Campanha de Aécio deixa dívida de R$15 milhões para tucanos

Aecio_Bebendo04BVia Ceará Agora

Segundo colocado na disputa pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) vai declarar na terça-feira, dia 25/11, data final para a prestação de contas eleitorais, arrecadação de cerca de R$201 milhões e uma dívida de campanha em torno de R$15 milhões.

Os números foram informados ao jornal Folha de S.Paulo por integrantes da campanha tucana, que se reuniram na noite de segunda-feira, dia 24/11, para fazer os últimos ajustes antes de levar a prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tucano gastou cerca de R$216 milhões na corrida presidencial, quantia bem abaixo do teto de gastos previsto inicialmente para a candidatura, de R$290 milhões. Segundo a legislação eleitoral, as dívidas devem ser assumidas pelos partidos.

A presidente Dilma Rousseff (PT), por sua vez, deve declarar ao TSE uma relação de contas sem dívidas de campanha – ou seja, todo o dinheiro arrecadado pagou as despesas eleitorais, de acordo com a cúpula petista. O teto de gastos da campanha petista primeiramente foi estimado em R$298 milhões.

No final de outubro, porém, o PT solicitou o aumento da previsão por duas vezes. O primeiro pedido foi para subir o teto em R$40 milhões. Em seguida, a sigla pediu para que a estimativa ficasse em R$383 milhões. A receita nos dois primeiros meses de campanha foi de R$123 milhões.

Durante a disputa, os petistas diziam que a meta era acabar a campanha sem nenhuma dívida. Para isso, foi necessário fazer um esforço de última hora – no início de novembro, o déficit chegava a quase R$20 milhões.

Em ambas as campanhas, os maiores gastos foram os referentes a marketing, comunicação e deslocamentos.

Marina
No início de novembro, quando fecharam as contas dos candidatos que não disputaram o 2º turno das eleições, Marina Silva (PSB) também declarou uma campanha sem dívidas, com arrecadação de pouco mais de R$62 milhões. A principal doadora da campanha foi a JBS, dona do frigorífico Friboi, com mais de R$5 milhões.

A empresa que despontou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a maior indústria de carnes do mundo tornou-se, em 2014, a maior financiadora de campanhas eleitorais do país.

As principais despesas de Marina foram com publicidade e deslocamento. Para cuidar da voz, que foi perdendo ao longo da campanha eleitoral, a ex-senadora gastou em torno de R$21,3 mil com tratamento de fonoaudiologia.

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