A origem do nome da empresa de fachada de Joaquim Barbosa

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Université Panthéon-Assas – Paris 2.

Pobre Université Panthéon-Assas – Paris 2, templo do direito francês.

Paulo Nogueira, via Diário do Centro do Mundo

“A vida pública deve ser e tem de ser vigiada pela imprensa.” Joaquim Barbosa disse isso ao receber um prêmio de O Globo, em março passado.

“Não consigo ver a vida do Estado e de seus agentes e personagens sem a vigilância da imprensa. Na minha concepção, a transparência e abertura total e absoluta devem ser a regra. Não se deve ter mistério para aqueles que exercem a atividade pública que eu exerço atualmente”, acrescentou.

Devia ser assim. Mas é assim?

Vamos aos poucos. Algumas semanas depois, Joaquim Barbosa usou um avião da FAB para uma viagem inútil à Costa Rica. Onde estava a imprensa para vigiá-lo no uso abusivo do avião e do dinheiro do contribuinte?

Bem, estava a bordo. Uma jornalista de O Globo participou da boca livre da Costa Rica, conforme revelado na ocasião pelo Diário.

E então você vai ler, depois, no próprio O Globo: “A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu investigação preliminar para apurar supostas irregularidades no uso de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/L).”

Joaquim Barbosa é poupado não apenas por O Globo como também pela Procuradoria da República.

É um jornalismo estranho e uma estranha justiça.

O voo de Costa Rica é significativo. Longe de se vigiarem, O Globo e Joaquim Barbosa, na verdade, gozam de uma proximidade cúmplice e nociva para a sociedade. Desde o prêmio, um filho de Joaquim Barbosa foi admitido na Globo, para trabalhar no programa de Luciano Huck.

É legal? É.

É imoral? É.

No código de ética dos juízes norte-americanos, está escrito que algum tipo de vínculo pessoal como este que acabou unindo Joaquim Barbosa e às Organizações Globo por um filho desqualifica um magistrado para julgar causas em que a Globo, no caso, seja o réu.

Imaginemos que o processo de sonegação bilionária da Globo na operação dos direitos de transmissão da Copa de 2002 chegue ao STF.

Joaquim Barbosa se declarará impedido?

O código de ética dos juízes norte-americanos também determina que os magistrados deem as informações requeridas quando surge dúvida em relação a aspectos financeiros de sua vida.

Recentemente, soube-se que Joaquim Barbosa comprou um apartamento em Miami mediante o uso de uma empresa de fachada para não pagar impostos.

Para os que gostam de curiosidades, a empresa de Joaquim Barbosa recebeu o nome de Assas por causa da conhecida faculdade de direito de Paris em que ele gastou quatro anos em pós-graduação bancada pelo dinheiro público do brasileiro. Quatro anos, repito.

Joaquim Barbosa foi um estudante moroso: fez a faculdade de direito em Brasília em sete anos e meio.

O Globo foi atrás de informações sobre o apartamento?

Pausa para rir.

Depois que se soube que o valor da transação registrado no contrato foi zero, o jornalista Luis Nassif enviou uma mensagem ao STF pedindo explicações. A resposta: “Prezado Nassif, o presidente Joaquim Barbosa não comentará.”

Voltemos a Joaquim Barbosa na premiação de O Globo. (Em si um absurdo pela proximidade que traz a pessoas que devem manter uma distância intransponível pelo bem da sociedade.)

“Na minha concepção, a transparência e abertura total e absoluta devem ser a regra. Não se deve ter mistério para aqueles que exercem a atividade pública que eu exerço atualmente.”

Pausa para rir.

Transparência? Ausência de mistério?

É realmente estranha a noção de transparência de Joaquim Barbosa. Vale, provavelmente, para os outros.

Com ou sem avião da FAB, mas sempre com voos bancados pelo contribuinte, Joaquim Barbosa gosta de viajar. Isso, infelizmente, não o faz produtivo.

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Em Santa Catarina, com empresários, não deu para ler o processo da Varig, que se arrasta há sete anos.

Um dia depois de uma manifestação que parou Florianópolis, ele se ausentou de Brasília e foi para Santa Catarina, a convite da Fiesc, associação de empresários locais. O encontro foi noticiado num site local. Foi memorável a resposta de um leitor.

“Com todo respeito à pessoa do ministro Joaquim Barbosa, mas será que não existem coisas mais importantes a fazer em Brasília? Como por exemplo: Analisar o processo do caso Varig ao qual o ministro pediu vistas. Já são sete anos de espera, sete anos de desespero, sete anos esperando que a justiça seja feita, sete anos em que os aposentados do Aerus esperam seus salários, sete anos de humilhação, aposentados sem dinheiro para alimentação, remédio e o mínimo para suas subsistência. Será que isto não é importante para o ministro?”

Clap, clap, clap para o atento leitor.

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Uma resposta to “A origem do nome da empresa de fachada de Joaquim Barbosa”

  1. Geysa Guimarães Says:

    Menino pobre que mudou o Brasil? Mudaram a vida dele – os Azeredo da Silveira – , isso sim! A família da qual saiu o governador mineiro e patrono do MENSALÃO TUCANO E PRIMEIRO. Stop!

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