Paulo Teixeira: Marina, a candidata ioiô

Marina_Caricatura01Paulo Teixeira no Facebook

Não é à toa que ela já esteja sendo chamada de candidata ioiô. Depois de defender a criminalização da homofobia e voltar atrás, condenar a produção de transgênicos e voltar atrás, discursar contra o agronegócio e voltar atrás, agora foi a vez de Marina recuar no que diz respeito à exploração de petróleo no pré-sal. É importante que todos saibam os riscos de colocar o pré-sal em segundo plano. Se isso for feito, o Brasil será duramente afetado em pelo menos sete eixos estratégicos:

 

  1. Educação: O Plano Nacional da Educação será inviabilizado sem os recursos provenientes da exploração das reservas. Legislação específica definiu que 75% dos royalties do pré-sal destinados à União devem ser usados exclusivamente na Educação, algo como R$200 bilhões nos próximos dez anos.
  2. Saúde: Os 25% dos royalties do pré-sal destinados por lei à Saúde permitem recompor as perdas orçamentárias provocadas pelo fim da CPMF.
  3. Indústria naval: Os contratos já firmados de exploração do pré-sal provocaram a ressurreição da indústria naval brasileira nos últimos anos. Há mais de dez estaleiros funcionando a todo vapor na produção de embarcações utilizadas no transporte de pessoal e carga entre as plataformas. Ficarão sem demanda.
  4. Tecnologia: Com a mudança do regime de concessão para regime de partilha, proposto por mim na Câmara, ficou estabelecido um mínimo de 60% de componentes nacionais na atividade de exploração do pré-sal, o que ajuda a alavancar a transferência de tecnologia para o Brasil, além de trazer mais empresas e mais empregos.
  5. Municípios: Após o longo processo de negociações que culminou com a redistribuição dos royalties do petróleo entre os diferentes estados e municípios, e não mais somente para as localidades onde é feita a extração, deixar o pré-sal em segundo plano significa tirar recursos principalmente das prefeituras. Pode ser fatal para muitos municípios.
  6. Fronteiras: Desmobilizar a estrutura policial e demais forças de vigilância permanentemente instaladas nas porções da costa brasileira onde há plataformas de petróleo significa fragilizar o controle sobre nossas fronteiras molhadas.
  7. Meio ambiente: Por mais que o Brasil invista em fontes alternativas de energia, a principal matriz mundial continuará sendo o petróleo, que terá de ser produzido em algum lugar. O pré-sal implica menos impacto ambiental do que a exploração do petróleo pesado na Venezuela, das areias oleosas no Canadá ou do gás de folhelho (ou xisto) nos Estados Unidos.

Em resumo, o pré-sal é um dos maiores patrimônios e uma das maiores conquistas do Brasil. Graças ao pré-sal, a produção de petróleo cresceu 14,8% em 12 meses e atingiu o recorde de 2,267 milhões de barris por dia em julho. A expectativa é de que a produção chegue a 5 milhões de barris diários em 2020, e que sua exploração traga mais de R$1 trilhão para o país nas próximas três décadas. Nada mais coerente do que continuar a explorá-lo em paralelo com o aproveitamento das fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica, hoje em processo de expansão.

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