Sem conhecimento sobre a saga da mandioca, repórter critica Dilma

Dilma_Mandioca01

Luis Nassif em 24/6/2015

A temporada de ataques à presidente Dilma Rousseff tem produzido algumas reportagens clássicas, em que repórteres se valem da própria desinformação como arma de ataque. Hoje [24/6], reportagem da Folha tenta ironizar as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a importância da cultura da mandioca na história do país, ignorando extensos estudos sobre a civilização da mandioca.

Na sequência, a repórter ironiza um chiste da presidente, ao falar em “mulheres sapiens”, um mero jogo de palavras que a repórter tratou como algo ignorante.

É possível que o próximo curso Folha seja reforçado com aulas de interpretação de textos e interpretação de palavras. Para um repórter se mostrar superior ao personagem da reportagem, precisa comprovar conhecimento sólido sobre o que escreve. Leia abaixo a matéria da Folha.

Em cerimônia com índios, Dilma saúda “mandioca” e fala de “mulheres sapiens”
Foram quase dez dos vinte minutos de seu discurso dedicados a cumprimentar as autoridades presentes na abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, nesta terça-feira (23) em Brasília. Mas a presidente Dilma Rousseff surpreendeu mesmo ao fazer um cumprimento especial “à mandioca” e ao criar uma nova categoria na evolução humana: as “mulheres sapiens”.

“Nenhuma civilização nasceu sem ter acesso a uma forma básica de alimentação e aqui nós temos uma, como também os índios e os indígenas norte-americanos têm a deles. Temos a mandioca e aqui nós estamos e, certamente, nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Então, aqui, hoje, eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil”, disse Dilma de um fôlego só.

A plateia riu baixinho. E a presidente continuou dizendo que é de se orgulhar “ter no DNA do nosso país essa relação com a natureza”.

“A capacidade de ter na natureza não aquela a quem se subjuga e explora, mas uma relação fraterna de quem sabe que é dessa relação que nasce nossa sobrevivência.”

Dilma segurava nas mãos uma bola cinza escura, a qual colocou debaixo do braço quando se dirigiu ao púlpito para fazer, de improviso, seu discurso. Não quis passar a bola para um assessor, que logo se aproximou para ajudá-la a ficar com as mãos livres. “Não precisa”, sussurrou.

Usaria em sua fala o presente que veio “de longe, da Nova Zelândia” para, segundo ela, “durar o tempo que for necessário.”

“Aqui tem uma bola, uma bola que eu acho que é um exemplo. Ela é extremamente leve, já testei aqui, testei embaixadinha, meia embaixadinha… Bom, mas a importância da bola é justamente essa, é símbolo da capacidade que nos distingue”, recomeçou Dilma sob suspiros dos presentes.

“Nós somos do gênero humano, da espécie sapiens, somos aqueles que têm a capacidade de jogar, de brincar, porque jogar é isso aqui. O importante não é ganhar e sim celebrar. Isso que é a capacidade humana, lúdica, de ter uma atividade cujo o fim é ele mesmo, a própria atividade. Esporte tem essa condição, essa benção, ele é um fim em si. E é essa atividade que caracteriza primeiro as crianças, a atividade lúdica de brincar. Então, para mim, essa bola é o símbolo da nossa evolução, quando nós criamos uma bola dessas, nos transformamos em Homo sapiens ou mulheres sapiens”, concluiu. Dessa vez, entre risos menos tímidos da plateia.

Sentada na primeira fileira do auditório que abrigou a cerimônia, ao lado do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), Dilma assistiu a apresentações de danças típicas indígenas, foi abençoada por um pajé e citou a civilização grega para dizer que, com ela, “aprendemos a transformar os jogos em um momento de confraternização.”

2 Respostas to “Sem conhecimento sobre a saga da mandioca, repórter critica Dilma”

  1. gustavo_horta Says:

    Em tempos de cretinice, canalhice e covardia por parte de uma mídia manipuladora cruel e totalmente parcial, vale mesmo tudo.
    Quando alguns não têm vergonha na cara é possível separar uns e outros. Mas quando tudo fica contaminado, aí f(e)deu.
    Os caras andam com tanta cara de pau que já estão tomando “óleo de peroba” em substituição ao uísque ali nas noites, nos bordéis e surubas da Avenida Paulista e em Higienópolis.

  2. Livia Says:

    Biologia com o Prof. Jubilut também criticou Dilma na sua página por causa da mandioca… Fiquei injuriada no dia…!

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