso País?

“O choro do herdeiro é, sob a máscara, riso”.

Deputado Federal Paulo Pimenta (PT/RS), líder do Governo na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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6 Respostas to “Paulo Pimenta responde carta de Michel Temer: “Meia aliança é meia traição.””

  1. pintobasto Says:

    Miguel Elias Temer Luia mergulhou na fossa de esgoto da Naçao!

  2. Magda Santos Says:

    JÁ ENTROU PARA HISTÓRIA COMO MENTIROSO, VIL E FALSO! QUER MAIS?

  3. Moacir R. de Pontes Says:

    Lealdade ao longo de cinco anos já dá direito à traição?

  4. pintobasto Says:

    Michel Temer jogou a última cartada de sua vida política que nunca foi construída em cima de fatos relevantes e escolheu muito mal o caminho de suas pretensões, começando por trair a Chefe do Governo do qual faz parte como vice. Deu um tiro no pé, por mais que argumente e justifique, mostrou ser um reles traidor que não merece a confiança de quem quer que seja. Encerrou sua carreira política com uma traição muito suja que lhe vale um penico de barro cheio de merda! Um velho cuzão que é corno sem sua jovem esposa o ter traído.

  5. Wilson Eduardo Canova Teixeira Says:

    Temmer, uma revelação de traíra que pode se repetir com qualquer um seu aliado no futuro. Quem trai uma vez, NÃO DEVE SER CONFIÁVEL NUNCA MAIS. Fiquem espertos contra esse homem.

  6. Guimarães Oliveira Advogados Says:

    Esta é da Série: “Pimenta em olho de quem age com TEMER-idade, é para arder mesmo.”

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