bloglimpinhoecheiroso

FHC sobre salário de R$22 mil que recebe da USP: “Acho razoável.”

Ex-presidente se aposentou em 1968, com 37 anos e recebe seus vencimentos como professor catedrático da instituição. “Comigo é outro departamento”. Esta deveria ser a tônica da fala de Fernando Henrique Cardoso quando inquirido sobre sua aposentadoria na USP. FHC, como se sabe, criticou duramente os aposentados do INSS, com vencimentos restritos ao teto do instituto. Para ele, o que ganha é justo, está dentro do razoável e quem ganha pouco são “os outros”.

Via SpressoSP

Na segunda-feira, dia 24/11, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que a aposentadoria que recebe da Universidade de São Paulo (USP), de R$22,1 mil, é “razoável”.

“Todo mundo reclama de salário e acha que seu salário é baixo. O meu é razoável”, afirmou o tucano, que se aposentou na USP com apenas 37 anos, em 1968, e recebe seus vencimentos como professor catedrático.

A polêmica sobre os vencimentos dos funcionários da USP começou quando se constatou que a universidade remunera 1.972 servidores com um salário acima do pago ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que recebe R$20.662,00.

FHC explicou que os salários recebidos por funcionários da USP, que superam os vencimentos de Alckmin, não deve ser uma celeuma. “A disparidade é em função do passado. Decisões judiciais criaram uma certa disparidade. Comparado com o que se ganha no setor privado, aí significa muito, porque a aposentadoria do INSS é muito baixa”, afirmou o ex-presidente.

A universidade foi obrigada a divulgar os salários pagos a professores e funcionários após a Folha de S.Paulo ganhar uma ação ingressada no Tribunal de Justiça de São Paulo em que pedia o fornecimento dos dados. “Ocultar os ganhos de seus profissionais viola os princípios de transparência e publicidade previstos na Constituição”, diz decisão do TJ.

Em entrevista ao SPressoSP, o professor Chico Miraglia, da Associação dos Docentes da USP (Adusp), lembrou que a crise financeira enfrentada pela universidade não passa pelo pagamento de salários, mas pelos gastos promovidos pela gestão Rodas.

“Somos favoráveis a divulgação dos salários. As contas das universidades devem estar abertas à população, mas publicar folha salarial é fácil, quero ver a USP dizer quanto paga no tijolo. Qual será o custo desse milheiro? Quanto se gastou em cada obra do Rodas?”, questiona o professor.