Cavalo não desce escada: PMDB não sai do governo

PMDB_Blocao01

Fernando Brito, via Tijolaço

“Cavalo não desce escada”, avisava o folclórico Ibrahim Sued, pai do colunismo social, antes de seu “ademã, que eu vou em frente”.

Muito menos o PMDB sai de governo, a não ser que tenho outro prontinho, ali na frente, para colocar os pés. E, claro, as mãos.

O blocão durou apenas o tempo do blefe malsucedido, porque a rosa de Malherbe não merece a comparação com o odor fétido que se expeliu das nossas valorosas representações parlamentares.

Diz a Folha “que dos oito partidos governistas que integravam o blocão, só restam quatro: PMDB, PR, PTB e PSC.” O PR já avisou que vai desembarcar na terça. O PTB, creio eu, deve sair até antes.

O governador Sérgio Cabral, com uma carinha de falsa compunção, jura que vai apoiar Dilma e só quem aceita nota de R$3,00 acredita na historinha que ele mandou plantar, de que a Presidenta Dilma disse que candidatura do PT no Rio é “invenção do Lula”.

Eduardo Cunha se apresentará para negociar com suas tropas reduzidas aos dissidentes de sempre no PMDB.

E nesta tropa estropiada, nem 10% se interessam pela votação do marco civil da internet. Essa causa – chamemos assim, por elegância – é do próprio Cunha.

Dependendo das articulações que passam ao largo do “Jim Jones” peemedebista, ele não leva essa.

Vai ser tratado com seco respeito, por determinação de Dilma Rousseff.

Hoje, sentido o peso, Cunha passou a manhã a xingar a imprensa em seu Twitter, depois de ter chamado ontem a revista IstoÉ de “QuantoÉ”.

Agora o alvo é, além de André Singer, por seu artigo na Folha, o colunista Lauro Jardim, da Veja (onde Reinaldo Azevedo salta em sua defesa), de quem diz servir como “jardim do governo”.

A razão? Esta nota.

“O Palácio do Planalto detectou alguns movimentos feitos por Eduardo Cunha antes de articular a convocação de dez ministros para depor na Câmara.

Cunha encontrou-se com Eduardo Campos e Aécio Neves. De acordo com as informações com as quais Dilma Rousseff trabalha, quem intermediou a conversa entre Aécio e Cunha foi Sérgio Cabral.

A propósito, o governo já definiu qual será o próximo lance de seu enfrentamento com o líder do PMDB. O alvo escolhido é Fabio Cleto, feito em 2013 vice-presidente da CEF pelas mãos de Eduardo Cunha.

Cleto é também integrante do conselho do Fundo de Investimentos do FGTS, que cuida de uma bolada de R$32 bilhões em investimentos, e pleiteia a presidência do órgão. Sua cabeça deve rolar até o fim de março.”

Cunha caminha para ser um destes paradoxos: vai ser engolido por sua própria goela.

Leia também:

A rica biografia de Eduardo Cunha, o herói da oposição

Eduardo Cunha, o sabotador da República

Na lata do lixo da História, há um lugar especial para o PMDB atual

Entenda como funciona a oposição “extraoficial” de Eduardo Cunha

Tags: , ,

3 Respostas to “Cavalo não desce escada: PMDB não sai do governo”

  1. Araújo Says:

    ─ Da mesma maneira que tartaruga não sobe em árvore, se estão em “cima”, o problemas não é deles e sim quem os pôs.

  2. Cavalo não desce escada: PMDB não... Says:

    […] Fernando Brito, via Tijolaço “Cavalo não desce escada”, avisava o folclórico Ibrahim Sued, pai do colunismo social, antes de seu “ademã, que eu vou em frente”. Muito menos o PMDB sai de governo, a …  […]

  3. Cavalo não desce escada: PMDB não sai do governo | EVS NOTÍCIAS. Says:

    […] See on limpinhoecheiroso.com […]

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: