Juiz Sérgio Moro monta a segunda garra da pinça do impeachment

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Na posse de Antônio Dias Toffoli, seu irmão – que tem Síndrome de Down – dá um beijo em Lula.

Luis Nassif

No post “Armado por Toffoli e Gilmar já está em curso a estratégia do impeachment” alertei que a estratégia consistiria em encontrar ligações entre a Lava-Jato e a campanha de 2014. Ou seja, sinais de contaminação do caixa 1 da campanha.

Agora já se tem o controle das duas garras da pinça. Numa ponta, Gilmar Mendes com todos os documentos da prestação de contas do PT e da campanha de Dilma – auxiliado por um batalhão de técnicos do Banco Central, Tribunal de Contas da União e da Receita. Leia o post “Gilmar dá mais um passo em direção ao 3º turno”. Na outra, o juiz Sérgio Moro, que na sexta-feira, dia 21/11, estendeu a quebra de sigilo das empresas de Youssef para 2014.

Nem o PT nem o Palácio demonstram dispor de alguma estratégia defensiva. O Palácio não dispõe sequer de um conselheiro para transitar pelo mundo jurídico. Se depender de ambos, a legalidade estará indefesa.

Como se recorda, o primeiro lance da jogada foi montado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antônio Dias Toffoli, ao atropelar o regimento e montar um sorteio que – contra todas as probabilidades – jogou os dois processos no colo de Gilmar Mendes.

O sorteio foi montado menos de oito horas úteis após o final do mandato do conselheiro Henrique Neves e antes mesmo que os documentos da prestação de contas tivessem chegado ao Tribunal. Menos de meia hora depois de ser “sorteado” Gilmar Mendes tomou as providências para tornar irreversível o remanejamento dos processos.

Segundo o presidente do PT, Rui Falcão, o partido se cercou de todas as precauções para impedir dinheiro contaminado na campanha.

Além dos técnicos que o auxiliam na avaliação das contas, Gilmar conta com um conselheiro especial: o próprio Toffoli que já foi advogado do PT.

Não significa que o impeachment são favas contadas. Há muita água a rolar debaixo da ponte.

Mas significa que o jogo está armado e que, no mínimo, conseguirá paralisar por um longo tempo um governo que necessita de urgência para estabilizar a economia.

As informações sobre a ampliação do prazo de quebra de sigilo das empresas de Alberto Youssef foram dadas pelo O Globo, no sábado, dia 22/11.

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