FHC sobre regulação da mídia: “Não vou falar mal de meus amigos.”

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Via Blog do Zé

Num desses eventos tucanos de fim de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), falou sobre regulação da mídia quando, perguntado sobre a “pouca” (na verdade, nenhuma…) regulação da mídia no Brasil em comparação com países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Reino Unido, veio com a lorota e o despiste de sempre do tucanato, que jamais quis a regulamentação em nosso país.

“O problema [no Brasil] é a falta de confiança na agência reguladora. Ninguém vai confiar. Você não vai ter uma regulação no sentido objetivo, de garantir acesso, mas vai ser uma coisa mais controlada pelo governo. Tem esse medo de que isso ocorra”, resgatou FHC voltando-se para a velha ladainha de seu partido e para um dos argumentos que o PSDB sempre utiliza para evitar a regulamentação.

Na sequência o ex-presidente ainda arriscou-se a defender a necessidade de diversificar os meios de comunicação no Brasil e aí foi questionado se isso não implicaria “quebrar alguns grupos econômicos”. O assunto o desagradava e ele encerrou: “Eu não falo de amigos”. O público até riu. FHC falava sério.

Confissão desnecessária: mídia apoia e dá amplo espaço a FHC até hoje
Ele simplesmente não resistiu e confessou – “eu não falo de amigos” – deixando claro o seu lado nessa história, o da manutenção dos monopólios e que estes, na mídia, são seus amigos. Aliás, apoiam-no até hoje, 12 anos depois que ele deixou o governo e ainda o tratam como se ele estivesse lá.

Basta ver o espaço que o ex-presidente FHC tem em toda a mídia, como o projetaram agora como um dos principais porta-vozes da oposição na recente campanha eleitoral e como apoiaram que ele lançou ao Planalto e carregou por esse Brasil afora, o senador Aécio Neves (PSDB/MG).

Por não ter como negar que há regulação da mídia nos EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Canadá e em tantos outros países sob regime democrático, e (neles) sem censura ou controle de conteúdo, FHC apela e diz que aqui não haverá confiança na agencia reguladora. Por que só aqui?

Maneira cínica de se opor à regulação da mídia
Segundo ele, porque aqui a agência reguladora não garantirá o acesso à informação diversificada, mas sim o controle governamental. Ora, essa é uma maneira cínica de se opor a regulação da mídia e a democratização dos meios de comunicação, ao acesso de todos eles à informação como existe em todos países.

Mais grave, ainda, ante a situação que vivemos com nossa mídia no Brasil é o fato de que hoje, apesar de assegurado pela Constituição, não temos direito de resposta no Brasil regulamentado em lei. Nem nos termos mínimos que existiu inclusive na ditadura quando vigorou a Lei de Imprensa extinta há alguns anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma resposta to “FHC sobre regulação da mídia: “Não vou falar mal de meus amigos.””

  1. pintobasto Says:

    Mas quem é FHC? Não é aquele traidor que vendeu a preço de banana passada a maior parte de nossas empresas estatais? Estatais e algumas estratégicas! Um tremendo traidor tornado agora imortal por seu elevado saber em trair, mentir e fingir que é gente!
    E ainda lhe dão espaço na mídia? Mas que mídia mais fajuta!

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