Para encerrar o assunto: As fazendas não são de Lulinha

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“Na internet, circula o boato de que o filho do presidente Lula comprou uma megafazenda. Verdade? Confira a seguir e saiba tudo.” E-mails apócrifo como a mensagem que você acabou de ler viraram moda em todo o País.

Ibiapaba Netto, via Dinheiro Rural

Não é de hoje que se conhece o ditado de que “cada um que conta um conto, aumenta um ponto”. E, como o brasileiro gosta de uma boa história, algumas mentiras se tornam verdades, às vezes até mais divertidas do que a própria realidade. Nem mesmo o mundo rural está livre das boatarias que atualmente percorrem o mundo em mensagens eletrônicas via internet. Todas, é claro, sem a identificação da autoria.

Quem sentiu na carne os efeitos de um boato bem contado foi o criador de nelore puro de origem José Carlos Prata Cunha, dono de terras em Valparaíso, interior de São Paulo. Circula na internet um e-mail que conta a história de uma fantástica operação em que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “Lulinha”, teria comprado sua principal área, a Fazenda Fortaleza, por R$47 milhões. “Isso é tudo bobagem, nunca vendi minha fazenda e, na verdade, nem oferta cheguei a receber”, esclarece Prata Cunha à Dinheiro Rural. “Tratamos isso como piada”, reforça Leonardo Badra, sócio de Fábio Luís na empresa de jogos eletrônicos Gamecorp.

A fazenda não foi vendida, porém, a dor de cabeça dura até hoje. “Tivemos de modificar a entrada da fazenda e proibir a entrada das pessoas”, lamenta Fernanda. Segundo ela, a propriedade virou uma espécie de “ponto turístico” em Valparaíso. “As pessoas param para tirar foto e as brincadeiras por causa da suposta venda que não aconteceu são constantes”, diz. De certa forma, ela se diverte. “Algumas pessoas na cidade nos olham meio estranho”, brinca.

Mas os “causos” rurais do filho do presidente da República não se limitam às terras dos Prata Cunha. Ele também ganhou fama em outros Estados da Federação, como no Pará. Em outra mensagem, um pouco mais recente, circula a “revelação” de que Lulinha estaria prestes a se tornar um novo “rei do gado”. Para tanto, ele teria comprado duas propriedades nas cidades de Marabá e Xinguara, ambas do megapecuarista Benedito Mutran, dono de um dos maiores rebanhos comerciais do Brasil. O que ele diz a respeito? “Tudo bobagem, nunca houve essa operação”, diz Mutran.

Em 2007, de fato, Mutran vendeu algumas de suas terras para a Fazenda Santa Bárbara, do empresário Carlos Rodemburg. As vendas aconteceram, só que o comprador era outro. E com verdades misturadas a meias-mentiras, a equipe de Dinheiro Rural, de passagem pela ExpoGrande, maior mostra pecuária de Mato Grosso do Sul, se deparou com o novo boato. Entre amigos, um pecuarista de nome Augusto Araújo Oliveira tentava se livrar das gozações dos amigos. O motivo? Uma suposta venda de bois para o filho do presidente.

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5 Respostas to “Para encerrar o assunto: As fazendas não são de Lulinha”

  1. pozycjonowanie Says:

    pozycjonowanie

    Para encerrar o assunto: As fazendas não são de Lulinha | bloglimpinhoecheiroso

  2. Clovis Pacheco Filho Says:

    Creio que Voltaire mandou mentir, que sempre sobraria alguma coisa usando sua conhecida ironia. Ou seja, dá para mentir, porque sempre há trouxas que acreditem, mas todo o seu pensamento foi crítico com relação à felonia. Já o doutor Goebbels colocava isso como política de Estado. Não era o homem comum que ele mandava mentir, mas sim, os burocratas do nazismo

  3. Jésus Araújo Says:

    Voltaire ensinava: Mintam, mintam. porque sempre ficará alguma coisa. Goebels, ministro da propaganda de Hitler, leu, assimilou e pôs em prática Voltaire. E parece que nossa direita também é discípula do “filósofo” de Verneil.

  4. BARRIGÃO DO ESTADÃO… « FATOS & FOTOS Says:

    […] Para encerrar o assunto: As fazendas que Lulinha não comprou […]

  5. Clovis Pacheco Filho Says:

    Brasileiro não aprende, mesmo…

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