Palmério Dória: Alckmin, um bombeiro às avessas

Alckmin, em vez de água, joga gasolina para apagar o incêndio. E a mídia fica olhando.

Palmério Dória, via Brasil 247

Em matéria de São Paulo em tempo de guerra, só vi coisa igual com a Avenida Paulista deserta em maio de 2006 na onda das matanças do PCC que resultou na matança de civis promovidas pela PM: a conhecida dupla Cosme e Damião, para dar mais proteção ao policial, multiplicada por três, quatro e até cinco vezes no entorno da Praça da Sé de dois fins de semana para cá. Não são mais Cosmes e Damiões. São praticamente pelotões nas ruas. Falta pouco para botarem batalhão.

Não vamos nem falar dos recordes de matança que são batidos diariamente na periferia de São Paulo e na Grande São Paulo. Mas falemos. Eles vêm quebrando todos os códigos de guerra convencionados em Genebra: matam crianças, jovens, mulheres.

Rotina se dá quando você não se espanta com uma manchete dando conta de 31 mortos no fim de semana. Quando você não se espanta com o cancelamento de cultos religiosos para segurança de fiéis. Quando você não se espanta com ônibus que não podem ir até o ponto final para não serem incendiados.

Mas a imprensa se limita a registrar esses fatos. Você não sabe o que está acontecendo. Ou não querem que você saiba. Muito a contragosto vai abandonando a esfarrapada versão oficial de briga entre facções.

Imagine se 1% disso acontecesse num governo petista. Ou pedetista dos velhos tempos, como aconteceu com um arrastão na praia de Ipanema durante o governo Brizola, explorado ad infinitum pela TV Globo e assemelhadas.

Há uma semana, com essa guerra comendo solta, vimos jornal publicando cadernos sobre a reeleição de Obama. Vimos as news da tevê dedicando a programação inteira a isso. Na porta das redações, nada de guerra.

O Jornal Nacional a gente entende. Em 2006, ele deixou de noticiar um dos mais trágicos acidentes da história da aviação mundial para não ofuscar a pilha de dinheiro encontrada com os chamados aloprados do PT. E ajudar Alckmin a ir para o segundo turno contra Lula.

Ali o jornalismo global assinou sua falência.

Desta vez é a imprensa toda que, numa ação coordenada, tenta proteger Alckmin novamente. Se fosse alguém da base aliada do governo federal, já teriam pedido impeachment e intervenção federal. E Alckmin fica à vontade para baixar os soldos da PM, o que equivale a jogar gasolina no incêndio. E manter o secretário Ferreira Pinto à frente desse crime desorganizado.

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2 Respostas to “Palmério Dória: Alckmin, um bombeiro às avessas”

  1. emerson57 Says:

    “é a imprensa toda que, numa ação coordenada, tenta proteger Alckmin novamente”
    – isso é que é gostar de picolé de chuchu!!!
    picolé de chuchu é o melhor nome para o governador. depois da ação criminosa por ele ordenada contra o povo do pinheirinho, os outros nomes são impublicáveis.

  2. pintobasto Says:

    Geraldo Alckmin tem residência no Palácio dos Bandeirantes, mas de há muito passou a ter domicílio cativo em qualquer penitenciária do estado, principalmente depois da selvajaria que patrocinou no bairro Pinheirinho em S.J dos Campos.

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