Folha de S.Paulo pagará R$73,4 milhões por boicotar o Enem

Davis Sena Filho, via Palavra Livre em 16/10/2012

Em 2009, a Gráfica Plural, do grupo Folha de S.Paulo, vazou as provas do Enem, em um crime que causou sérios transtornos ao Ministério da Educação e ao governo Lula, que teve de enfrentar mais uma das inúmeras crises, muitas delas criadas artificialmente com o propósito de boicotar o programa educacional do governo trabalhista, e, consequentemente, golpeá-lo para que fracassasse a inclusão de centenas de milhares de brasileiros pobres ou remediados nas universidades públicas brasileiras até então tratadas como feudos para os filhos dos ricos e das classes alta e média alta.

Contudo, o Judiciário condenou o tal jornal criminoso e useiro e vezeiro em cometer devaneios e irresponsabilidades sórdidas apenas superadas pela própria Folha da família Frias de Oliveira, que na década de 1970 emprestava os carros de sua empresa para que os órgãos de repressão locomovessem agentes do Dops e do Deic, do delegado Sérgio Paranhos Fleury, e carregar prisioneiros considerados adversários da ditadura militar, muitos deles torturados, mortos e muitos deles desaparecidos até os dias atuais.

A condenação da Gráfica Plural – leia-se Folha de S.Paulo – é um exemplo de que ainda tem setores do Judiciário que fazem Justiça e não são pautados por empresários donos de um sistema midiático de negócios privados, que, de forma arrogante e prepotente, querem impor seus valores sectários e elitistas, porque desejam um País para poucos, a fim de manterem seus privilégios, bem como não toleram as diferenças culturais, a ascensão econômica e financeira de 40 milhões de cidadãos brasileiros e a busca de igualdade entre as regiões para que o Brasil, enfim, desenvolva-se de maneira democrática, republicana e justa.

São elites que têm um profundo sentimento de classe social e marcam seus territórios como os lobos e os leões nas selvas – sendo que a selva, o habitat natural dessa gente egoísta e, sobretudo, violenta é o status quo, onde os sectários, os racistas, os patrimonialistas e os que querem um mundo VIP para viver possam manter indefinidamente seus privilégios de classe social edificados por uma ideologia mezzofascista, que prega a exclusão e por isto não reconhece o direito à cidadania de todos os brasileiros e estrangeiros que moram e vivem no Brasil.

Para isso, grupos empresariais de comunicação se transformaram em porta-vozes das ações e do pensamento das classes sociais ricas, opressoras e controladoras dos meios de produção, que formulam um jornalismo de esgoto, de oposição feroz aos trabalhistas e socialistas, ao ponto de boicotarem um sistema democrático e de inclusão social e educacional como o Enem. Por isso e por causa disto, o Grupo Folha vai pagar, conforme determinou a Justiça Federal, valor da ordem de R$73,4 milhões ao governo federal, em função do vazamento da prova do Enem em 2009.

Tal “vazamento” publicado pela Folha foi repercutido pelos seus irmãos siameses e historicamente golpistas, exemplificados no Jornal Passional e no Mau Dia Brasil da TV Globo; na Globo News e seus “especialistas” de prateleira; na Veja, a revista porcaria e associada a bicheiro; no Estadão, o pasquim que pensa que ainda vive na época dos barões do café, e, portanto, da escravidão; e em O Globo, o jornal de péssimo conteúdo editorial, que foi empastelado após a morte de Getulio Vargas e cuja família proprietária pensa que o Brasil, País com 200 milhões de habitantes e considerado a sexta maior economia do mundo é o quintal da mansão onde mora.

Naquele ano de 2009, o Enem foi atacado de todas as formas e maneiras. Ocorreu de fato um achincalhe desproporcional ao episódio, o que levou a classe média conservadora e de perfil lacerdista repercutir com mais ênfase seu ódio de classe contra o governo federal e ao presidente Lula, pois que é exatamente a classe média o alvo ideológico dos meios de comunicação comerciais e privados, já que portadora e disseminadora dos valores burgueses, do acesso restrito à universidade pública, dos sonhos de consumo para si e seus filhos, bem como principal fiadora dos interesses empresariais dos ricos, por ser sua aliada no que concerne ao privilégio, a ser considerada VIP, por se considerar especial e por isto com o “direito” de não se incluir nas massas e com o “dever” de defender o que é pregado pelo establishment.

A Folha de S.Paulo nunca se responsabilizou pelo vazamento das provas do Enem em 2009. Pelo contrário, com a cumplicidade dos outros órgãos privados de comunicação de massa, a Folha, de forma irracional e golpista, atacou Lula, Haddad e o Governo trabalhista de maneira impiedosa, sem ponderar, por exemplo, que sua gráfica é que estava a rodar as provas do Enem. Nada importou para o barão Octávio Frias e suas penas alugadas, pois o que interessava era desmoralizar o Enem, odiado por tal gente, porque o programa inclui milhares de brasileiros pobres ou que não tiveram a oportunidade de entrar no esquema mercantil de cursinhos milionários ou frequentar os bancos de colégios particulares das “elites” de um País que melhorou muito na última década, mas ainda desigual e, evidentemente, injusto.

Contudo, a despeito de tudo, volto ao que já considero meu mantra preferido: “Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê ou em qual gaveta está guardado e empoeirado o projeto de marco regulatório para os meios de comunicação do Jornalista Franklin Martins? Vossa Excelência não sabe? Então, pergunte à ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ministro, talvez o senhor não saiba, mas governos e governantes trabalhistas nunca devem tergiversar ou facilitar com a mídia golpista. Releia a nossa história”. É isso aí.

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10 Respostas to “Folha de S.Paulo pagará R$73,4 milhões por boicotar o Enem”

  1. anisio lopes Says:

    O povinho mal informado procure ler coisas realmente verdadeira o ze povinho

  2. Ricardo A. Moita Says:

    Não podemos aceitar que em nome da “inclusão social” não possam mais ser reprovados nas escolas alunos (TODOS) até a quinta série e também é inaceitável que jovens com 16 anos (ou mais) ainda não saibam ler corretamente e alguns até mesmo não sabem escrever. Como a responsabilidade pelo segundo grau é do(s) governos (ou desgovernos) criam-se “cotas” para “facilitar” àqueles pouco estudiosos durante a vida escolar, a sua “entrada” nas faculdades. Teremos certamente profissionais com canudo nas mãos mas que não terão serventia alguma (como já está acontecendo com alguns profissionais da área de saúde – que o digam os telejornais – principalmente !!!)
    Ricardo A. Moita – CREMESC 6013

  3. bloglimpinhoecheiroso Says:

    Por favor, desenha pra mim sua pergunta.

  4. Corrupção maléfica! Says:

    Você se baseia em que argumento para fazer tal acusação? Ou é pura discriminação o seu argumento?

  5. Vladimir Azevedo Says:

    Dei-me ao trabalho de ler o texto na esperança de saber algo sobre o teor da decisão anunciada na manchete. O escrito nada diz sobre as bases da sentença. É apenas uma panfletagem barata. O escriba frequentou banco universitário em razão de alguma cota?

  6. bloglimpinhoecheiroso Says:

    Caro Rodrigo,
    Infelizmente, eu não tenho.
    Abraço

  7. Rodrigo Jesus da Silva Says:

    Bom dia, o senhor teria referências desse processo como, por exemplo, o seu número e a Vara para que eu pudesse consultar?

    Obrigado

    Rodrigo

  8. Baixaria: Para prejudicar Haddad, coordenador social de Serra espalha boato falso sobre cancelamento do Enem « novobloglimpinhoecheiroso Says:

    […] Folha de S.Paulo pagará R$73,4 milhões por boicotar o Enem […]

  9. Cesar Augusto Says:

    A presidenta Dilma deveria fazer como a sua colega Cristina da Argentina, que expulsou a gentalha da veja do país, pois queriam fazer por lá o que fazem e o que fizeram aqui no nosso país. Será que não tem um parlamentar que possa ler um artigo dessa envergadura no plenário para que todos possam tomar ciência do que está acontecendo e o que essa gente horrenda quer fazer em nosso país. Está na hora de darmos um basta nesta situação ou corremos o risco de voltarmos a 1964.

  10. Marcos Pinto Basto Says:

    A grande vantagem da internet é comunicação livre que nos informa detalhes muito importantes da vida da Nação. Como a Folha de S.Paulo atacou tanto o ENEM por causa de vazamento das provas que foram impressas na Gráfica Plural, empresa do grupo Folha? Dá a impressão que o vazamento foi proposital para gerar notícia e causar imenso prejuízo aos jovens envolvidos, criando descontentamento na opinião pública. Agora foi punida com multa que face aos danos causados, é irrisória!
    Como muito bem lembra o autor do artigo, aonde está o projeto de marco regulatório para os meios de comunicação? O ministro Paulo Bernardo não está só facilitando com a mídia golpista, facilitou e muito o rol de pilantragens das empresas de telecomunicações que operam Banda Larga, a mesma Banda Larga que tanto necessitamos para esclarecer a todos sobre s golpes sujos que sofremos!

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