A ganância do evangélico Deltan Dallagnol há de levá-lo à destruição

16 de julho de 2019

Carlos Fernandes em 14/7/2019

A cada dia que passa fica mais insustentável a permanência de Deltan Dallagnol e demais procuradores da Operação Lava-Jato no Ministério Público Federal.

Revelados novos diálogos, o que o país se depara agora ultrapassa o já comprovado caráter ilegal e criminoso da milícia judicial curitibana e adentra nos projetos paralelos que se formaram às custas da visibilidade midiática que se tornou seu principal fiador.

Evangélico que é com forte inclinação à inescrupulosa teologia da prosperidade, Dallagnol fez da justiça não um instrumento de busca da igualdade entre todos, mas, muito pelo contrário, tão somente um meio de enriquecimento pessoal fundado no que de pior poderia se esperar de um sujeito que se autodenomina cristão.

Completamente alheio a questões éticas, morais e religiosas, essa não é a primeira vez que os negócios particulares do messiânico procurador mostram o seu apego mundano ao dinheiro.

Adepto a toda e qualquer forma de fazer fortuna, até as casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida serviram como forma de investimento para o sujeito que simplesmente desconhece o drama da falta de moradia nesse país.

Se do ponto de vista legal comprar casas destinadas a população carente com o simples intuito de revendê-las posteriormente obtendo lucro não representa um crime propriamente dito, por outro desnuda o seu desprezo aos problemas sociais que afligem milhões de brasileiros.

Mas antes fosse esse o auge de sua cobiça.

O plano de Deltan para administrar um fundo de R$2,5 bilhões oriundos da Petrobrás mostra que, para eles, a cupidez eleva-se à condição de um projeto de poder inclusive político.

Dessa forma, os diálogos que ora vem a público representam apenas uma amostra parcial do que se transformou a Lava-Jato para os seus operadores.

Cientes do potencial mercadológico que a criminalização do PT traz para quem quer que seja, juiz e promotores fizeram de suas investigações um dos mais poderosos e lucrativos negócios que se tem notícia na história recente dessa republiqueta de bananas.

Mas a coisa toda não se limita, infelizmente, “apenas” ao que alguns poderiam chamar de “senso de oportunidade”. Existe algo ainda mais sórdido em toda essa história.

Fora a ilegalidade dos procuradores em manterem um negócio em que suas esposas figuravam como dirigentes de fachada, fora a destruição da indústria e dos empregos de milhares de brasileiros, fora a parcialidade com que flagrantemente conduziram seus inquéritos e operações, é acima de tudo cruel constatar que pessoas foram submetidas ao suplício e à prisão ilegal apenas para que uns poucos privilegiados pudessem fazer fama e engordar suas contas bancárias.

Isso, sob todos os pontos de vista, inclusive religiosos, é ultrajante.

Deltan Dallagnol, o evangélico que parece jamais ter forjado os seus caminhos, os seus atos e as suas crenças através da Palavra que jura seguir, deveria pôr a mão na consciência e lembrar de algumas passagens bíblicas a exemplo de Timóteo 6-9:

“Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína”

Ou ainda, Marcos 8-36: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?

Esses são apenas dois exemplos de versículos sagrados que parecem não constar na bíblia que Deltan reza.

Independente disso e mesmo de toda e qualquer outra questão de cunho espiritual, o que parece certo é que mais cedo ou mais tarde a ganância de Deltan Dallagnol, o evangélico, há de levá-lo à destruição.

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Os mistérios de Dallagnol

16 de julho de 2019

Moisés Mendes em 15/7/2019

A Lava-Jato sempre ensinou que é preciso correr atrás dos laranjas e fragilizá-los, para então chegar ao dono do pomar.

É o que o jornalismo deve fazer agora para tentar esclarecer os mistérios em torno de Deltan Dallagnol.

A mulher de Sérgio Moro, Rosângela Moro, criou no ano passado uma empresa de palestras para administrar a vida empresarial do marido no mundo das conferências.

A mulher de Dallagnol, Fernanda, e a mulher do procurador Roberson Pozzobon, Amanda, teriam feito o mesmo?

Essa é agora a tarefa da imprensa. Encontrar o registro da empresa que, mesmo em nome de outras pessoas, tenha levado adiante a ideia de Dallagnol.

Em dezembro de 2018, na troca de mensagens com os colegas, divulgada ontem pela Folha, o procurador sugere que Fernanda e Amanda criem as empresas.

O plano teria prosperado? Dallagnol e Pozzobon informaram à Folha que não criaram a empresa. O Ministério Público Federal do Paraná também informou a mesma coisa.

Será? Nesse mundo de tantas laranjas, tudo dever conferido, dizia Dallagnol em suas entrevistas e também nas palestras remuneradas.

Pois a criação da empresa da mulher de Moro foi tornada pública e noticiada pela Folha de S.Paulo no dia 8 de julho do ano passado. Cinco meses depois, Dallagnol começa a levar adiante a ideia de fazer o mesmo.

A empresa de Rosângela, a HZM2, dedicada a cursos e palestras, é uma sociedade com os advogados Carlos Zucolotto Junior, Guilherme Henn e Fernando Mânica. Os dois primeiros dividem uma banca de advocacia.

E Zucolotto é o amigo e padrinho de casamento de Moro e Rosângela, que o advogado Tacla Duran, foragido na Espanha, acusa de ter criado uma indústria de fechamento de acordos de delação, que ele chama de Panela de Curitiba.

Dallagnol e Moro descobriram atividades de laranjas usando a tática consagrada pela Lava-Jato, a delação. Mas os candidatos a delator que eles pegavam eram encarcerados e submetidos a prisões preventivas intermináveis.

O jornalismo da grande imprensa, com suas centenas de repórteres, tem agora essa missão. Se existem, quem são os laranjas de Dallagnol?

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Moro participava de planejamento da Lava-Jato com MPF e PF

16 de julho de 2019

Charge: Aroeira.

Novo vazamento do Intercept, em parceria com Reinaldo Azevedo, mostra que o juiz era convidado casualmente para participar de reuniões da Lava-Jato, intermediando interesses do MPF

Via Jornal GGN em 15/7/2019

Novo vazamento contra a Lava-Jato feito pelo Intercept Brasil em parceria com Reinaldo Azevedo, na noite de segunda [15/7], mostra que Sérgio Moro participava de reuniões de planejamento da operação com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

As reuniões eram agendadas com antecedência. Segundo Azevedo, juízes consultados pela reportagem disseram que esse tipo de encontro só seria “aceitável” em caráter de “emergência”, para, por exemplo, resolver algum imprevisto ou antecipar riscos de uma operação.

Em um dos diálogos, Deltan Dallagnol atribuiu a Moro a responsabilidade de escolher o dia e horários mais apropriados para a reunião. A intenção do coordenador da força-tarefa do MPF era clara: a presença do então juiz deveria “evitar” que a PF visse alguma “imposição de agenda” por parte dos procuradores.

Em setembro de 2015, Deltan enviou no Telegram uma mensagem a Moro que dizia: “Caro, quando seria bom dia e hora para reunião com a PF sobre aquela questão das prioridades?”

O procurador deu a entender que o MPF e a PF discordavam sobre datas e os alvos das operações.

Moro rebateu: “Sem tempo para reuniões sem nesta e na próxima semana […]”

Deltan voltou à carga, em outra data: “Caro juiz, seria possível no final da segunda para tratarmos de novas fases e, inclusive, capacidade operacional e data, considerando o recesso? Incluiria a PF também […]”

Em 17 de outubro de 2015, Moro e Deltan discutem uma data “oportuna” para encontro. No dia 18, Moro decide o horário: “10h30”.

Em outra mensagem, Moro também avisa a Deltan que mandou prender “três da Odebrecht tentando não pisar em ovos. Receio reação negativa do Supremo”, comentou. O ex-juiz achou “conveniente” que Deltan acionasse a “PGR”. O procurador respondeu: “Show”.

A íntegra das conversas estará no blog de Reinaldo Azevedo.

Para o jornalista, é grave que procurador e juiz se reúnam para planejar fases da Lava-Jato.

“Moro não era isento nem juiz imparcial. Ele era o verdadeiro coordenador da Lava-Jato.”

Essa interação entre Moro e o MPF já estava provada desde as primeiras mensagens vazadas pelo Intercept. Mas “o que temos aqui agora é reunião com a PF também. Um juiz que hierarquizou de tal maneira a investigação, misturando seu papel com o MPF, que as reuniões eram marcadas com a sua presença.”

“Reunião para planejar fases da operação, para decidir o futuro da operação, aí é preciso rasgar o Código Penal, a Constituição e a declaração universal dos direitos humanos, que garantem julgamentos independente com juiz imparcial.”

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Bolsonaro recebe youtubers de extrema-direita acusados de propagar fake news

16 de julho de 2019

Via Brasil 247 em 15/7/2019

Em meio à farra de liberação de emendas parlamentares para aprovar a reforma da previdência, Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto um grupo de cinco youtubers de extrema-direita, conhecidos por propagarem fake news e defender intervenção militar.

A reportagem do jornal O Globo narra o episódio: “autodenominados “youtubers de direita” , os visitantes de Bolsonaro aproveitaram a viagem para participar, em Brasília, da manifestação a favor do governo e da Lava-Jato, no último dia 30. O grupo diz que bancou a viagem por meio de um financiamento coletivo e que arrecadou R$54 mil, mas gastou R$33 mil.”

A matéria destaca que “o mais popular dos youtubers é Alberto Silva, responsável por diferentes canais na internet acusados de propagar notícias falsas. Sua página no YouTube, Giro de Notícias (GDN), tem mais de 800 mil inscritos. Em 2017, o cantor Gilberto Gil conseguiu uma liminar na Justiça do Rio para que um dos sites de Silva, o Pensa Brasil, retirasse do ar uma publicação. O site havia publicado que Gil se referiu ao hoje ministro Sérgio Moro como “juizinho fajuto”, ao comentar as investigações contra o ex-presidente Lula. A frase nunca foi dita.”

Bolsonaro corta verba de creches, de escolas de período integral e da alfabetização

16 de julho de 2019

Foto: Agência Brasil.

Não havia por que suspender ou reduzir a verba já que o PDDE “não está incluído nas rubricas do orçamento que compõem o contingenciamento” da Educação, que beira os R$6 bilhões.

Via Jornal GGN em 15/7/2019

Durante os 6 primeiros meses de governo, Jair Bolsonaro suspendeu ou reduziu o repasse de dinheiro para programas do ensino básico.

Foram afetados, de acordo com a Folha de S.Paulo, a construção de creches, alfabetização, ensino técnico e as escolas em tempo integral nos ensinos fundamental e médio.

Só neste último quesito, foram mais de 9 mil escolas prejudicadas com a falta de R$399 milhões.

O governo federal costumava fomentar essas ações por meio do PDDE (Programa Dinheiro Direto para Escola). E não havia porque suspender ou reduzir a verba porque o PDDE “não está incluído nas rubricas do orçamento que compõem o contingenciamento” da Educação, que beira os R$6 bilhões.

Antes de Bolsonaro ser eleito, o plano era de ter ao menos 25% dos alunos brasileiros em escolas de tempo integral até 2024. No passado, o índice ficou em 15%. Agora, há escolas encerrando o programa por falta de verba.

Ainda de acordo com a Folha, “não houve ainda repasses de modalidades específicas do PDDE a obras de acessibilidade, fornecimento de água, instalação de internet e apoio a escolas rurais. Em 2018, o gasto federal nessas ações somou R$129,4 milhões.”

“O MEC só executou até agora a modalidade básica do PDDE, previsto para pequenas obras e compras. Esses repasses somam R$343 milhões, 18% do previsto para todo o programa no ano.”


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