Dilma Rousseff, o médico cubano Juan Delgado e o ministro da Saúde Alexandre Padilha durante sanção da lei que institui o Programa Mais Médicos. Foto de Roberto Stuckert Filho/PR.
Fernando Brito, via Tijolaço
Dilma Rousseff fez, na terça-feira, dia 22, o que milhares de brasileiros decentes desejariam poder fazer. Pedir desculpas ao doutor Juan Delgado, um dos que foi hostilizado e chamado de escravo por maus médicos em Fortaleza, há dois meses.
“Quero cumprimentar o Juan não apenas pelo fato dele ter sofrido um imenso constrangimento quando chegou, e por isso, do ponto de vista pessoal e do governo, peço nossas desculpas a ele”, disse Dilma, na cerimônia de sanção da lei que consolida o Programa Mais Médicos e que acaba com a retenção dos registros profissionais de Juan e dos outros 13 mil profissionais, brasileiros e estrangeiros, que atenderão 40 milhões de brasileiros até abril do ano que vem.
“Queria cumprimentar cada um dos médicos, eles representam muito bem a grande nação latino-americana. Por isso, quando nós olhamos é como se nós víssemos os brasileiros representados em cada um deles, como vejo todos os latinos, argentinos, salvadorenhos, cubanos, venezuelanos, equatorianos […] A todos vocês, o centro desse programa Mais Médicos, médicos de outras partes do mundo, queria dizer uma palavra simples: muito obrigada”,
Diga esse muito obrigado por todos nós, presidenta.