O retrato do desgoverno de FHC

Via Porra Serra no Facebook

A inflação medida de 1994 até o início de 2003 foi de 154%. No entanto, veja os aumentos que estouraram a renda dos brasileiros (valores de 2003):

● Planos de saúde: 175%;

● Serviços pessoais: 205%;

● Combustíveis: 276%;

● Energia elétrica, 305%;

● Transporte público: 307%;

● Aluguel e taxas, 352%;

● Telefone: 457%;

● Gás de cozinha: 550%.

No entanto, nesse mesmo período, a cesta básica evoluiu desde julho de 1994 até fevereiro de 2002: os alimentos aumentaram apenas 43%, os de higiene e limpeza, 47%. Como esses dados se referem até fevereiro de 2002, a inflação medida foi de 126%. No entanto, os serviços públicos cresceram nesse mesmo período 245%.

Mas, desde fevereiro do ano passado, os serviços públicos deram um salto. Ou seja, de nada adianta a agricultura produzir mais, reduzir custos e utilizar tecnologias avançadas e caras em benefício do preço final, porque os serviços administrados pelo governo chegam aos absurdos mostrados acima.

Mesmo assim, é preciso registrar que a agricultura tem assegurado a renda da população na medida em que os alimentos baratos aguentam o tranco da perda de renda interna, e ainda respondem por 30% das exportações brasileiras.

Efetivamente o preço dos alimentos cresceu muito menos do que a inflação.

O salário mínimo saiu de R$70,00 em 1994 para alcançar R$200,00 em 2002 e R$240,00 em 2003. E a cesta básica saiu de R$81,00 em 1994, para R$112,00 em 2002.

As condições de vida do trabalhador estariam muito melhores se os preços dos serviços públicos ou privatizados tivessem acompanhado os índices de reajustes dos alimentos. Outro levantamento feito até fevereiro de 2002, mostra que nesse período, o gás de cozinha subiu 472%, a energia elétrica 368%, os telefones fixos 3.700%, a água e esgotos 420% e o transporte urbano 300%, o dólar pulou de R$0,80 para R$3,00 (sujeito a variações constantes), e a dívida externa, de R$68 bilhões para R$720 bilhões. Por aí, se vê que as tarifas públicas ou dependentes da concessão pública fizeram a farra. Basta ver o gás de cozinha que subiu 78% de fevereiro de 2002 para hoje.

Enquanto isso a agricultura segurou a inflação e alimentou os brasileiros. E a renda da população caiu, mas uma grande parte foi engolida pelo governo com sua política econômica recessiva, arrecadatória e de contenções monetárias.

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