FHC: O conformista inconformado

FHC_Biquinho01

O surgimento do PT e a vitória de um operário em 2002 e 2006, que fez a sucessora em 2010, causaram um ruído insuportável no escopo biográfico e político de FHC.

Saul Leblon, via Carta Maior

Resgatar o legado de Fernando Henrique Cardoso é tido como o grande trunfo da campanha conservadora em 2014. O escrutínio eleitoral desse patrimônio, como se sabe, não contabiliza um saldo favorável. “Por acanhamento do próprio tucanato”, alega o PSDB, que agora estaria disposto a redimir a herança de seu maior quadro.

Nas derrotas presidenciais de 2002, 2006 e 2010 a coalizão conservadora preferiu, ao contrário, guardar essa carta na manga do esquecimento. Havia respaldo nas estatísticas sociais e econômicas, bem como nas enquetes de prestígio popular, à conveniência da decisão.

Talvez tenha chegado a hora de voltar a Fernando Henrique Cardoso, de fato, não propriamente pelo seu legado presidencial. Mas pela atualidade que a tensão da história latino-americana – e brasileira, claro – veio adicionar à coerência do seu percurso intelectual, da sociologia à Presidência da República.

O próprio tucano ensaia esse aggiornamento das linhas estratégicas do projeto conservador, do qual ele se tornou uma referência.Em artigo recente (“Diplomacia inerte”), FHC faz a atualização do quadro analítico que desenvolveu como sociólogo, depois adotou como presidente, para responder aos desafios do desenvolvimento na periferia do capitalismo:

“[…] houve um erro estratégico desde o governo Lula na avaliação das forças que predominariam no mundo e da posição do Brasil na ordem internacional”, diz o ex-presidente.

O cabo eleitoral número 1 do PSDB reafirma o fatalismo implícito no festejado texto de 1967, “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, escrito com Enzo Faletto, no Chile, quatro anos depois do golpe no Brasil, e publicado em 1973, ano da queda de Allende.

Os dois acontecimentos trágicos pareciam dar razão à análise sociológica sobre a inviabilidade de um modelo de desenvolvimento soberano na região.

O artigo do domingo, dia 3, reitera essa inexorabilidade diante do que aponta como sendo “as forças que predominariam no mundo” na última década.

Nossa diplomacia guiou-se pela convicção de que um novo mundo estava nascendo e levou o presidente (NR Lula), em sua natural busca de protagonismo, a ser o arauto dos novos tempos. Não me refiro ao que eu gostaria que ocorresse, mas às tendências que objetivamente se foram configurando […] A convicção implícita era a de que pós-Muro de Berlim, depois de breve período de quase hegemonia dos Estados Unidos, [dos] equívocos da política externa daquele país…assistiríamos a uma correção de rumos. [Essa visão] encontra eco nos sentimentos de boa parte dos brasileiros, inclusive de quem escreve este artigo. Sempre sonhamos com um mundo multipolar […] Nisso é que o governo Lula calculou mal. […] o Brasil faz reuniões com países árabes […] abre embaixadas nas mais remotas ilhas, [enquanto] a Petrobras é expropriada pela Bolívia, interfere contra o sentimento popular em Honduras, além de calar diante de manifestações antidemocráticas quando elas ocorrem nos países de influência ‘bolivariana’. Noutros termos: escolhemos parceiros errados, embora, em si mesma a relação Sul/Sul seja desejável, e menosprezamos os atores que estão saindo da crise como principais condutores da agenda global […].

Desguarnecido dos préstimos da toga colérica, que de herói da ética se confessou um delinquente jurídico ao manipular a dosimetria na AP 470, o conservadorismo renova assim o martelete do suposto anacronismo geopolítico dos projetos progressistas.

A dependência é estrutural, dizia FH em 1967. A dependência é virtuosa, adicionaria FH presidente. A dependência é inexorável e o Brasil do PT perdeu seu tempo ao afrontá-la, diz o redimido patrono do PSDB.

O ponto de partida repisado no artigo de domingo encontrou suas bases empíricas em um texto que antecede o livro de 1967 da dupla FHC/Faletto.

Em 1964, dois meses antes do golpe de Estado, seria publicada uma pesquisa premonitória, “Empresário industrial e desenvolvimento econômico”, coordenada pelo então sociólogo da USP. Nela, Fernando Henrique encontraria o fundamento da futura visão sobre a dependência.

A pesquisa desnuda o equívoco de boa parte da esquerda, então, que via na burguesia nacional um aliado dos trabalhadores do campo e da cidade na luta pelo desenvolvimento industrial, contra o imperialismo e o atraso agrário.

O levantamento coordenado por FHC não apenas desmentia o idílio. Ele antecipava a vontade predominante no empresariado industrial brasileiro de se aliar ao capital estrangeiro, ao largo de Jango, dos sindicatos e das reformas de base.

Em síntese, as bases burguesas do projeto nacional e popular eram tão sólidas quanto se revelaria o dispositivo militar de Jango. O esquematismo importado das sociedades europeias viveu seu teste do pudim dois meses depois de publicado o diagnóstico e deu razão ao sociólogo.

Três anos mais tarde, com Faletto, ele ampliaria essa constatação, dando-lhe o escopo de uma matriz de validade latino-americana. Focado na realidade efetiva dos interesses das classes dominantes, que opunha o capital às massas populares na disputa pela destinação do excedente econômico na região, “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, sinalizava a complementariedade de propósitos entre o capital local e o estrangeiro.

Tal convergência, antes de levar à estagnação pela atrofia do mercado interno, em decorrência do arquivamento das reformas de base, permitiria um padrão de desenvolvimento associado e dependente.

Ao privilegiar os conflitos de interesse no interior da sociedade à margem de idealizações ideológicas, o livro representou um avanço, sem todavia definir um novo marco histórico.

Faltava-lhe abordar o essencial: a problematização dos conflitos inerentes à endogamia entre o capital local e o internacional e o seu custo social.

A ausência desse olhar dialético e engajado o levaria a amplificar aquilo que corretamente criticava nos esquematismos de uma parte da esquerda: trocava-se a materialidade da luta de classes por um fatalismo alheio às contradições transformadoras do processo.

Até que ponto seria viável um desenvolvimento que alijava a grande maioria da sociedade das decisões relativas ao seu destino e à destinação do excedente econômico?

A visão de FH, de certa forma, repetia o tropeço dos que viam no desenvolvimento periférico quase que uma atividade reflexa do centro hegemônico.

A dinâmica interna estaria assim previamente dada; independente da prática política, ela orbitaria como um lubrificante, sem nunca alterar o núcleo duro da engrenagem.

Com a exacerbação da lógica financeira, a partir da desregulação propiciada pelas derrotas da esquerda mundial nos anos 70/80, esse enredo mecanicista ganha a robustez de um sujeito histórico hegemônico.

Os mercados autorreguláveis, seus agentes racionais e as agências de risco assumem o rosto genérico de um interlocutor dotado de mando e ubiquidade.

Esse determinismo inquestionável, sob a ótica conservadora, daria estofo ao projeto político do sociólogo que exerceu a Presidência da República de 1995 a 2002, disposto a personificar sua teoria.

E assim o fez.

A saber: com as privatizações, o desmonte do Estado (“sepultar a Era Vargas”) , o descompromisso estatal com as grandes obras de infraestrutura, a renúncia a uma política industrial, a redução do Itamaraty a um anexo do Departamento de Estado norte-americano, a desmoralização do planejamento econômico, a terceirização do interesse público a agentes privados, a corrosão do poder aquisitivo dos trabalhadores, a desqualificação dos sindicatos e das organizações sociais, o sopão à pobreza (cuja sorte seria entregue à transição demográfica), a derrisão de tudo o que remetesse ao interesse público e, finamente, o deslumbramento constrangedor de um cosmopolitismo provinciano, festejado no Presidente que falava “línguas” e era bajulado no exterior pelo bom comportamento.

Aquilo que em princípio era só uma constatação histórica, que desmentia o flerte da elite local com a agenda do desenvolvimento soberano, transformar-se-ia na determinação política de fazer da servidão uma virtude.

O surgimento do PT e a vitória desconcertante do líder operário em 2002 e 2006 –que fez a sucessora em 2010 – introduziu um ruído insuportável no escopo desse conformismo estratégico com a sorte do país e de sua gente.

Para revalidar a teoria –e os interesses aos quais ela consagra uma dominância irreversível, era preciso desqualificar a heresia de forma exemplar.

Não apenas derrotá-la nas urnas.

Quando a realidade teima, a redenção requer o açoite inapelável da moral.

E parecia que Joaquim Barbosa seria o anjo negro de origem humilde, desfrutável em mais de um sentido, capaz de executar a purga saneadora da história maculada pelo “voluntarismo petista”, como espicaçou FH em outro artigo (Estadão, 3/3/2014).

Não foi assim que se deu.

O artigo do domingo retoma então os marcos analíticos de uma biografia em rota de colisão com a realidade e exorta o país a aceitar o seu confinamento no tabuleiro geopolítico que os vencedores manejam à revelia das ilusões multipolares.

Como em 1967, não se cogita discutir os requisitos para disputar a hegemonia do processo.

Não há atores e interesses capacitados a operar essa difícil disputa, sugere o ex-presidente.

Nem no Brasil, nem em outras latitudes da América Latina, onde hereges verão igualmente fracassar uma agenda social desprovida de sustentação econômica e inserção mundial.

A demonização das experiências venezuelana, boliviana e argentina faz parte desse tour de force que transforma o noticiário internacional em uma extensão da guerra interna contra a ingerência do Estado e da democracia nas diretrizes do desenvolvimento.

FHC e assemelhados tem razão ao apontar a espiral de desequilíbrios introduzida na matriz econômica brasileira desde 2003.

De fato, mais de 50 milhões de novos consumidores aportaram no mercado em apenas dez anos; 17 milhões de empregos foram criados no período; o salário mínimo registrou um aumento real superior a 60%.

O conjunto não apenas invadiu o mercado, mas a teoria de 1967 e com ela asfixiou o espaço político e eleitoral d conservadorismo.

Um novo protagonista histórico, imprevisto e improvável na mecânica fatalista da dependência conservadora exige seu espaço na democracia depois de tê-lo conquistado no mercado: o consumo das famílias brasileiras cresce ininterruptamente há 120 meses; tempo suficiente para uma geração nascer, crescer e completar dez anos.

Como devolver essa pasta de dente ao tubo estreito da dependência se a disputa se acirrou com demandas crescentes por infraestrutura, serviços de qualidade, habitação, participação, segurança, lazer etc.?

O conformismo de 1967 esgotou o prazo de validade e com ele a pertinência da agenda conservadora abrigada no PSDB e assemelhados?

Não, sugere FHC, se o caos urbano – e o constrangimento externo decorrentes de desequilíbrios na capacidade de pagar importações crescentes – fizer regredir os avanços da última década.

Não se o torniquete financeiro internacional –ancorado nas agências de risco e na potencial fuga de capitais – tanger a pasta com a chibata dos juros altos, o estalo do arrocho fiscal, a volta do desemprego e reversão dos ganhos salariais.

A hora do acerto de contas chegou, brada o conservadorismo latino-americano de olho na reversão do ciclo mundial de liquidez que, de fato, restringe a margem de manobra progressista para mitigar a disputa pelo excedente.

É um pedaço da verdade. Mas a exemplo do que constatou o livro de 1967, não é toda a verdade.

O Brasil dispõe dos requisitos objetivos para um salto industrializante que irradie a produtividade necessária aos novos avanços em direção à cidadania plena de sua gente.

A saber:

1. as empresas instaladas no país dispõem de uma massa de capital monetário suficiente, hoje alocado na roleta rentista (que inclui a dívida pública; e em repouso em paraísos fiscais, onde Brasil figura como o 4º país com maior volume de depósitos: US$520 bi, ou mais de R$1 trilhão, segundo a organização inglesa “Tax Justice Network);

2. o mercado de massa brasileiro forma hoje, sozinho, o 16º maior país do mundo em movimento econômico;

3. a economia dispõe de sólidas bases de recursos naturais, incluindo-se o impulso industrializante inerente à exploração das maiores reservas de petróleo descobertas no planeta neste século.

Falta a amarração política desses ingredientes, processo que guarda semelhança com a disputa de um gigantesco jogo de truco estratégico.

A iniciativa privada mantém o pé no freio do investimento e a emissão conservadora exaspera a guerra de expectativas para desencorajar o capital privado a apostar no país.

Derrotado o “lulopetismo”, o lucro será maior, sugere-se.

Quem pode induzir a gigantesca escala de investimentos e o salto tecnológico que os oligopólios globais e seus associados locais – assim convertidos, como previa FHC em 1967 – se recusam a deflagrar?

Para escapar ao fatalismo conservador, e à hipertrofia autoritária do Estado verificada na ditadura, só existe um caminho: encarar o fortalecimento da democracia participativa como um requisito indispensável à reordenação do desenvolvimento brasileiro.

Entenda-se por isso a criação dos instrumentos que forem necessários à ampla repactuação de metas e prazos que tornem críveis as linhas de passagem entre as urgências da sociedade e as possibilidades efetivas do crescimento.

Antes que a crispação conservadora resulte em um endosso ao fatalismo embutido em “Dependência e Desenvolvimento na América Latina”, será preciso escrever na prática uma outra referência histórica que liberte a democracia da passividade a que foi condenada no arcabouço conservador.

“Democracia social e desenvolvimento na América Latina” é um bom título para esse novo período à espera do seu autor coletivo.

***

Leia também:

FHC quer ser o guru de todos os golpes

O PSDB é o sarcófago do Plano Real

Coisas sobre o Plano Real que o PSDB não fala

Cadu Amaral: Vídeo para os mais novos conhecerem um pouco sobre o governo FHC

Os rolezões de FHC com direito à companhia de Regina “tô com medo” Duarte e outros sanguessugas

Paulo Moreira Leite: Relato sobre uma viagem de FHC a Portugal, em 2002 (e a Nova Iorque)

Quando a criação de 1,1 milhão de empregos é crise: O governo invisível não quer Dilma

País fecha 2013 com saldo de 1,1 milhão de vagas com carteira assinada

Recordar é viver: Para FHC, professor é “coitado” que não conseguiu ser pesquisador

A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?

Privataria, reeleição e o cínico FHC

Recordar é viver: FHC mexeu no dinheiro dos mais de 70 anos e dos deficientes físicos

Recordar é viver: A história da fazenda de FHC

Palmério Dória: Por que FHC não está preso?

Entenda o motivo de a mídia golpista atacar a Petrobrax, quer dizer, Petrobras

Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC. Já pensou se fosse o Lula?

O Príncipe da Privataria: Livro revela como FHC comprou a reeleição

O Príncipe da Privataria: A Folha confirma o nome do “Senhor X”

Recordar é viver: Quando FHC trouxe cubanos, Veja aplaudiu

Leandro Fortes: A privataria e as desventuras do príncipe

Por que o mensalão tucano, a Lista de Furnas e os processos contra Aécio no STF não andam?

Lista de Furnas é esquema comprovado e repleto de provas na Justiça

Tatto defende CPI da Privataria e cobra explicações de FHC sobre Lista de Furnas

Se quiser, Joaquim Barbosa já pode avocar o processo da Lista de Furnas

Lista de Furnas: Deputados do PSDB são acusados de pressionar lobista preso

Lista de Furnas: Amaury Ribeiro já tem documentos para o livro A Privataria Tucana 2

Advogado acusa réu do mensalão tucano de ser mandante da morte de modelo

Perseguido por Aécio e com medo de ser assassinado, delator do mensalão tucano está em presídio de segurança máxima

TJ/MG: Processo que incrimina governantes mineiros desaparece

O Príncipe da Privataria: Livro revela como FHC comprou sua reeleição

Emprego: Um semestre de Dilma é melhor do que oito anos de FHC

Por que a reeleição de FHC nunca chegou ao STF

Para a reeleição de FHC, Cacciola doou R$50 mil

Proer, a cesta básica dos banqueiros

FHC só lançou programas sociais a quatro meses da eleição de 2002

A Folha noticiou a compra de votos por FHC para a reeleição, mas depois se “esqueceu”

Histórico catastrófico da era FHC

O que Dilma deve a FHC para ser chamada de ingrata?

Vídeo: Entenda como e por que FHC quebrou o Brasil três vezes

Celso Lafer descalço em aeroporto exemplifica submissão de FHC aos EUA

Em vídeo, Itamar Franco esclarece que o Plano Real não é obra de FHC

Salário mínimo: As diferenças entre os governos FHC e Lula/Dilma

Vídeo: Já pensou se fosse o Lula? FHC embriagado na Marquês de Sapucaí

FHC, o reacionário

Conheça o apartamento de FHC em Paris. Ele tem renda pra isso?

Vídeo: FHC tenta mentir em programa da BBC, mas entrevistador não cai nas mentiras

Adib Jatene: “FHC é um homem sem palavra e Serra, um homem sem princípios.”

FHC comprou o Congresso: Fita liga Sérgio Motta à compra de votos para reeleição

FHC comprou o Congresso. O STF não vai fazer nada?

FHC disse muitas vezes: “Não levem a sério o que digo.”

FHC e a reeleição comprada: Por que a Veja não consulta seus arquivos?

O retrato do desgoverno de FHC

Governo FHC: O recheio da pasta rosa e o caso do Banco Econômico

Os crimes de FHC serão punidos?

O Brasil não esquecerá os 45 escândalos que marcaram o governo FHC

FHC ao FMI: “CEF, Banco do Brasil e Petrobras estão à venda.”

As viagens de FHC, de Lula e a escandalização seletiva

Dinheiro da CIA para FHC

A festa de 500 anos do Brasil de FHC dá prejuízo de R$10 milhões ao estado da Bahia

FHC: PSDB está longe do povo. Partido nem sequer sabe o que é povo

Com indicação de FHC para ABL, Sarney faz Ayres Britto esperar a morte de outro “imortal”

Vídeo em que FHC chama os aposentados de vagabundos

Documentos revelam participação de FHC e Gilmar Mendes no mensalão tucano

FHC: “Nós, a elite, temos tendência à arrogância.”

FHC e o vitupério

Bob Fernandes escancara a relação de FHC com a espionagem dos EUA

Contratada por FHC, Booz Allen já operava como gabinete de espionagem dos EUA

Se cuida, FHC: Vem aí a CPI da Espionagem da CIA

A empresa que espionava o Brasil prestava consultoria ao governo de FHC

Era Lula cria mais empregos que FHC, Itamar, Collor e Sarney juntos

FHC já defendeu uma nova Constituinte, mas agora acha autoritarismo. Pode?

FHC se diz contra 100% dos royalties para a educação

FHC já admite que Aécio não tem condições de ser candidato

FHC é o bafômetro de Aécio

FHC não mostrou o Darf

Como a Globo deu o golpe da barriga em FHC e enviou Miriam para Portugal

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: