Mesmo sofrendo ataques da mídia golpista, Chavez é reeleito na Venezuela

É oficial: Hugo Chavez foi reeleito presidente com 7,4 milhões de votos, contra 6,1 milhões para seu adversário Henrique Capriles, que obteve 44% dos sufrágios e admitiu derrota: “Sua vitória é a vitória de todos os venezuelanos”, disse ele referindo-se a Chavez; festa em Caracas. Pesquisa de boca de urna divulgada com exclusividade por 247 foi confirmada.

Via Brasil 247

Os partidários de Hugo Chavez começaram, às 23h40, de domingo, dia 7/10, hora do Brasil, a festa da vitória pelas ruas de Caracas. Minutos antes, a presidente do Conselho Eleitoral anunciou oficialmente a reeleição de Chavez com 54% (7,4 milhões) dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o candidato da oposição Henrique Capriles, com 44% (6,1 milhões) dos votos. “E não se vá, e não se vá, comandante não se vá”, cantavam os correligionários de Chavez, que terá mais seis anos à frente do país.

Parceira comercial estratégica do Brasil, sócia recente do Mercosul e dona das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela deve confirmar no domingo, dia 7, a vitória de Hugo Chavez. O Brasil 247 teve acesso exclusivo a dados de uma pesquisa de boca de urna, que mostram a vitória do atual presidente, com 54,8% dos votos. O opositor Henrique Capriles teria 43,8%. Agora, Chavez exercerá seu novo mandato até 2019. Leia, abaixo, o noticiário do Opera Mundi.

Chavez é reeleito presidente na Venezuela

Com 90% dos votos apurados, o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, foi reeleito com a preferência de 54,4% dos venezuelanos. Seu principal adversário, Henrique Capriles, tem 44% até o momento. O anúncio foi feito pela presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Tibisay Lucena, que também informou que mais de 80% da população compareceu às urnas, mesmo sem a obrigatoriedade do voto no país.

Os eleitores compareceram em peso aos colégios eleitorais na Venezuela. Desde a madrugada, milhares de eleitores faziam filas nos centros eleitorais e não foram registrados incidentes graves, segundo o CNE e os observadores da organização Comando Venezuela.

Os venezuelanos também foram em grande número às representações diplomáticas no exterior. Nos Estados Unidos, onde vivem cerca de 750 mil cidadãos do país, os eleitores moradores da Flórida tiveram de votar em Nova Orleans, a 1.350 quilômetros de Miami, após a consulesa venezuelana na cidade ter sido expulsa pelo governo. Cerca de 7 mil venezuelanos fizeram a viagem. Alguns receberam passagens de ônibus e avião como doações de empresários.

Na embaixada em Washington, as filas começaram por volta das 4h30 da manhã. As sessões também ficaram lotadas na Espanha, na embaixada em Madri e no consulado em Barcelona.

Nos territórios palestinos, o representante diplomático venezuelano, Luis Daniel Hernández Lugo, acusou Israel de impedir cerca de 340 eleitores de votar devido a um bloqueio das cédulas pela empresa de correios DHL.

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