O trololó da “blogueira progressista”

Diogo Costa, lido no SQN

E lá vamos nós outra vez. Certa “blogueira progressista”, com ares proféticos, vaticinou na quarta-feira, dia 23: “Como a militância digital do PT perderá votos em 2014”.

Trata-se de um texto choroso, de quem adora criticar, mas que adora também se fazer de vítima quando sofre tais ou quais críticas.

Quanto às catastróficas previsões do texto, o discurso é para lá de antigo:

– O PT vai perder votos, pois se afastou de suas bases e de seu programa (2002);

– O PT vai perder votos, pois se afastou de suas bases e de seu programa (2006);

– O PT vai perder votos, pois se afastou de suas bases e de seu programa (2010);

– O PT vai perder votos, pois se afastou de suas bases e de seu programa (2014)…

A entrada ou saída de militantes do PT não começa em 2002, é anterior! Justamente por isso é que existem hoje, por exemplo, o PSTU e o PCO. Se fosse mesmo verdade todas as previsões apocalípticas que se faz sobre o PT, há mais de 20 anos, os votos “perdidos” pelo partido deveriam migrar para a “esquerda revolucionária”… Só que não.

Na última eleição presidencial, a “esquerda” que saiu das costelas do Partido dos Trabalhadores (PSTU, PCO e PSOL) não fez sequer míseros 1% dos votos!

Enfim, o texto da “blogueira progressista” é mais uma das centenas e centenas de previsões apocalípticas que se vê de quando em quando sobre o PT. Parece mais um íntimo desejo do que qualquer outra coisa.

Enquanto isto, Dilma Rousseff vai para a reeleição com taxa de pleno emprego (algo que não tivemos nem com Lula) e com a menor taxa Selic da história (na eleição e reeleição de Lula, e na primeira eleição de Dilma, a taxa era maior). Mais ainda, com um país que é um verdadeiro canteiro de obras e com o regime de partilha do Lula para esfregar na face da direita e do esquerdismo delirante.

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Uma resposta to “O trololó da “blogueira progressista””

  1. Walter Cotta Says:

    Sou PT e discordo de uma visão eleitoreira e messiânica por exemplo: vejo sempre que os dirigentes sabem o que estão fazendo. Quem define o que eles devem fazer é o partido em seus embates internos. O Partido não tem que ficar dando aval ao governo a todo momento e sim deve ser como um mestre, que elogia quando acerta, e corrige quando erra. Para mim a relação com o PMDB está muito desgastada em várias esferas. Necessário deixemos de ser dominados, para ser dominantes em relação a eles. Se não o fizermos , vão nos engolir. Exemplos não faltam.

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