Polícia prende mais três integrantes do esquema de Cachoeira

Wladimir Garcez (PSDB), Lenine de Araújo e Queiroga Neto voltaram para o
lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Daniela Novais, via Brasília em Pauta

A Polícia Federal prendeu mais três pessoas apontadas como integrantes da quadrilha do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. As prisões foram realizadas em Anápolis e Goiânia, no estado de Goiás, no sábado, dia 30/6 e ainda se referem à Operação Monte Carlo. A decisão foi do desembargador federal Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com base na Operação Monte Carlo, que resultou em fevereiro na prisão de Carlinhos Cachoeira

Foram presos o ex-vereador de Goiânia, Wladimir Garcez, apontado como um dos principais auxiliares de Cachoeira; Lenine de Araújo Souza, que segundo a PF, seria o contador do esquema do contraventor; e José Olímpio de Queiroga Neto, que, segundo a PF, era o responsável por comandar a abertura e fechamento de pontos de jogos ilegais em Goiás. Gleyb Ferreira da Cruz, que foi preso na Operação Saint-Michel, teve nova prisão decretada.

Souza Prudente revogou o habeas corpus concedido pelo desembargador Tourinho Neto no dia 16 de julho, garantindo a liberdade de Queiroga Neto, Lenine de Araújo e Wladimir Garcez, que estavam em liberdade desde a segunda semana de junho e devem permanecer detidos na sede da PF.

CPMI

Os três acusados já prestaram depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que investiga as relações entre o bicheiro, políticos e empresários. Wladimir negou que integre “qualquer organização criminosa” e afirmou que foi contratado pela Delta Construções para assessorar o ex-diretor da empresa no Centro-Oeste Cláudio Abreu.

Ele negou qualquer influência no governo de Goiás, mas, em conversa interceptada pela PF em 2011, Garcez dizia a Cachoeira que o governador Marconi Perillo (PSDB) autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira para o governo de Goiás. Em outro áudio, Garcez diz ao bicheiro que teve uma conversa de irmão com Perillo, no gabinete do governador.

Já Lenine de Araújo afirmou à CPMI que se sente “injustiçado” pelas acusações e que não é sócio de nenhuma empresa ligada a esses todos que estão aparecendo na mídia. “Não me considero braço-direito do senhor Carlos, que foi indiciado, e me sinto injustiçado”, disse. Queiroga Neto, protegido por habeas corpus, não respondeu a perguntas na CPI.

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