Advogada abandona Lava-Jato e expõe submundo da operação da PF

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Doutora Beatriz: Ex-advogada de 9 entre 10 delatores da Lava-Jato.

Comentarista Paulo Vannuchi estranha abandono de advogada e afirma que pressão psicológica praticada na operação será um dia comparada à tortura.

Via RBA em 24/7/2015

Em comentário de sexta-feira, dia 24/7, na Rádio Brasil Atual, o cientista político Paulo Vannuchi analisa a atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), da mídia e a atitude da advogada Beatriz Catta Preta, que abandonou clientes da Operação Lava-Jato por pressão de aliados de Cunha.

Citado por delator da Lava-Jato, por ter recebido propina, Cunha conseguiu do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que solicitasse informações ao juiz Sergio Moro. “Eduardo Cunha descobriu que, na delação que o envolvia, do empresário Júlio Camargo, havia nomes tarjados. Por quê? Ele, então, fez o expediente e, corretamente, o ministro Lewandowski está solicitando informações ao juiz Sérgio Moro, que pode representar o início do que antecipo há muitos meses aqui”, referindo-se à necessidade de estancar os vazamentos seletivos da operação.

Vannuchi também comenta a notícia sobre a advogada Beatriz Catta Preta, “que já tinha despertado notoriedade e muitas críticas de seus colegas, por ser autora de nove das 17 delações premiadas”. Vannuchi lembra, inclusive, matéria da Folha de S.Paulo, que ela chega a assediar clientes de outros advogados, e se aproveita de momentos de fragilidade familiar. “Por exemplo, sistematicamente, houve um momento em que os operadores da Lava-Jato, seja com Paulo Roberto Costa, Júlio Camargo e outros, ameaçaram com a convocação de familiares. ‘Seu filho está envolvido’. Isso quebra a resistência psicológica. O preso, o potencial delator, se desestrutura psiquicamente. Em algum dia isso será, sim, forçosamente comparado à tortura”, afirmou Vannuchi.

Nesse processo, a advogada Beatriz Catta Preta, apesar de jovem, teria amealhado algo em torno de R$25 milhões, até R$45 milhões, em honorários. “Júlio Camargo, ao fazer a denúncia de Eduardo Cunha, por ter recebido dele US$5 milhões em propina, disse que foi ameaçado por um pau mandado de Eduardo Cunha. Esse pau mandado seria Celso Pansera, parlamentar do PMDB/RJ. Ele então fez a convocação dessa advogada à CPI [da Petrobras], para que ela explicasse a origem dos seus honorários, porque ela pode estar recebendo dinheiro também de delatores que não entregaram tudo o que roubaram, ou das empresas desses delatores.”

A advogada anuncia então, depois dessa reviravolta que ataca Eduardo Cunha, que abandona as suas causas e vai se mudar para Miami. “É muito estranho uma advogada tão bem-sucedida abandonar a defesa, no que pode ser futuramente processada por seus clientes. Ela deu o prazo até o próximo dia 30 para se mudar para Miami. Esse é o submundo da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que os grandes jornais, de modo geral, não querem trabalhar”.

***

A “DOUTORA DELAÇÃO” PEDE O BONÉ E VAI EMBORA, DE REPENTE? ESTRANHO…
Fernando Brito, via Tijolaço em 22/7/2015

Pode ser “teoria da conspiração” ou não, mas é estranhíssimo o desligamento da advogada Beatriz Catta Pretta dos clientes que fizeram delação premiada na Operação Lava-Jato.

Para recordar: Catta Pretta foi a responsável por levar Paulo Roberto Costa (com quem aparece na foto do post) na época defendido pelo criminalista Nélio Machado (que era contrário a isso), a fazer um acordo com o Ministério Público e o Juiz Sérgio Moro, em agosto do ano passado.

De lá para cá tornou-se a representante dos principais delatores: além de Costa, Augusto Mendonça (Toyo Setal), Pedro Barusco e Júlio Camargo, que denunciou o achaque de Eduardo Cunha.

Todos eles, nos acordos que ela orientou, aceitaram deixar de defender-se, aceitaram penas e assumiram devolução de dinheiro roubado e multas judiciais.

Agora, de repente, Beatriz abandona tudo e, diz à Folha, vai embora do Brasil, possivelmente, segundo o jornal, para trabalhar em Miami.

Justamente depois que seu cliente Júlio Camargo relatou não apenas os tais achaques de Cunha, mas também o medo de retaliações.

Algo muito estranho há nesta história.

Catta Preta incendiou o caso da Lava-Jato com as delações e agora some, por um passe de mágica?

3 Respostas to “Advogada abandona Lava-Jato e expõe submundo da operação da PF”

  1. Rita Says:

    Nós precisamos é achar alguém pra investigar o juiz moro. Este é o maior problema.

  2. bene bugrao Says:

    TEM GATO NA TUBA!

  3. pintobasto Says:

    O Sérgio Moro tem que mandar investigar o Eduardo Cunha e seus capachos, todos do crime!

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