Dilma refuta visão colonizada da Folha

Folha_Esgoto

Altamiro Borges em seu blog

Sem citar a Folha de S.Paulo – “um jornal a serviço dos EUA” –, a presidenta Dilma Rousseff contestou na quarta-feira, dia 6, a ideia ridícula de que o Brasil também faz espionagem ilegal e criminosa. “Não dá para comparar o que a Abin [Agência Brasileira de Inteligência] fez, até porque não violou a privacidade. Está previsto na legislação brasileira, não cometeram nenhuma ilegalidade. Se tivesse cometido, teriam sido afastados”, afirmou à agência de notícias Reuters.

Na segunda-feira, dia 4, a Folha estampou uma manchete espalhafatosa – “Governo brasileiro vigiou diplomatas estrangeiros” – e tentou comparar a ação da Abin com a política criminosa dos EUA de monitorar telefonemas e e-mails de milhares de cidadãos no mundo. Uma matéria no portal UOL, que também pertence à famiglia Frias, chegou a afirmar que “todo mundo espiona, não há virgens”.

O Nobel da espionagem

As “reporcagens” do Grupo Folha parecem ter sido encomendadas pelo presidente Barack Obama, o prêmio Nobel da espionagem mundial. No exato momento em que o Brasil e a Alemanha se uniram para questionar na Organização das Nações Unidas (ONU) as práticas ilegais dos EUA, elas serviram para comparar duas iniciativas distintas – uma de invasão de privacidade e de ingerência imperialista; outra de defesa da soberania nacional.

Segundo a notícia da Reuters, a presidenta Dilma Rousseff fez questão de defender as atividades da Abin, que monitorou diplomatas russos, iranianos e iraquianos – durante o governo Lula –, agindo conforme a legislação brasileira. “Ela disse que essas operações não podem ser comparadas às realizadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que espionou cidadãos, autoridades e empresas brasileiras”.

Aparato de violação da privacidade

“Acho que não pode comparar o que a Abin fez em 2003 e 2004, até porque tem um lado dessa ação que era contra inteligência, porque estavam achando que tinham interferências em negócios privados, negócios públicos no Brasil. Foi preventivo. Não levou a nenhuma consequência de espionar ninguém na sua privacidade… No outro caso, não é isso. No outro caso, é um aparato de violação da privacidade, dos direitos humanos e da soberania do país”.

Apesar da confusão criada pela Folha, que tentou jogar na defensiva o governo brasileiro, a presidenta voltou a criticar a política imperial dos EUA. “Dilma também afirmou que a falta de um pedido de desculpas do governo norte-americano foi um dos fatores que a levaram a adiar a visita de Estado que tinha marcada para o mês passado aos EUA. Ela revelou que seu governo propôs aos EUA um acordo para que fosse mantida a visita de Estado, que incluía um pedido de desculpas e o compromisso de que as atividades de espionagem parariam”.

“A questão é a seguinte: eu iria viajar. A discussão que derivou das denúncias nos levou a fazer a seguinte proposta aos EUA: só tem um jeito de a gente resolver esse problema. Eles teriam de se desculpar pelo que aconteceu e dizer que não aconteceria mais. Não foi possível chegar a esse termo”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff.

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Leia também:

A vassalagem da Folha de S.Paulo

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2 Respostas to “Dilma refuta visão colonizada da Folha”

  1. Dilma refuta visão colonizada da Folha | O LADO ESCURO DA LUA Says:

    […] See on limpinhoecheiroso.com […]

  2. bene nadal Says:

    Não vou nem comentar a opinião de quem fez a “reporcagem” da “foia”, até porque eu não gosto de mexer em lixo “não reciclável”.
    Com relação a espionagem estadunidense, todos sabemos que eles só não espionam, onde “o bicho pega”, tipo China,Rússia, Coreia do norte, e mesmo assim espionam do espaço. Portando não adianta ficarmos dando trela para jornalista da “foia”, mesmo porque eles são pagos para escrever aquilo que mandam eles escreverem, ou seja eles não tem opinião própria, pelo menos quando trabalham para o PIG.
    Na verdade o Brasil precisa é criar vergonha na cara e deixar de ser “casa da mãe joana”, onde qualquer um faz o que bem entende. Temos que reciclar; Abin, Judiciário, Forças Armadas, e todos os órgãos e autarquias do país, pois eles ainda trabalham com; o bolso abastecido pelo Brasil e a cabeça nos EUA, tudo em consequência dos resquícios da ditadura e do neoliberalismo, ainda presente na “cachola” de muita gente que compões esses órgãos.
    Outrossim precisamos criar um serviço de inteligência “de verdade”, sem interferência, nem ajuda, e nem equipamentos de países suspeitos.

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