Você não verá no Jornal Nacional: O Brasil que precisa ser mostrado

Sem título-1Assis Ribeiro, via A Procura

O plano de desenvolvimento para o Nordeste, política adotada pelo governo do Brasil a partir de Lula, tem dado frutos e a região apresentou crescimento na última década acima da média.

Com forte investimento público e privado a região mais pobre do Brasil deixa de ser exclusivamente agrícola para se tornar uma economia diversificada. A forte expansão da economia se explica pela distribuição de renda na região nos últimos anos e pela migração entre classes sociais, um movimento que tirou parte da população da miséria e a inseriu no mercado de consumo.

Em 2012, a economia do Nordeste mostrou maior dinamismo que a média nacional, com as taxas de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, 3,7%, da Bahia, 3,1%, e de Pernambuco, 2,3%.

No início de 2013, enquanto o país avançou 1,05% – comparado ao último trimestre do ano passado e segundo projeções do Banco Central –, a região cresceu o dobro, 2,05%.

A região já conta com seis parques tecnológicos na Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas e Sergipe, considerados incubadores de desenvolvimento.

A economia da região tende a seguir mostrando maior dinamismo que o observado em âmbito nacional ao longo de 2013. Em parte, isso reflete a estrutura produtiva região, mais direcionada ao mercado doméstico. Nesse sentido, os programas sociais de transferência de renda, a expansão da massa salarial, os investimentos públicos e privados, o crescimento moderado do crédito e, em particular, a recuperação da safra agrícola com preços mais competitivos devem contribuir positivamente para a evolução da atividade econômica da região.

O comércio varejista, considerados períodos de doze meses, cresceu 8,5% em fevereiro, em relação a igual período de 2012. Destacaram-se a expansão das vendas em artigos de uso pessoal e doméstico, 20,7%, e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, 14,6%. As vendas de material de construção e de veículos, motos, partes e peças aumentaram, respectivamente, 11,7% e 9,1%, e contribuíram para que o comércio ampliado crescesse 9,4% no período.

A produção industrial cresceu 3,2% no trimestre finalizado em fevereiro, em relação ao encerrado em novembro de 2012, considerados dados dessazonalizados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIMPF) do IBGE. Houve, no trimestre, aumentos em oito das onze atividades pesquisadas, com destaque para os setores vestuário e acessórios, 6,6%, refino de petróleo e álcool, 6%, e produtos químicos, 3,9%.

A análise em doze meses revela que a produção industrial da região aumentou 0,6% em fevereiro, em relação a igual intervalo do ano anterior, ante 0,9% em novembro de 2012, registrando-se retração na indústria extrativa, 0,5%, e crescimento na de transformação, 0,7%.

De acordo com o LSPA de março, divulgado pelo IBGE, a produção de grãos da região Nordeste deverá alcançar 13,7 milhões de toneladas em 2013, significando incremento de 14,9% em relação ao obtido no ano anterior.

A taxa de desemprego da região Nordeste, segundo dados do IBGE, considerando as regiões metropolitanas de Recife (RMR) e de Salvador (RMS), atingiu 6,1% no trimestre terminado em fevereiro de 2013. A redução de 0,5% ante igual período de 2012 refletiu a expansões de 2% na População Economicamente Ativa (PEA) e de 2,6% na população ocupada.

Nos últimos 12 meses, o rendimento real médio habitual e a massa salarial real cresceram, respectivamente, 2,7% e 6,2%, no período.

Bahia

O PIB da Bahia cresceu 3,1% em 2012, de acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), resultado de expansões no setor de serviços, 4,2%, e no setor industrial, 3,8%, impulsionado pelos aumentos na atividade da construção civil e indústria de transformação, de 5,4% e 3,9%, respectivamente.

A produção industrial da Bahia elevou-se 3,5% no trimestre encerrado em fevereiro em relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado 1,3%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIM-PF do IBGE. Houve crescimento em seis das nove atividades pesquisadas, ressaltando-se as relativas a veículos automotores, 23,9%, borracha e plástico, 12,8%, refino de petróleo e produção de álcool, 7,2%, e produtos químicos, 3,7%. Em oposição, destacou-se a retração de 6,2% no segmento alimentos e bebidas, decorrente do declínio na produção de refrigerantes, cervejas e chope e de derivados de soja.

Considerados períodos de doze meses, a indústria baiana avançou 2,7% em fevereiro na comparação com igual período de 2012, ante o recuo de 1,9% da média nacional, destacando-se os aumentos nos segmentos de borracha e plástico, 13,7%, de veículos automotores, 9,5%, de refino de petróleo e produção de álcool, 6,8%.

Ceará

A economia do Ceará cresceu 3,7% em 2012, de acordo com o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), reflexo de expansões de 5,8% do setor de serviços e de 2,6% da indústria, enquanto a atividade agropecuária recuou 20,1%.

A produção industrial do Ceará cresceu 5,9% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando recuara 0,9%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIM-PF do IBGE. Houve crescimentos em sete das dez atividades pesquisadas, destacando-se os relativos a refino de petróleo e álcool, 22,2%, vestuário e acessórios, 7,8%, e produtos químicos, 6,6%.

De acordo com o LSPA de março, do IBGE, a safra de grãos do estado deverá alcançar 1,1 milhão de toneladas em 2013, elevação de 393,2% em relação a 2012, ano em que a produção agrícola foi impactada pela seca.

Pernambuco

O PIB de Pernambuco em 2012 cresceu 2,3%, de acordo com dados preliminares da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), enquanto o IBCR-PE se elevou 2,9%, no mesmo período. Resultados do Condepe/Fidem indicam crescimento de 3,7% no setor industrial, favorecido por expansão de 8,3% na construção civil, e de 2,7% no setor de serviços. Na margem, o nível de atividade, conforme o IBCR-PE, aumentou 1,4% no trimestre encerrado em fevereiro de 2013, revertendo a trajetória de contração de 1,1% ocorrida no trimestre finalizado em novembro, considerando dados com ajuste sazonal.

A produção industrial do estado avançou 3,1% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, recuperando parcialmente a contração observada no trimestre anterior, de 5,6%, no mesmo tipo de comparação, segundo dados dessazonalizados da PIM-PF/ IBGE.

O LSPA de março, do IBGE, estima a recuperação na produção de grãos em 2013, apontando crescimento de 364,3% relativamente ao ano anterior.

Dados do Boletim Regional do Banco Central de Abril/2013 : Região Nordeste

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Uma resposta to “Você não verá no Jornal Nacional: O Brasil que precisa ser mostrado”

  1. SUSCETÍVEL FEBRIL Says:

    […] Você não verá no Jornal Nacional: O Brasil que precisa ser mostrado […]

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