Aécio Neves ama a Petrobrax

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Altamiro Borges em seu blog

Após criticar a redução das tarifas de energia elétrica e a desoneração da cesta básica, o PSDB decidiu centrar seus ataques contra a Petrobras. Em seminário realizado na terça-feira, dia 12, em Brasília, os tucanos afirmaram na maior caradura que desejam “reestatizar” a empresa. O evento, que serviu de palanque para o cambaleante de Aécio Neves, até parece piada pronta. Qual o moral do PSDB para falar sobre a Petrobras? FHC quase destruiu a empresa com o objetivo de privatizá-la, inclusive com a mudança do seu nome para a Petrobrax.

Segundo o jornal Valor, o mineiro nem se referiu às tragédias tucanas. Ele disse que a Petrobras tem hoje uma “gestão temerária” que serve a “interesses partidários”. Ele também “criticou a adoção do modelo de partilha de produção para a exploração da camada pré-sal, mas não defendeu claramente a mudança na legislação para que o contrato de concessão seja mantido como único sistema para a extração e produção do petróleo”, conforme defendem as poderosas multinacionais do setor e o governo dos EUA.

As velhas bandeiras neoliberais

“O que queremos é reestatizar a Petrobras, que foi partidarizada pelo PT e perdeu eficiência, punindo seus acionistas e gerando incerteza em relação a novos investimentos”, afirmou o trôpego tucano, sempre de olho no financiamento de campanha dos “investidores”. Mais grave ainda, segundo o jornal Valor, “ele também sinalizou posição favorável à flexibilização da exigência de nacionalização do conteúdo na exploração do pré-sal”. Em síntese: Aécio Neves retomou as velhas bandeiras neoliberais!

No palanque montado pelo PSDB, chefões do DEM e do PPS também fizeram discursos raivosos e faixas ridicularizaram Lula e Dilma. Como num jogo combinado, jornais e emissoras de tevê deram destaque ao seminário, mas evitaram criticar a total incoerência dos tucanos. A mídia até poderia ter usado as imagens da tragédia da P36, que afundou em março de 2001 causando prejuízos de US$300 milhões e a morte de 11 petroleiros. Mas ela arquivou a lembrança por motivos óbvios e evitou repercutir as críticas ao seminário.

Os privatistas e os interesses estrangeiros

Da tribuna da Câmara, deputado Fernando Ferro (PT/PE) ironizou: “A defesa apaixonada da Petrobras só pode ser remorso. No governo FHC, os tucanos tentaram privatizar a estatal de todas as maneiras para entregá-la ao capital estrangeiro. Inclusive, tentaram trocar o nome da empresa para Petrobrax para facilitar a pronúncia lá fora”. Na mesma linha, o deputado Luiz Alberto (PT/BA) afirmou que “eles querem mesmo é resgatar a Petrobras para eles, os privatistas, para depois repassá-la ao controle do capital internacional”.

Os deputados também lembraram o “Memorando de Política Econômica do Ministério da Fazenda”, de 8 de março de 1999, no qual o governo FHC explicitou a intenção de vender “o restante de suas ações não votantes da Petrobras”, conforme o combinado previamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para os que falam agora em “reestatizar a empresa”, estes e outros fatos gravíssimos confirmam toda a hipocrisia. Na verdade, o cambaleante Aécio Neves e a mídia privatista amam a Petrobrax!

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