Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para “fechar” o Congresso

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Helena Sthephanowitz, via Rede Brasil Atual

O ministro do STF, Gilmar Mendes, “proibiu” o Congresso Nacional de tramitar um projeto de lei. Por mais absurdo que pareça, foi isso mesmo que ocorreu. Nem se trata de julgar a constitucionalidade ou não de uma lei aprovada. Trata-se de proibir os parlamentares de legislarem e aprovarem uma proposta. Para entender essa história, vamos voltar no tempo.

Quando o PSOL foi criado, os deputados que mudaram para o novo partido não transferiram o tempo de tevê nem o fundo partidário pertencente à sigla pela qual foram eleitos. O mesmo ocorreu quando o ex-vice presidente José Alencar e o senador Marcelo Crivella criaram o PRB.

Os parlamentares puderam ir para a nova legenda, mas o tempo de tevê era o de um partido novo, que ainda não tinha elegido nenhum deputado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa interpretação em 2006, a pedido do PSDB, porque favorecia os candidatos tucanos naquele ano.

Em 2007, o TSE decidiu que os mandatos obtidos nas eleições, pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores), pertencem aos partidos políticos ou às coligações, e não aos candidatos eleitos. A decisão foi confirmada pelo STF em 2008, o que também beneficiou o PSDB e o DEM, que perdiam deputados para outros partidos. Logo, por coerência, o tempo de tevê e o fundo partidário também deveriam pertencer ao partido e não ao candidato, o que bate com a interpretação de 2004.

Em 2012, quando Gilberto Kassab criou o PSD, o TSE e o STF mudaram sua posição, para surpresa dos meios políticos. Passaram a conceder o tempo de tevê e fundo partidário ao partido de Kassab, computando os deputados que mudaram para o novo partido como se tivessem sido eleitos na eleição anterior por ele. Essa decisão, “coincidentemente”, favoreceu de novo o candidato tucano José Serra, coligado ao PSD de Kassab. A decisão foi uma afronta ao conceito de fidelidade partidária, e passou a incentivar a bandalheira da criação de novos partidos, não ideológicos, mas apenas para acomodar interesses imediatistas para a próxima eleição.

Pois bem, o Congresso Nacional, para deixar regras claras, e não ficar à mercê da interpretação de onze ministros do STF a cada eleição, conforme o interesse momentâneo dos tucanos, resolveu colocar em votação o projeto de lei que veda claramente a chamada portabilidade, ou seja, a transferência do tempo de tevê e do fundo partidário de um partido para outro novo, conforme o troca-troca de bancadas após as eleições.

O projeto não proíbe criação de partido nenhum. O projeto propõe que a divisão do dinheiro do fundo partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.

Resumindo: define que novos partidos tenham apenas o tempo de tevê e fundo partidário mínimo de qualquer partido que nasce, da mesma forma que tiveram o PT, o PSOL, o PCdoB, o PRB etc., quando vieram à luz. Foram conquistando tempo de tevê à medida que cresciam a cada eleição.

Ninguém é dono da verdade nesse debate sobre mudanças na lei para rateio do tempo de tevê e do fundo partidário. É um debate que pertence à sociedade, por isso o lugar correto de ser debatido é no Congresso Nacional, e não nos tribunais.

Os partidos que perderam no voto da maioria do Parlamento, se querem virar a decisão, que tomem as ruas debater com quem deve mandar de verdade, que é o povo. Que busquem apoio popular, em vez de fazer conspirações no tapetão dos tribunais e com os colunistas de jornalões decadentes.

A pedido do PSB presidido pelo candidato Eduardo Campos, com a aliança do PSDB do também candidato Aécio Neves, Gilmar Mendes sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito.

É uma vergonha o PSB, partido do Eduardo Campos, junto com o PSDB de Aécio Neves, MD (ex-PPS) etc. em vez de ter a coragem de buscar apoio popular para o fisiologismo que defendem, vá buscar fechar o Congresso no tapetão do STF, proibindo até a tramitação de projeto de Lei.

Caso Marina Silva

Marina Silva pode se filiar a qualquer partido existente, até o início de outubro, para ser candidata em 2014. Ela foi candidata pelo PV em 2010. Resolveu fundar um partido só seu. É uma escolha política dela, com bônus e ônus. Marina quer fazer o marketing de que seu partido Rede (do Itaú?) seria uma “nova política” (Mussolini também pregou coisa semelhante ao implantar o fascismo), mas Marina quer pegar o tempo e o fundo partidário da “velha política”, em vez de trilhar o caminho de outros partidos que tiveram de disputar eleições para crescer. Cômodo, não? Que política é mais velha do que querer levar vantagem em tudo: ficar o bônus do marketing do “novo”, sem o ônus de inovar, ficando também com o “bônus” dos velhos vícios da fisiologia política?

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Uma resposta to “Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para “fechar” o Congresso”

  1. Benevenuto Nadal Says:

    Antes do comentário principal, quero aqui dividir com vocês algo curioso:”prestem atenção no sorriso do Gilmar”… Não é uma é “mais falso do que nota de R$300,00”???????
    Com relação ao E. Campos, eu eu lamento dizer, mas “é coisa de cachorro magro”; se empanturrou com os investimentos em seu Estado feitos por Lula e Dilma(PT), agora se debanda para se abraçar com os bolorentos de direita… Será que ipnotizaram ele com as “verdinhas” ??????
    E a Marina, essa caipirinha(nada contra os caipiras), pois eu também tenho origem na vida rural, que cresceu na sombra do Lula, e em seguida “deu guarida ao Cerra”, quem não lembra da disputa presidencial de 2010???????
    Políticos desse calibre, se tivéssemos uma sociedade esclarecida, não passariam de “sacatrapos”, de políticos de interior.
    E voltando ao principal, o nosso Congrosso, ao que tudo indica, seja por incompetência, ou por assédio do dinheiro fácil, está “abrindo as pernas”, que me descupem os deputados e senadores, mas estão sendo um “bando de galinhas”, Como permitir que o STF, claramente partidário de direita, interfira em sua área? alguém tem que fazer alguma coisa! Nenhum poder pode interferir no outro! Ou será que os nossos deputados e senadores já foram cooptados pelo poder financeiro para fazer “corpo mole”, assim como fizeram os de Honduras e Paraguai?????????????? Meus amigos, “depois que as calças arriam”, a seqüência é automática… Não dá para voltar atrás!!!!!!!!!!!!!!!!! E quem paga o pato somos nós que votamos nesses “fracotes”!!!!!!!!!!!

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