Dados reais: Revista Veja vende menos da metade do que informa

17 de agosto de 2018

Reprodução da divulgação da revista Veja ao mercado publicitário.

Patricia Faermann, via Jornal GGN em 16/8/2018

Após o anúncio do fechamento de dez revistas, a editora Abril informou que concentrará a manutenção das publicações que somam maior audiência, entre elas a Veja. Desde então, vem aumentando a suspeita de que o número de tiragens do carro-chefe da editora estava sendo inflado.

O GGN foi atrás dos dados reais e revela que, ao contrário da histórica informação dada pela marca de que mantinha o patamar de 1 milhão de exemplares, a Veja alcança desde o início do ano menos da metade dessa distribuição: tem uma média de 435 mil tiragens da revista impressa.

Os números de mais de 1 milhão vêm sendo inflados desde que a leitura da revista passou a dominar o meio digital. Publicamente, logo após o anúncio do fechamento das edições, a Abril afirmou em nota oficial que as principais revistas somavam “5,2 milhões de circulação”.

“A empresa passará a concentrar seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes: Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claudia, Saúde, Superinteressante, Viagem e Turismo, Você S/A, Guia do Estudante, Capricho, MdeMulher, VIP e Placar. Marcas que somam audiência qualificada de 125 milhões de visitantes únicos por mês e 5,2 milhões de circulação nas versões impressa e digital por mês, além de centenas de eventos”, era o anúncio.

Sob o slogan de que “a Veja continua sendo a maior, a mais influente e a mais prestigiada revista brasileira”, o site destinado à transparência das revistas da editora maquia ainda mais os dados: “São grandes os números que acompanham a marca. São 862 mil exemplares em circulação toda semana, sendo a maior entre as semanais de informação do Brasil e a segunda maior no mundo”.

A fonte utilizada é o IVC (Instituto Verificador de Comunicação), já acusado por jornalistas da prática de manipulação das auditorias de divulgação da Veja. Ainda em 2013, Paulo Nogueira acusava que a editora fazia um “esforço épico, e caríssimo” para “sustentar a carteira de assinantes da Veja na casa de 1 milhão”. “A real carteira, hoje, deve estar entre 100 mil e 200 mil exemplares”, acrescentou, à época [leia aqui].

No próprio Mídia Kit da Veja, destinado a resumir o cenário da revista ao mercado publicitário, a revista insiste em manipular os dados atuais. Note que a data dos supostos “exemplares” é de março deste ano:

E junto com estes dados, os veículos destinados a trazer informações sobre o mercado de comunicação e imprensa, como Meio & Mensagem e Portal Imprensa apenas reproduzem as comunicações positivas de que a tiragem da Veja aumentou no digital [leia aqui e aqui].

A realidade de Veja
Mas para além da visão geral que a página “PubliAbril” traz, com a manipulação das tiragens, informando como base o IVC de julho do último ano e outras métricas de acessos online, como o Google Analytics e seguidores das redes sociais, é possível verificar que a editora mistura os leitores digitais ao impresso para inflar os dados.

Os tais “exemplares” ou “circulação” consideram não só a revista impressa, como também o portal online. Somando os dois, as assinaturas atingiriam 799.591 no mês de junho de 2018:

Entretanto, quando selecionada a circulação da revista Veja em papel, os números são outros. O último dado que consta é de maio deste ano, quando a Veja obteve 452.310 assinaturas e 41.097 de revistas avulsas, que são as vendidas pelas bancas, somando um total de 493.407 tiragens impressas.

E o mês foi considerado relativamente bom se comparado à média deste ano, que ainda é pior. Os cálculos são de que de janeiro de 2018 até maio de 2018, foram vendidas 435.526 revistas Veja impressas, com apenas 408 mil assinantes e 27 mil compradas avulsas.

A circulação da revista na região Norte é a mais baixa, com 14.720. No posto de segunda pior venda está o Centro Oeste, com 43.978 tiragens. No Nordeste são 62.186 impressões compradas. E os melhores resultados estão no Sul, com 73.149 e no Sudeste, com a quantia mais significativa, de 299.310.

Janio de Freitas: Moro não quer Lula na TV ou em foto de campanha; isso atribui à imagem dele um poder insuperável

17 de agosto de 2018

PODERES ELEITORAIS
Janio de Freitas em 16/8/2018

Começa hoje o que já acontece todos os dias há dois meses. Diz a Justiça Eleitoral que só a partir de 16 de agosto os candidatos e partidos podem fazer propaganda.

Até debate em TV já houve. O descaso da Justiça Eleitoral é perdoável, porém, desde que o principal poder nesse domínio judicial foi absorvido por parte da Justiça Criminal e pelo Ministério Público Federal (MPF).

O enlaçamento incestuoso desses dois foi capaz de gestar até um projeto de resultado eleitoral, que segue em busca da confirmação nos fatos.

Agora mesmo aparecem, com todo o jeito de coisa combinada, as notícias simultâneas de que o juiz Sérgio Moro adiou um depoimento de Lula para depois da eleição e o MPF, como complemento, pretende acabar com as idas de Fernando Haddad e Gleisi Hoffman ao encontro do seu líder na prisão.

Moro não quer a aparição de Lula na TV e em fotos jornalísticas durante a campanha eleitoral. Cá entre nós, é atribuir à simples imagem de Lula um poder insuperável. O MPF quer impedir os encontros em que a presidente do PT e o “vice”, com entrada na prisão como advogados, confabulem com Lula estratégias eleitorais.

São intervenções diretas na batalha eleitoral. Não que fossem necessárias para a compreensão deste período brasileiro, mas importam por sua explicitude. O ato de Moro chega ao nível da aberração.

Em seu último dia como breve presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux emitiu considerações que, se depreciam o poder do Judiciário, corroboram a doutrina vigente em Curitiba.

Disse ele, a respeito de quem concorra com base em liminar, que “se vier a ganhar, e se for preciso realizar eleições suplementares, ele é responsável porque provocou um gasto extra para a Justiça Eleitoral”. Terá de fazer o “ressarcimento aos cofres públicos”.

A liminar reconhece ou concede, temporariamente, um direito e a autorização para utilizá-lo. Não há ilegalidade em dela se valer no tempo hábil.

A responsabilidade a que se refere Fux caberia a quem concedeu a liminar, não a quem usou de modo adequado esse recurso dado pela legislação. A tese de Fux esvazia a liminar dos poderes sem os quais ela inexiste. Isso para atribuir, à la Curitiba, responsabilidade e punição a um escolhido para tanto.

O auxílio-moradia recebido, sob críticas ardentes, mesmo por juízes com moradia própria, como Sérgio Moro, é pago em razão de uma liminar concedida no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Luiz Fux.

E por ele posta em banho-maria, sem a entregar à apreciação do plenário, por quatro anos. A liminar não impôs as necessárias ressalvas e discriminações. Por isso, mesmo os que moram em casa própria e recebem auxílio-moradia, dizem não estar em ilegalidade.

Cabe a pergunta: o responsável pelo pagamento desse acréscimo aos vencimentos é quem o recebe ou quem o autorizou com medida em nome do Supremo?

Luiz Fux fez uma advertência intimidadora a Lula. Para a eventualidade de que sua tese seja vitoriosa, e o auxílio-moradia deva ser ressarcido, convém-lhe ver como andam suas finanças.

As confissões da Polícia Federal sobre a ilegal prisão de Lula

17 de agosto de 2018

Foto: Matheus Alves.

Via Justificando em 15/8/2018

O chefe da Polícia Federal, Rogério Galloro, revelou em entrevista no domingo [12/8] detalhes da prisão do presidente Lula e da pressão exercida por Sérgio Moro, Raquel Dodge e Thompson Flores para que Lula não fosse posto em liberdade, mesmo perante a decisão do desembargador plantonista do TRF4, Rogério Favreto. As declarações do Delegado Galloro assustam pela objetividade com que descrevem as práticas de assédio desenvolvidas pelas autoridades públicas envolvidas no caso e pela naturalidade com que o sistema de justiça e a imprensa nacional estão lidando com estas gravíssimas afirmações.

O imbróglio começou já com a ordem de prisão do presidente Lula quando, após uma controvertida decisão do STF (5 de abril), o juiz Sérgio Moro iniciou uma cruzada para acelerar o encarceramento do ex-presidente. A operação envolveu inclusive a pressão de Moro sobre a Polícia Federal e o risco – real e iminente – de que os manifestantes na porta do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo fossem atingidos pelo açodamento no cumprimento da decisão.

Em seguida, as ilegalidades se sucederam em episódios capazes de assustar ao mais arguto e perspicaz roteirista de filme kafkaniano. Com a participação da juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela Vara da Execução, Sérgio Moro restringiu o acesso de visitas a Lula e impediu que a imprensa pudesse entrevistá-lo, mesmo que por meio de vídeo conferência ou através do deslocamento de uma equipe de TV à carceragem da Superintendência da PF.

A participação de Lula no debate da TV Bandeirantes também foi negada assim como foi indeferido o pedido de sua participação na entrevista da GloboNews e nos debates da RedeTV e Band. Algo completamente esdruxulo uma vez que se trata de um candidato a presidência da república no pleno gozo dos seus direitos políticos e que é corriqueira a autorização de matérias jornalistas com entrevista a pessoas presas até mesmo em presídios de segurança máximo no país (Fernandinho Beira-Mar, Nem da Rocinha e outras pessoas presas no Sistema Penitenciário Federal já foram entrevistadas várias vezes por equipes de TV sem qualquer problema ou sobressalto institucional).

Mas, o mais surpreendente fora mesmo revelado pelo delegado Galloro na referida entrevista ao Estadão. O que antes era especulação dos defensores do presidente Lula agora é fato relatado pela autoridade máxima da Polícia Federal Brasileira. Perguntado se a havia cogitado soltar o presidente Lula o Diretor da PF afirmou que:

Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.

A naturalidade com que estes ilícitos são relatados na entrevista é perturbadora e o silêncio acerca do caso muito desestabilizador.

Luiz Marinho, governador: PT dá largada na campanha em São Paulo em clima de revanche contra os golpistas

17 de agosto de 2018

“Caminhada da arrancada” marcou o primeiro dia de campanha do PT no centro de São Paulo.

Caminhada no centro da capital paulista reuniu petistas e aliados. Marinho, candidato a governador, prometeu fazer em quatro anos os que os tucanos não fizeram em décadas e denunciou “paralisia” do estado.

Tiago Pereira, via RBA em 16/8/2018

O PT e partidos aliados deram a largada oficial da campanha para as eleições na quinta-feira [16/8] com uma caminhada pelas ruas do centro de São Paulo. Estiveram presentes o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, que concorre ao governo de São Paulo, Jilmar Tato, que disputa uma vaga ao Senado, além de parlamentares e candidatos ao Legislativo estadual e à Câmara dos Deputados. Do Teatro Municipal, os candidatos e militantes percorreram as ruas de comércio do centro da cidade, até a Praça da Sé.

Marinho, que também foi ministro do Trabalho e da Previdência, e comandou a CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, prometeu tirar São Paulo do estado de “paralisia” atribuída às sucessivas gestões do PSDB. “Em mais de 20 anos, eles não resolveram um único gargalo no nosso estado. Pelo contrário, tudo só piorou. Só souberam levar presídios para o interior. Nós vamos levar o desenvolvimento, e fazer mais em quatro anos do que eles fizeram nesse tempo todo”, afirmou.

Ele também defendeu avanços na educação como forma de criar oportunidades para os jovens de São Paulo, acusou os tucanos de estabelecerem uma “confraria” com o crime organizado para reduzir índices de homicídio no estado, e chamou o ex-prefeito João Dória, adversário na disputa pelo governo estadual, de “João da Mentira”, que “diz uma coisa e faz outra”, e que afirma não ser político, mas “abandonou” a cidade de São Paulo para tentar outros cargos na política.

O vereador Eduardo Suplicy, também candidato ao Senado, aproveitou para clamar pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura registrada nesta quarta-feira [15/8] para disputar um terceiro mandato presidencial. Além da defesa de Lula, a criação de emprego, renda e avanços em direitos sociais foram as marcas das gestões petistas destacadas pelos candidatos, que também afirmaram a necessidade de devolver, agora nas ruas, a derrota imposta pelos “golpistas”, que tiraram a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Tato destacou que tanto ele como Suplicy, no Senado, não votarão a favor de medidas como a dita reforma “trabalhista” do governo Temer, ou propostas que retirem direitos dos aposentados, “como fizeram os senadores do PSDB, que ajudaram a rasgaram a carteira de trabalho.” Ele também atribuiu a atual onda de desemprego ao governo Temer, e ressaltou que Lula ajudou a recuperar a indústria nacional.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP) afirmou que as eleições deste ano serão o “momento da virada”. “Não engolimos ainda o golpe que deram em 2016 numa mulher honrada para colocar esse vampirão. No dia 7 de outubro, vamos dar o troco nos golpistas. Tomaram o poder na mão grande, mas vão perder nas urnas de novo”. Jamil Murad, outro comunista histórico, diz estar otimista, porque “confia” na consciência do povo brasileiro. “Por mais manipulações, perseguições, prisões e todo tipo de agressão das elites, a gente vê uma corrente forte no meio do povo apoiando Lula presidente.”

Para a vereadora Juliana Cardoso (PT), que disputa uma vaga como deputada em Brasília, a caminhada serve para avisar a população da chegada das eleições, já que neste ano o período de campanha é mais curto, e as pessoas tem as atenções voltadas para a disputa presidencial. Ela aposta na força da militância para as propostas do partido chegarem a todos os cantos do estado de São Paulo. “Podem bater na gente todo os dias na Globo, falar mal na Folha e na Veja, mas não tiram o brilho da nossa militância.”

Assim como Juliana, o deputado estadual Zico Prado diz que a tragédia social promovida pelo governo Temer funciona como um dos principais “cabos eleitorais” do PT, porque o povo agora já sente “na pele, no prato” as consequências do golpe. “A população pelo estado não está mais tão brava. Já conseguiram compreender o que é o PT e o que está sendo o governo Temer, que tem por trás o PSDB.”

Trump quer transformar o Brasil em seu quintal

17 de agosto de 2018

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e o chefe do Pentágono, James Mattis Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom.

MINISTRO DA DEFESA: EUA PEDEM AO BRASIL LIDERANÇA NA VENEZUELA E CUIDADO COM CHINA
Via O Globo em 14/8/2018

O ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, ouviu dois pedidos de seu colega norte-americano, James Mattis, que o visitou na segunda-feira [13/8] em Brasília: liderança no socorro humanitário à Venezuela e que o Brasil não dependa “tecnologia ou economicamente” de países “não alinhados democraticamente” com o Brasil, em uma clara alusão à China e sua crescente influência na região.

[…]

O Globo: O que ele pediu sobre a Venezuela?
Gen. Luna
: Conversamos sobre a Venezuela, foi um tema que demandou muito. O que ficou claro é que a situação do país está se deteriorando muito rapidamente. O que foi colocado: uma forma de como ajudar. Ele quer que o Brasil lidere este processo, conversando com os países do nosso entorno, particularmente aqueles que estão sendo afetados por essa corrente de migração, como é o caso do Brasil, que tem cerca de 50 mil venezuelanos no Norte.

[…]

O Globo: Como seria essa solução? Ela trataria só de ajuda humanitária ou teria alguma ajuda à oposição ao regime de Nicolás Maduro?
Gen. Luna
: Seria uma ajuda humanitária mesmo, que passa por saúde, logística e aquilo que eles solicitarem.

[…]

O Globo: Qual é o ponto de conflito hoje em Alcântara? No acordo passado havia o pedido, por parte dos norte-americanos, de ter áreas restritas para brasileiros…
Gen. Luna
: Isso tudo já foi superado. O acordo macro está bastante macro, onde há o comprometimento em relação à utilização de conhecimentos e tecnologias que são exclusivas dos Estados Unidos. O acordo visa preservar essas tecnologias e o uso pacífico do espaço. Alcântara é só a base de onde será lançado o satélite. […] Nesta vinda do secretário Mattis assinamos, no nível das Forças Aéreas, um acordo, chamado SSA (Space Situational Awareness, consciência situacional do espaço) que é um avanço na área do espaço. Isso mostra que os EUA têm o objetivo de aumentar a parceria com o Brasil na área de satélites. Alcântara, como todos sabem, tem uma localização privilegiada.

O Globo: No Pentágono, há o objetivo de ampliar parcerias na América do Sul, repetindo um pouco o modelo da parceria que há com a Colômbia. O Brasil pode avançar nesta direção?
Gen. Luna
: Acredito que sim. Mas os países possuem as suas especificidades. Quando falamos de Brasil, toda a situação é mais complexa. Estamos tratando de um país que é um continente, em espaço, população, PIB. É uma situação diferente.

O Globo: O secretário estava preocupado com o aumento da influência militar chinesa na América do Sul. Ele chegou a conversar com o senhor sobre isso?
Gen. Luna
: No começo de nossa conversa, muito por alto, ele falou da importância na escolha de parcerias, citando o fato de que há muitas formas de perdas de soberania. Uma delas é criando a dependência tecnológica, e até uma dependência econômica com países que não tem um alinhamento com a nossa forma democrática de proceder.

O Globo: Como o senhor ouviu essa recomendação?
Gen. Luna
: Entendi o que ele quis dizer, mas isso é uma disputa comercial no mundo inteiro, há uma grande rearrumação do mundo inteiro, na Ásia, na União Europeia. É uma disputa de mercado.

[…]


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