Polícia do ministro Cardozo esconde o nome de Serra no celular de Marcelo Odebrecht

Serra_Gilmar02_Telefone

Via Jornal GGN em 21/7/2015

As ligações do senador José Serra com a equipe da Lava-Jato foram escancaradas no relatório divulgado hoje [21/7], sobre as mensagens capturadas no celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

O relatório da Polícia Federal identifica as iniciais do vice-presidente Michel Temer, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Mas coloca uma tarja preta na identificação da sigla JS.

Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava-Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.

***
RELATÓRIO MOSTRA SIGLAS DE MARCELO ODEBRECHT PARA POLÍTICOS
Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.
Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo, via Estadão

Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava-Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.

O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

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Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas, a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

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Registros do telefone de Marcelo Odebrecht em que aparecem reuniões com Geraldo Alckmin e Michel Temer.

Em duas ocasiões, como revela a análise do material apreendido na residência de Marcelo Odebrecht, há registros na agenda do celular de encontros com políticos. Ele teria se reunido com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, já depois da Juízo Final, etapa da Lava-Jato que levou à prisão outros executivos de grandes empreiteiras do País. O detalhamento do encontro com o vice-presidente, contudo, aparece coberto por uma tarja preta no relatório.

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Algumas anotações do dia 9 de janeiro de 2013 chamaram a atenção dos investigadores, como o tópico “Créditos”.

Confira o tópico créditos no celular de Marcelo Odebrecht

Lava_Jato_Serra04_Odebrecht

Mais abaixo, há ainda o tópico “notas antigas”, no qual há referência “adiantar 15 p/JS” e em seguida a anotação “IPI até dez e pis/Cofins até jan”. Ainda relacionado a este tópico há o título “Contribuição”, a partir do qual surgem várias referências de valores seguidas de siglas que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar claramente.

Com a palavra, a Odebrecht
“Embora sem fundamento sólido, o indiciamento do executivo e ex-executivos da Odebrecht já era esperado. As defesas aguardarão a oportunidade de exercer plenamente o contraditório e o direito de defesa. Em relação à Marcelo Odebrecht, o relatório da Polícia Federal traz novamente interpretações distorcidas, descontextualizadas e sem nenhuma lógica temporal de suas anotações pessoais. A mais grave é a tentativa de atribuir a Marcelo Odebrecht a responsabilidade pelos ilícitos gravíssimos que estão sendo apurados e envolveriam a cúpula da Polícia Federal do Paraná, como a questão da instalação de escutas em celas dentre outras.”

Clique aqui para ler o relatório completo.

4 Respostas to “Polícia do ministro Cardozo esconde o nome de Serra no celular de Marcelo Odebrecht”

  1. bloglimpinhoecheiroso Says:

    Vixe. O Rovai já chama de “polícia de Dilma”.
    Stanley Burburinho sabe quem pôs a tarja preta em Serra
    http://wp.me/p2vU7H-8ES

  2. bloglimpinhoecheiroso Says:

    Grato por ter prestigiado o blog. Agora vida que segue.

  3. Norberto de Sá Neto Says:

    Vixe. Eu até acompanhava o blog de vocês. Mas vocês desceram ao fundo do poço. Matérias infundadas. Visão deturpada de fatos. Perseguição pessoal e mau jornalismo. É o fim do Limpinho e Cheiroso. Uma pena.

    Beto.

    >

  4. Rita Says:

    Este s(c,ç)erra não me entra pela goela. Se o vejo, ainda mais sorrindo, tenho pesadelos à noite. O coisa deseja ser o primeiro ministro. Vai ter que brigar com cunha primeiro. rs

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