Cuba terá luta “longa e difícil” para fim de bloqueio dos EUA, diz Raul Castro

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Soltos: Os Cinco heróis cubanos que estavam presos injustamente no EUA comemoram a liberdade.

Via EFE

O presidente de Cuba, Raul Castro, afirmou que seu país enfrentará uma luta “longa e difícil” antes que seja retirado o bloqueio econômico e comercial aplicado pelos Estados Unidos à Ilha há mais de meio século. Raul Castro discursou à Assembleia Nacional cubana no sábado, dia 20/12, em Havana, três dias após o anúncio da normalização das relações entre Cuba e EUA.

Esta semana, Castro e o presidente dos EUA, Barack Obama, surpreenderam o mundo com um acordo histórico, que incluiu a restauração das relações diplomáticas entre os antigos inimigos da Guerra Fria. Para Castro, “o povo cubano acolheu favoravelmente a justa decisão do presidente Barack Obama”, que remove “um obstáculo” no relacionamento entre os EUA e Cuba.

Segundo o mandatário, a Ilha caribenha não descartará nenhum argumento no diálogo aberto com Washington. “Reiteramos nossa disposição ao diálogo respeitoso e recíproco sobre as discrepâncias. Temos firmes convicções e muitas preocupações sobre o que acontece nos Estados Unidos no campo da democracia e dos direitos humanos”, disse o presidente cubano. “Aceitamos conversar […] sobre qualquer tema, sobre tudo o que queiram discutir daqui, mas também dos Estados Unidos”, acrescentou.

Apesar do anúncio da reaproximação entre as duas nações, a remoção do bloqueio precisa ser aprovada pelo Congresso dos EUA, onde a oposição republicana terá a maioria em ambas as casas a partir de janeiro. Em seu discurso, Castro afirmou que será necessário que a comunidade internacional e a sociedade norte-americana exijam o término do bloqueio.

Castro também anunciou que vai participar, em abril, da Cúpula das Américas no Panamá, onde é esperado um encontro com o presidente dos EUA.

Mudanças na Ilha
Obama manifestou na sexta-feira, dia 19/12, sua convicção de que “as mudanças chegarão a Cuba” com a nova política norte-americana com relação à Ilha, embora isto não ocorra rapidamente.

“As mudanças chegarão a Cuba. Têm de chegar. [Havana] tem uma economia que não funciona”, disse Obama durante a última coletiva de imprensa do ano na Casa Branca, embora tenha admitido que não podia “antecipar as mudanças da noite para o dia” na Ilha.

Obama negou considerar prazos para que estas mudanças ocorram antes do fim do seu mandato porque seria “pouco realista que agora se busque ‘mapear’ onde Cuba estará” nos próximos anos.

Raul Castro, em Havana, e Obama, em Washington, anunciaram, simultaneamente, os históricos acordos ao meio-dia da quarta-feira, dia 17/12. Os acordos contemplam o restabelecimento de relações diplomáticas e permitiram a libertação de três agentes cubanos nos Estados Unidos, de um “espião de origem cubana” e do funcionário terceirizado do governo norte-americano, Alan Gross, em Cuba.

Obama disse que flexibilizará o bloqueio dentro de suas atribuições, pois sua eliminação só pode ser decidida pelo Congresso norte-americano.

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