Em Cuba, Dilma agradece por Mais Médicos e diz que bloqueio é “injusto”

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Com informações do Blog do Planalto

O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceria é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba”, declarou.

Ao comentar as possibilidades comerciais entre os dois países, Dilma aproveitou para citar o programa que leva médicos, incluindo estrangeiros, para trabalhar nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil.

“Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do Programa Mais Médicos. [A presença dos cubanos] É amplamente aprovada pelo povo brasileiro”, afirmou Dilma em seu breve discurso.

Na semana passada, o governo federal anunciou a vinda de mais 2.000 profissionais cubanos para se somarem aos 5.400 que já atuam no país (equivalente a cerca de 77% dos participantes).

No início do segundo semestre de 2013, a chegada dos cubanos enfrentou grande resistência pela classe médica brasileira, e diversos profissionais chegaram a ser hostilizados.

Dilma participou da inauguração da primeira fase do porto de Mariel ao lado do presidente cubano, Raul Castro. Também estiveram presentes diversos chefes de Estado da região, incluindo Nicolas Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia). Eles estão em Cuba para participar da 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que começa na terça-feira, dia 28.

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Porto de Mariel gera mais de 150 mil empregos no Brasil e US$800 milhões gastos integralmente na exportação de bens e serviços

Via Blog do Planalto

As obras de modernização do Porto de Mariel e sua estrutura logística exigiram investimentos de US$957 milhões, sendo US$682 milhões financiados pelo Brasil e o restante aportados por Cuba. Para aprovação do crédito, o BNDES acordou com o governo cubano que, dos US$957 milhões necessários, pelo menos US$802 milhões fossem gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Isso proporcionou a centenas de empresas brasileiras a oportunidade de participar do empreendimento, mediante a exportação dos serviços que prestam e dos bens fabricados no Brasil.

Mauro Hueb, diretor-superintendente em Cuba da Odebrecht, empresa brasileira responsável pelas obras em sociedade com a Quality, companhia vinculada ao governo cubano, fala da contrapartida gerada para as exportações no Brasil.

“É importante ressaltar que US$800 milhões foram gastos integralmente no Brasil para financiar exportação de bens e serviços brasileiros para construção do porto e, como consequência disso, gerando algo em torno de 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, quando se analisa que a partir de cada US$100 milhões de bens e serviços exportados do Brasil, por empresas brasileiras, geram-se algo em torno de 19,2 mil empregos diretos, indiretos e induzidos”, explicou Hueb.

A zona que foi criada na região do Porto de Mariel é uma área equivalente a 450 km² que vai contar com toda a infraestrutura adequada para receber empresas de alta tecnologia e de tecnologia limpa. Segundo Hueb, o governo brasileiro fez um trabalho de promoção da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel mundo afora e já começa a perceber a chegada de grupos empresariais para buscar negócios e investimentos no porto.

Cesário Melantonio Neto, embaixador brasileiro em Cuba, destaca os ganhos para o comércio internacional do Brasil com a maior inserção do país na América Central e no Caribe.

“O Porto de Mariel é importante para aumentar a inserção caribenha do Brasil. Evidentemente o Brasil tem uma inserção maior no nosso entorno regional, que é a América do Sul. O Brasil tem historicamente uma inserção menor na América Central e também no Caribe. Provavelmente, com a vinda de empresas brasileiras para se instalarem no Porto de Mariel, que é um porto que oferece uma série de vantagens fiscais, mais ou menos como o modelo das zonas de processamento de exportação (ZPE) no Brasil, com sistema de drawback, sem limite de remessas para múltiplos de dividendos, haverá uma maior presença comercial do Brasil, não só em Cuba, mas em toda a região. Essa que é a importância para o Brasil do Porto de Mariel”, diz.

Hipólito Rocha Gaspar, diretor-geral em Cuba da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) também destaca o impacto para as exportações brasileiras.

“Desde o momento que se decidiu fazer, há cinco anos atrás, isso tem implementado grandemente a presença brasileira no país, nas exportações. Com a obra de Mariel, mais, praticamente, 500 empresas se beneficiaram com essa obra, onde essa obra vai representar um momento diferente comercial de Cuba para o mundo… eu acho que nós usaremos também Mariel para o crescimento das nossas exportações”, afirma.

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Inauguração do Porto de Mariel faz parte do processo de transformação econômica de Cuba, afirma embaixador

Via Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta segunda-feira (27), da inauguração do Porto de Mariel, localizado a 40 quilômetros de Havana, em Cuba. Segundo o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio José Ferreira Simões, o compromisso é o ponto mais importante da viagem presidencial, e o empreendimento, que conta com papel importante do Brasil, levará a uma transformação do país caribenho.

“Um dos pontos mais importantes da visita da presidenta Dilma a Cuba será a inauguração do Porto de Mariel. Quando concluído, ele será o principal porto do Caribe. Junto a Mariel, será instalada uma zona econômica especial. Nessa zona econômica especial, nos moldes do que já existe na China, haverá um elemento muito importante, industrial, e esse componente industrial terá um elemento transformador muito importante em relação a Cuba”, afirmou.

Em conversa com o Blog do Planalto, o embaixador destacou o papel significativo que o Porto de Mariel tem para o Brasil. De acordo com Simões, na área, que será uma grande plataforma de exportações, poderão ser instaladas empresas brasileiras de diversos seguimentos, como vidro, tabaco e de medicamentos.

“O Brasil teve ali um papel muito importante: primeiro, é uma empresa brasileira quem constrói o porto; segundo, há um financiamento do Brasil para a venda de produtos e serviços brasileiros para a construção do porto. Outro ponto extremamente importante é que esses elementos todos ajudarão a levar a uma transformação de Cuba; a fazer com que se possa apoiar, dessa maneira, a chamada atualização do modelo econômico”, completou.

Oportunidade de negócios

Segundo analistas econômicos, o fato de uma empresa brasileira participar ativamente da obra coloca o empresariado nacional em posição também privilegiada para investir nesse novo espaço comercial. Para estimular a atração de investimentos ao Porto de Mariel, a zona econômica especial oferecerá incentivos e regimes de tratamento especial aos concessionários e usuários. Estes incentivos abrangerão questões aduaneiras, tributárias, monetárias, bancárias e trabalhistas.

No dia 21 de novembro, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), realizou o seminário Oportunidades de Investimentos em Cuba, quando apresentou os principais segmentos da economia cubana de interesse para o setor privado brasileiro, como o de biotecnologia, farmácia, agropecuária, turismo, mercado imobiliário, embalagens, agricultura, tecnologia e infraestrutura, áreas que estão sob o guarda-chuva da Zona Especial de Desenvolvimento cubana. A expectativa sobre a participação no Porto de Mariel é que as empresas brasileiras se instalem ali não apenas para produzir e gerar negócios, mas principalmente para gerar exportações para o Brasil.

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2 Respostas to “Em Cuba, Dilma agradece por Mais Médicos e diz que bloqueio é “injusto””

  1. Clovis Pacheco F. Says:

    Está demorando para que os coxinhas escrevam dizendo que todos querem fugir de Cuba e mudar para Miami!

  2. Clovis Pacheco F. Says:

    Finalmente, Mariel vai poder exportar coisa que presta!

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