Alckmin não investigou nada sobre o trensalão e pede conclusão rápida das apurações

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Via Blog do Zé Dirceu em 6/1/2014

Enquanto os fatos envolvendo o esquema de cartel e corrupção no trensalão tucano em São Paulo continuam vindo à tona, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) mantém sua conversa fiada. Na sexta-feira, dia 3, deixou de fora alguns de seus mantras e voltou a repetir outros, como o de que espera “investigação rápida”, e o de que, “se tiver algum agente público [envolvido], será punido. Agora, o que nós precisamos é a conclusão das investigações”.

Investigação sobre a qual Alckmin não moveu uma palha. As apurações são conduzidas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (a quem a Siemens denunciou o cartel), pela Polícia Federal (PF) e pela Justiça da Suíça. No Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde de acordo com as investigações feitas até agora, teria operado o cartel que provocou prejuízos de até R$1 bilhão em contratos superfaturados, aditivos e pagamento de propinas durante os governos Mário Covas, José Serra e Alckmin, o governador não instaurou apuração nenhuma.

Na única providência adotada a respeito, Alckmin processou a Siemens, que denunciou o cartel ao Cade. Na sequência, a própria justiça determinou que essa ação judicial fosse refeita e nela incluídas, também, as outras 19 empresas participantes do esquema e que o governador não se lembrou de processar. Já uma comissão que Alckmin diz ter montado na Corregedoria e Controladoria Geral do Estado para apuração paralela, ninguém sabe, ninguém viu. Mais de seis meses depois dela ser anunciada, não trouxe um único resultado a público. Simplesmente sumiu.

Ordem para destruir documentos de conta que pagava propina

Na sexta-feira, dia 3, Alckmin voltou a repetir seus mantras ao comentar o depoimento de um executivo da Siemens à PF, Sérgio de Bona, que disse ter recebido ordens para destruir “todo e qualquer documento” relativo a uma conta no paraíso fiscal de Luxemburgo e que a própria Siemens suspeita ter sido usada para pagar propina a agentes públicos e a políticos do PSDB em São Paulo. Depoimento, óbvio, sem maior destaque nos jornalões, que insistem em manter o caso o mais escondido possível.

O governador falou, se repetiu, continuou com sua conversa fiada, como se não tivesse nenhuma explicação a dar sobre uma operação suspeita ocorrida durante o seu governo e os de seus companheiros tucanos José Serra e Mário Covas. Em tudo nesse caso, Alckmin vai a reboque da imprensa e em cima do que ela publica. Aí, repete seus mantras como o de que vai “apurar com o maior rigor” e de que tem “tolerância zero” com a corrupção. Seu antecessor, José Serra, negava-se a instaurar qualquer apuração sob a justificativa de que “isso é kit eleitoral do PT”.

É sempre bom lembrar que as investigações sobre o cartel vão de 1998 a 2008, e que Alckmin foi governador de 2001 a 2006. Ainda assim, age como se não fosse com ele, como se não fosse nos governos tucanos. Providências contra tucanos e agentes públicos dos governos deles que fizeram vistas grossas ao cartéis? Nenhuma. Alckmin não anuncia nem adota nada a respeito.

Alckmin faz de conta que não é com ele
Como sempre registrou o ex-ministro José Dirceu, esse cinismo todo só não é desmascarado pela conivência da mídia com o tucanato. Ela ouve essas declarações estapafúrdias do governador e não as contesta, nem com perguntas, nem em editoriais. Mantém em relação ao cartel o jogo de esconde-esconde que nossa mídia promove há décadas quando se trata de denúncias contra o PSDB e o DEM.

Ninguém aguenta mais o governador repetindo esses chavões. Seus mantras que não passam de enrolação. Há nomes de pessoas, de funcionários, de gente ligada a negócios com o Estado, tudo apurado pela imprensa, pelo Ministério Público, nada por Alckmin, mas tudo levando na mesma direção: a responsabilidade e o conhecimento dos governos tucanos na formação do cartel e a participação direta e ativa de vários de seus membros. Alckmin só continua a fingir que não foram em seus governos nem nos de seus companheiros tucanos.

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5 Respostas to “Alckmin não investigou nada sobre o trensalão e pede conclusão rápida das apurações”

  1. pintobasto Says:

    O Quim das Cabrochas vai tomar uns gorós e sambar. O negócio dele é zoeira.

  2. Mineira consciente Says:

    E aí babosa, vai fazer o quê??????????

  3. Alckmin não investigou nada sobre o trensalão e pede conclusão rápida das apurações | O LADO ESCURO DA LUA Says:

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  4. Alckmin não investigou nada sobre o trensalão e pede conclusão rápida das apurações | EVS NOTÍCIAS. Says:

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  5. pintobasto Says:

    Temos que colocar Geraldo Alckmin na cadeia.

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