A operação de guerra que garantiu a posse de Jango com o parlamentarismo

Jango24_Brizola

Luis Nassif, via Jornal GGN

Por volta de agosto de 1961, o ministro da Fazenda Clemente Mariani viajara para Punta Del Este, presidindo a delegação brasileira que iria discutir a Operação Pan-Americana e a Aliança para o Progresso. Foi na mesma ocasião em que o secretário de Estado norte-americano Douglas Dillon esteve de passagem por Brasília, encantando-se com Jânio. Ainda não se tornara público, mas Mariani estava demissionário, aguardando apenas que Jânio indicasse um substituto.

Depois do almoço no Horto Florestal, em São Paulo e dos serviços prestados a seu governo na negociação da dívida externa, Jânio Quadros e Pedroso D’Horta tornaram-se grandes amigos de Walther Moreira Salles.

Pedro D’Horta sabia da resistência do embaixador em aceitar um novo cargo público. Por isso, quase ao final do encontro de Punta Del Este, ligou para alerta-lo:

– Walther, na volta do Chile, o Clemente Mariani vai pedir demissão, devido a desentendimentos com o presidente. É quase certo que Jânio vá convida-lo para substitui-lo. E você já sabe como ele é persistente e teimoso. Se não quiser realmente ser ministro, e se sente incomodado com esses rumores, é melhor sair do Rio.

Na ocasião, corria o nome de Walther e o de Stelita Lins para o cargo.

O embaixador julgou melhor acatar o conselho, e foi com a família se esconder na fazenda Santo Aleixo, de Pedro di Perna, em Itatiba (SP).

Terminada a reunião de Punta Del Este, em vez de Mariani, foi o próprio Jânio quem surpreenderia o país, condecorando Che Guevara, trancando-se um fim de semana inteiro em um apartamento famoso no Rio, com a atriz Tônia Carrero, e renunciando em seguida.

Anos depois, o poeta Augusto Frederico Schmidt morreria no mesmo apartamento, quando declamava poemas para a mulher de um líder lacerdista.

Jango estava na China e havia enormes resistências à sua posse. Desembarcou direto em Porto Alegre onde seu cunhado Leonel Brizola já tinha deflagrado o Movimento pela Legalidade.

O embaixador permanecia na Santo Aleixo, acompanhando os acontecimentos pela imprensa. Como não avisara a ninguém de seu paradeiro, foi com surpresa que, certa manhã, recebeu a visita de Rubem Berta, presidente da Varig, que o descobrira graças a uma indiscrição da secretária de Pedro Di Perna.

– O presidente quer vê-lo – informou-lhe Berta.

– Qual presidente?, indagou o embaixador, ainda tão perplexo com a renúncia quanto o restante do país.

– O presidente Goulart.

– Terei muito prazer, assim que ele puder, porque sei que está isolado em Porto Alegre.

O embaixador conhecera Jango na época em que ambos mantinham grandes relações com o Banco do Brasil – o embaixador como diretor do BB, Jango como cliente assíduo da Carteira de Crédito Rural. Depois, ajudou a remover alguns obstáculos que poderiam atrapalhar sua posse na vice-presidência da República. Pouco antes da posse, alguns próceres do PTB foram informados que ele estava pendurado em um empréstimo junto ao Banco do Brasil, o que poderia dar margem a explorações políticas.

San Tiago ligou para o embaixador:

– Walther, Jango deve 15 milhões de cruzeiros ao Banco do Brasil. Você poderia emprestar dinheiro para ele cobrir-se junto ao banco? Depois, o BB te empresta de volta.

Os procedimentos bancários foram normais, com a mãe de Jango entregando ao Banco Moreira Salles uma carta oferecendo bens em hipoteca. O empréstimo acabou sendo pago normalmente. Mas o banco Moreira Salles não fez questão de cobrar a contrapartida. E, a bem, da verdade, nem Sebastião Paes de Almeida, presidente do BB à época, fez questão de lembrar a promessa feita.

O embaixador foi tirado de suas lembranças por uma declaração inesperada de Berta:

– Ele quer vê-lo hoje.

– Mas de que maneira?

– Estou encarregado de providenciar sua ida ao Rio Grande do Sul.

– Mas como será possível? – insistiu o embaixador.

– Disto eu me encarrego, com toda a segurança. Mas primeiro precisamos ir a São Paulo.

O embaixador conhecera Rubem Berta na época em que ocupou a embaixada de Washington. Na ocasião, acompanhou-o nas negociações para a compra e financiamento dos primeiros Boeings 707 da Varig, e aprendeu a admirar sua tenacidade e capacidade de trabalho.

– E quando voltamos de lá?

– Hoje mesmo.

Chegaram em São Paulo à 1 da tarde e foram direto ao hangar da Varig no aeroporto de Congonhas. Atendendo a um pedido de Berta, Perna, que os acompanhava, retornou sem entrar no hangar. Ao chegar, o embaixador foi apresentado a uma figura bonita, de porte militar.

– Este é o general Amaury Kruel.

No aeroporto, o embaixador deu-se conta de que a segurança prometida por Berta devia-se mais ao senso profissional com que comandantes acalmam passageiros em noite de tempestade, do que propriamente a uma análise objetiva da situação.

– Você não sabe o que aconteceu – disse-lhe Berta. Vamos ter de esperar cair a noite para partirmos, pois os voos para o sul foram proibidos.

Para driblar a proibição, armou-se um estratagema que consistia, primeiro, em aguardar a noite e fazer levantar voo um avião com destino ao norte do país. Apenas a tripulação estava autorizada a decolar. Na ponta da pista, o piloto alegaria defeito no fechamento da porta, para retornar ao hangar. Nesse momento, abriria a porta e os três – Walther, Berta e Kruel – atravessariam o pátio correndo e entrariam no avião, rezando para não serem percebidos.

O embaixador passou o resto do dia conversando com Kruel e Berta, tirando dúvidas sobre o sucesso da operação pega-avião e da resistência jango-brizolista.

O Rio Grande estava virtualmente isolado e a belonave necessitaria voar pela costa, para contornar a proibição de voos em direção ao sul. Eram três autênticos revolucionários, um deles, o embaixador, tão neófito em experiências do gênero, que Kruel julgou mais prudente que fosse na frente, na hora de embarcar.

– O senhor vai em primeiro lugar, pois se houver luz não haverá tempo de apanhá-lo. Eu, que tenho experiência, vou em seguida.

O embaixador relutou, mas não muito. Foi o primeiro a entrar, seguido de ambos. Partiram para Porto Alegre num DC3 voando de luzes apagadas, numa viagem demorada, que terminou no campo de aviação de Porto Alegre, iluminado por faróis de automóveis. Dali seguiram para o Palácio de Piratini, sede do governo estadual.

Kruel desapareceu na chegada e o embaixador foi conduzido por Rubem Berta à presença de Goulart. Eram 2 da manhã.

Jango explicou-lhe rapidamente sua estratégia para tomar posse:

– Estou aceitando a reforma da Constituição criando o parlamentarismo. Tancredo Neves será o primeiro ministro, e seu companheiro de viagem, general Kruel, o chefe da Casa Militar. E eu queria que o senhor fosse o ministro da Fazenda. Já conversei com Tancredo, que é seu amigo, e está de acordo.

O embaixador procurou objetar. Argumentou que haveria melhores nomes, sobretudo porque, com o parlamentarismo, o presidente teria que recorrer a nomes de partidos.

Jango não aceitou os argumentos:

– Não. O Ministério da Fazenda precisa ser ocupado por pessoa de absoluta confiança não apenas do primeiro ministro, mas também do presidente.

A confiança de Jango no embaixador decorria das inúmeras referências feitas a seu respeito por Vargas. O embaixador resistiu mais um pouco, mas foi demovido por um argumento definitivo:

– O senhor foi o negociador nos Estados Unidos do plano de estabilização do governo Jânio Quadros. Nós vamos continuar a observar todos os termos do plano e seu nome no ministério será a garantia junto às autoridades norte-americanas e ao mercado financeiro.

O ministro Walther Moreira Salles tornar-se-ia o principal avalista do acordo negociado pelo embaixador Walther Moreira Salles. O convite foi aceito. O embaixador entendeu que não aceita-lo significaria um desserviço ao país.

Terminada a conversa, o embaixador virou-se para Berta:

– Agora você vai me providenciar a volta para Campinas.

– Impossível, Walther. A FAB está com grande vigilância e nós não podemos correr o risco de perder um avião – declarou, com a objetividade típica de um aeronauta, que jamais se preocupa com detalhes.

– E eu dentro! – emendou o embaixador, lembrando que o detalhe era ele.

– Mas não se preocupe. Vou providenciar um avião para partir de madrugada para Buenos Aires. De lá você pega um voo de carreira internacional que pare no Rio, em São Paulo ou Campinas.

Inexperiente em manobras revolucionárias, o embaixador comportava-se como um turista acidental, que vislumbrava empecilhos intransponíveis à sua viagem.

– Agradeço, mas não tenho nem passaporte nem carteira de identidade. E nem dinheiro.

Goulart, que acabara de chegar da China, tinha dólares da viagem. Emprestou-lhe US$200,00. Brizola, que chegara com o cunhado, resolveu o problema da carteira de identidade. Em plena 4 da madrugada tiraram fotos que serviram para preparar a nova carteira de identidade.

Apesar das ideias de Brizola, que o embaixador considerava anacrônicas e superficiais, não havia como não admirar sua bravura e liderança. Que Kruel, que Machado Coelho, que nada! O comandante de fato da resistência era mesmo Brizola.

Avião levantou voo em pleno frio de agosto, levando um único passageiro enrolado em cobertores, dormindo nos bancos traseiros. Fez escala em Montevidéu e parou em Buenos Aires.

Para sua sorte, havia um voo da Alitália com destino a Roma, com escala em Campinas, que saía às 10 da manhã. O embaixador comprou escova de dente e o aparelho de barba e barbeou-se no próprio banheiro do aeroporto. E – para completar a incrível sucessão de fatos absolutamente inéditos na sua carreira, que aquele dia agitado lhe proporcionara – embarcou sem gravata.

Chegou a Campinas por volta da hora do almoço e entrou na fila em frente do guichê da Polícia Federal para a apresentação dos documentos. Na sua vez, o policial reconheceu-o:

– O senhor é o embaixador Moreira Salles.

– Sou eu, sim – respondeu o embaixador, seguro por fora, apreensivo por dentro.

– Mas seu retrato na identidade está fresquinho, molhado.

Quando o embaixador pensava que completaria ali seu curso intensivo de revolucionário – sendo detido –, o policial relaxou:

– Tudo bem. Acabo de ouvir pelo rádio que o senhor é o novo ministro da Fazenda, aprovado pelo Congresso em Brasília.

Jango havia conseguido emplacar seu gabinete, formado por um time do porte de Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Virgílio Fernandes Távora, San Tiago Dantas, o general Segadas Vianna no Ministério da Guerra e o brigadeiro Clóvis Travassos na Aeronáutica, Amaury Kruel no Gabinete Militar e Hermes Lima no Gabinete Civil. E as ondas hertzianas encarregaram-se de poupar o embaixador de um vexame.

O embaixador embarcou de Campinas para Itatiba, e já havia um sem-número de telefonemas de amigos cumprimentando-o. Os primeiros a falar com ele foram Horácio Lafer, Augusto Frederico Schmidt e Roberto Marinho. Pouco antes de sua chegada, um amigo exaltado cobriu de impropérios a senhora de Pedro Di Perna, não acreditando que o embaixador não estivesse em casa. Nenhuma novidade na malcriação: era o senador Arnon de Mello.

Sem contar a curta experiência revolucionária em 1932, quando foi parar na delegacia da paulista São João da Boa Vista por engano – por ter levado paulistas de Poços para São João – foi a única experiência revolucionária do nosso embaixador. Mais raro ainda: foi a única vez em que foi visto em público sem gravata.

A posse do gabinete deu-se em 8 de setembro de 1961. Para a aprovação desse Conselho de Ministros presidido por Tancredo Neves, votaram “sim” 259 congressistas e “não” 10 congressistas. Entre os presentes à cerimônia estava o deputado Raul Pilla, uma das figuras mais respeitáveis do Congresso, defensor intransigente do parlamentarismo. Era uma figura física impressionante, e de enorme integridade moral.

Mas nem a dimensão pública de Raul Pilla foi suficiente para convencer o embaixador de que o Brasil estava preparado para conviver com o parlamentarismo.

***

Leia também:

Por que algumas pessoas têm saudade dos tempos dos militares?

“Ditadura selou aliança entre latifúndio e burguesia industrial”, afirma professora

A mídia e o golpe de 1964

A farsa desfeita: A “revolução” de 64 foi uma quartelada

O organizador da Marcha da Família é uma ameaça à sociedade

Breno Altman: A presidenta falará esta noite?

Antonio Lassance: A ditadura e seus psicopatas de ontem e de hoje

Há 50 anos, elite empresarial que queria derrubar Jango financiou a marcha

Dez motivos para não ter saudades da ditadura

Os patetas patéticos da “Marcha dos Sem Gente”

Câmara abre espaço para golpistas e saudosos da ditadura

Militar-torturador diz que arrancava dedos, dentes e vísceras de preso morto

Filho de Jango quer saber: Como os EUA participaram do golpe

A marcha da família e o mundo igualitário com Ferrari

Bob Fernandes: “Marcha da Família Alienada” é uma ópera bufa

Lalo Leal Filho: O Brasil da mídia e o país real

Vergonha ou medo?: Comandantes evitam lembrar à tropa aniversário do golpe de 64

50 anos do golpe: Ditadura militar, a raiz da impunidade no Brasil

General Newton Cruz diz que não pode ser punido pelo caso Riocentro

50 anos do golpe: Uma visita ao DOI-Codi, centro do terror nos anos de chumbo

50 anos do golpe: Como algumas empresas se beneficiaram com a ditadura militar

50 anos do golpe: A nova marcha e a nova farsa

Mauro Santayana: Reflexões sobre um golpe em nossa história

E se o Exército fosse dissolvido?

Wanderley Guilherme dos Santos: Um comício da Central do Brasil no Legislativo

Antonio Lassance: Sete lições sobre o golpe de 1964 e sua ditadura

Viúvas da ditadura tentam reeditar Marcha da Família

“Golpe militar 2014” expõe ultra direita ao ridículo no Brasil

Chico Xavier e a ditadura militar

O golpe de 1964 em filmes, livros e artigos

A imprensa brasileira e o golpe de 1964I

Em 1964, a ditadura também veio em nome da ordem e da liberdade

Golpe: Os 50 anos da campanha “Ouro para o bem do Brasil”

MPF denuncia coronel Ustra por ocultação de cadáver na ditadura militar

Ditadura militar: O algoz e o crematório

“Coronel Ustra comandava a tortura”, diz ex-sargento

Marco Aurélio Mello: Ministro que defende o golpe de 1964 pode ter lisura para julgar a AP470?

Mauro Santayana: O golpe da informação

Apoio da Globo ao golpe de 1964 foi comercial, não ideológico

O PIG apoiou a ditadura militar: As manchetes do golpe de 1964

31 de março é um dia para lamentar

A Globo e a ditadura militar, segundo Walter Clark

Golpe de 1964: A Globo devolverá o dinheiro que ganhou com ele?

Tucanou o golpe: Aécio Neves chama ditadura de “revolução”

Golpe de 1964: Ranieri Mazzilli, o político Modess

Dom Eugênio Sales era o cardial da ditadura

“Memórias da Resistência”: Novo documentário sobre a ditadura militar

Nelson Rodrigues tinha um pé na ditadura militar

Músicas de Chico Buarque ajudam a estudar o período da ditadura

Maria Rita Kehl: Alckmin usou a mesma retórica dos matadores da ditadura

Paulo Moreira Leite: A ditadura gostava de criminalizar a política

Paulo Moreira Leite: A ditadura militar e a AP 470

Ditadura militar: Os delatores de Dilma

Relações da mídia com a ditadura: Um histórico debate na Falha de S.Paulo

Uma foto da ditadura que o Brasil não viu

Mídia e ditadura: A primeira morte de Jango

O elo da Fiesp com os porões da ditadura

Depoimentos de ex-militares reforçam sadismo de torturadores na ditadura

Livro expõe ligação de agências de propaganda com ditadura militar

Folha financiava a ditadura e Frias, amigo pessoal de Fleury, visitava o Dops, diz ex-delegado

Vereador Nabil Bonduki quer mudar nomes de ruas de São Paulo que homenageiam ditadura

Trairagem: Aloizio Mercadante bajula Folha e esbofeteia vítimas da ditadura

Deputado acusa Rede Globo de prestar serviços à ditadura

Pesquisa sinistra do Datafolha testa popularidade da volta da ditadura

Ditadura militar: Estadão apoiou atos do torturador Ustra

Comissão da Verdade vai ter de enfrentar assassinos da ditadura

Marilena Chauí: A ditadura militar iniciou a devastação da escola pública

Dá pra confiar num cara desses? Delfim Netto afirma que não sabia de tortura na ditadura

Da ditadura militar ao Facebook: Uma breve história do Brasil

Ditadura militar: Documentos revelam conexão entre Itamaraty e Operação Condor

Ditadura militar: Procurador-geral da República diz que tortura e morte são imprescritíveis

Emir Sader: Os cúmplices da ditadura

Como era a propaganda da ditadura militar na Rede Globo

Mauricio Dias: Os fantasmas da ditadura

Segundo pesquisa, os milicanalhas da ditadura torturavam desde os primeiros dias no poder

Vídeo: Em depoimento emocionante, Dilma Rousseff fala sobre a ditadura militar e a tortura

Prefeitura de São Paulo, “que participou da ditadura”, terá comissão da verdade

Ditadura militar: “Imprensa aceitou a censura”, diz historiadora

Os filhos de 1964: Memórias e exumações

Em 1964, os militares golpistas venderam a democracia

Vídeo: 1964 – Um golpe contra o Brasil

Gilson Caroni Filho: 1964, a atualização grotesca de nossos liberais

Filme revela como EUA deram o golpe de 1964

Documentário quer explicar aos jovens as origens do golpe de 1964

Luis Nassif: Um estudo clássico sobre 1964

Saudades de 1964

Hildegard Angel: “É meu dever dizer aos jovens o que é um golpe de estado.”

Hildegard Angel: É meu dever dizer aos jovens o que é um golpe de estado

Hildegard Angel: A sombra do golpe de 64 paira sobre nossas cabeças

A Igreja Católica e o golpe militar no Brasil

O golpe militar no Brasil está marcado para 31 de março de 2014

Além de Aécio, Folha também costumava chamar golpe de revolução

“Igrejas legitimaram golpe militar”, afirma pesquisador

O cordão da ditabranda cada vez aumenta mais

Folha: Da ditabranda às Diretas Já

Ditadura militar: Coronel do Exército confirma farsa montada no desaparecimento de Rubens Paiva

Documentos do Exército revela os dedos-duros do meio artístico na ditadura militar

Leandro Fortes: As almas penadas da ditadura

Saiba quem são os nazifascistas do grupo Revoltados On-line

Revoltados On-line: Agora, Hélio Bicudo se junta à extrema-direita

Tags: , , , , , , , , , , ,

2 Respostas to “A operação de guerra que garantiu a posse de Jango com o parlamentarismo”

  1. A operação de guerra que garantiu a posse de Jango com o parlamentarismo | EVS NOTÍCIAS. Says:

    […] See on limpinhoecheiroso.com […]

  2. A operação de guerra que garantiu... Says:

    […] Luis Nassif, via Jornal GGN Por volta de agosto de 1961, o ministro da Fazenda Clemente Mariani viajara para Punta Del Este, presidindo a delegação brasileira que iria discutir a Operação Pan-Ameri…  […]

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: