Indo buscar justiça na Itália, Pizzolato atrapalha os planos políticos de Joaquim Barbosa

Pizzolato06

Via Correio do Brasil

A ida do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para a Itália, conforme adiantou na sexta-feira, dia 15, o Correio do Brasil, joga um balde de água fria nas pretensões políticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Pizzolato busca o direito a um novo julgamento, conforme previsto no tratado de extradição assinado entre os dois países, “afastado de motivações político-eleitorais, com nítido caráter de exceção”, como afirmou em nota pública divulgada, também em primeira mão, na edição online do CdB.

A intenção de Barbosa, de concorrer a um cargo público no ano que vem, segundo o blogueiro Rodrigo Vianna, ficou evidente “na decisão do STF, de antecipar a prisão dos condenados no ‘mensalão’ nesse 15 de novembro. A maior parte dos juristas concorda que o normal seria esperar o ‘trânsito em julgado’; ou seja, só depois dos embargos infringentes (que devem ser julgados no fim do primeiro semestre de 2014) é que as prisões deveriam ser executadas”.

E pergunta: “Por que a pressa? Por que mais esse atropelo? Já não bastava o fato de lideranças do PT terem sido condenadas sem prova, como afirmou Ives Gandra Martins (que não tem nada de petista) sobre a condenação de Dirceu? Há quem diga que o governo Dilma teria se empenhado na aceleração do processo: interessaria a ela ‘liquidar’ agora esse assunto, para não criar ‘embaraços’ durante o período eleitoral. Não descarto essa possibilidade (ainda mais num PT e num governo absolutamente dominados pelo pragmatismo). Mas há outras hipóteses”.

“Por que Barbosa suspendeu a sessão de quinta [14/11], em que o colegiado do STF avaliaria a decisão do dia anterior? Ora, porque era preciso que Barbosa faturasse sozinho as prisões. Executadas em 2014, as prisões poderiam gerar algum alvoroço eleitoral – sim. Mas talvez surgissem tarde demais, do ponto de vista de uma oposição que precisa de um terceiro candidato para levar o pleito presidencial ao segundo turno. Está claro, claríssimo, que Joaquim Barbosa (e seus aliados midiáticos) contam com essa hipótese. Juizes têm a prerrogativa de se filiar a partido político até seis meses antes da eleição (abril/maio de 2014, portanto)”, lembra o blogueiro.

Este plano, porém, fica prejudicado se, em Roma, a Suprema Corte de Justiça italiana aceitar o pedido de Pizzolato por um novo julgamento. Uma instância jurídica distante do caldo de cultura midiático que gerou uma das peças jurídicas mais contestadas do STF poderá, sem pressão política, avaliar os argumentos de Pizzolato.

“Até desmembraram em inquéritos paralelos, sigilososo, para encobrir documentos, laudos e perícias que comprovam minha inocência, o que impediu minha defesa de atuar na plenitude das garantias constitucionais. E o cúmulo foi utilizarem contra mim um testemunho inidôneo”, afirma o ex-diretor do BB, que reuniu uma série de provas quanto à sua inocência.

Caso um tribunal italiano considere Pizzolato inocente, “terá aí início uma das disputas jurídicas mais relevantes na história do Direito brasileiro, com grande chance de o ministro Barbosa protagonizar um episódio digno de nota negativa para a posteridade”, conclui um jurista, ouvido pela reportagem do Correio do Brasil, na manhã deste sábado, que prefere guardar o anonimato.

***

Pizzolato explica que foi à Itália para garantir direito a novo julgamento

Nota pública

Minha vida foi moldada pelo princípio da solidariedade que aprendi muito jovem quando convivi com os franciscanos e essa base sólida sempre norteou meus caminho.

Nos últimos anos, minha vida foi devassada e não existe nenhuma contradição em tudo o que declarei seja em juízo ou nos eventos p´publicos que estão disponíveis na internet.

Em meados de 2012, exercendo meu livre direito de ir e vir, eu me encontrava no exterior acompanhando parente enfermo quando fui, mais uma vez, desrespeitado por setores da imprensa.

Após a condenação decidida em agosto, retornei ao Brasil para votar nas eleiões municipais e tinha a convicção de que no recurso eu teria \êxito, pois existe farta documentação a comprovar minha inocência.

Qualquer pessoa que leia os documentos existentes no processo constata o que afirmo.

Mesmo com intensa divulgação pela imprensa alternativa – aqui destaco as diversas edições da revista Retrato do Brasil – e por toda a internet, foi como se não existissemtais documentos, pois ficou evidente que a base de toda a Ação Penal tem como pilar, ou viga mestra, exatamente o dinheiro da empresa privada Visanet. Fui necessário para que o enredo fizesse sentido. A mentira do “dinheiro público” pára condenar… Todos. Réus, partido, ideias, ideologia.

Minha decepção com a conduta agressiva daquele que que deveria pugnar pela mais exemplar isenção, é hoje motivo de repulsa por todos que passaram a conhecer o impedimento que preconiza a Corte Interamericana de Direitos Humanos ao estabelecer a vedação de que um mesmo juiz atue em todas as fases de um processo, a investigação, a aceitação e o julgamento, posto a influência negativa que contamina a postura daquele que julgará.

Sem esquecer o legítimo direito moderno de qualquer cidadão em ter garantido o recurso a uma corte diferente, o que me foi napelavalmente negado.

Até desmembraram em inquéritos paralelos, sigilososo, para encobrir documentos, laudos e perícias que comprovam minha inocência, o que impediu minha defesa de atuar na plenitude das garantias constitucionais. E o cúmulo foi utilizarem contra mim um testemunho inidôneo.

Por não vislumbrar a minha chance de ter um julgamento afastado de motivações político-eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente, fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itálila, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália.

Agradeço com muita emoção a todos e todas que se empenharam com enorme sentimento de solidariedade cívica na defesa de minha inocência, motivados em garantir o estado democrático de direito que a mim foi sumariamente negado.

Henrique Pizzolato

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7 Respostas to “Indo buscar justiça na Itália, Pizzolato atrapalha os planos políticos de Joaquim Barbosa”

  1. Todas as virtudes de Joaquim Barbosa | Conversa Afiada Says:

    […] e “desrespeito” nas prisões do “mensalão”Paulo Moreira Leite: Pizzolato na ItáliaIndo buscar justiça na Itália, Pizzolato atrapalha os planos políticos de Joaquim BarbosaHenrique Pizzolato vai à Itália buscar justiça no caso da Ação Penal 470O livro “A outra […]

  2. Jésus Araujo Says:

    Mais uma vez, protesto contra os “comentários” de blogueiros que não comentam, remetem a comentários em seus blogs. Respeito esses blogs, são companheiros de luta, mas desrespeitam o leitor. Esta prática tem de acabar. E estranho a apreciação de Roberto Mendes: Quem não deve não teme. Primeiramente, ele já estava condenado, o dito popular não faz sentido.

  3. Indo buscar justiça na Itália, Pizzolato atrapalha os planos políticos de Joaquim Barbosa « EVS NOTÍCIAS. Says:

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  4. Gustavo Says:

    Engraçado ir buscar justiça na Itália. Não foi o Lula que deu abrigo a um terrorista italiano, justamente porque ele era “perseguido” pelo governo italiano e condenado injustamente pela justiça italiana? A mídia petista muda de opinião com a mesma facilidade com que eu como pizza. Esse bandido não foi buscar justiça, foi escapar da justiça.

  5. Roberto Mendes Says:

    BANDIDO FOGE IIGUAL RATO…
    Quem não deve não teme.
    Assumiu a culpa ao fugir como um Rato de esgoto.

  6. Indo buscar justiça na Itália, Pizzolato atrapalha os planos políticos de Joaquim Barbosa | O LADO ESCURO DA LUA Says:

    […] See on Scoop.it – BOCA NO TROMBONE!Via Correio do Brasil A ida do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para a Itália, conforme adiantou na sexta-feira, dia 15, o Correio do Brasil, joga um balde de água fria nas pretensõ…See on limpinhoecheiroso.com […]

  7. pintobasto Says:

    Pizzolato fez muito bem em refugiar-se em Itália para escapar da armação criminosa que Joaquim Barbosa lhe arrumou e agora pode desmascarar o conluio arranjado por Roberto Gurgel, Souza, Barbosa e Gilmar Mendes.

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