Limpinho, fechado para balanço

17/04/2014

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Quem te viu, quem te vê: A CartaCapital endireitou?

16/04/2014

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Caluniador de filho de Lula na internet é executivo do instituto FHC

15/04/2014

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Fábio Luís, acusado de ser dono de grandes áreas de terra e supostas mansões e aviões, quer punição a boateiros.

Gilberto Nascimento, via Brasil Econômico

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, pediu a abertura de um inquérito no 78º DP, na capital paulista, para a identificação dos responsáveis por boatos na internet de que seria dono de grandes áreas de terra e supostas mansões e aviões, além de empresas. Uma das áreas mostradas é, na verdade, da Escola Superior de Agricultura (Esalq), de Piracicaba.

Lulinha foi alvo de piadas e brincadeiras de blogueiros presentes à entrevista com o seu pai na terça-feira, dia 8, em São Paulo. Ele foi questionado por não estar, naquele momento, cuidando de suas fazendas ou administrando os negócios da Friboi. Lulinha riu. O filho do ex-presidente é alvo de boatos na internet de que seria dono de grandes áreas de terra e supostas mansões e aviões, além de empresas. Uma das áreas mostradas é, na verdade, da Escola Superior de Agricultura (Esalq), de Piracicaba. Agora, ele até trata a questão com bom humor.

Seis internautas já foram chamados a depor. Apenas um, Daniel Graziano, ainda não compareceu. Daniel é gerente administrativo e financeiro do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), ligado ao ex-presidente tucano. É filho de Xico Graziano, coordenador da área de internet do pré-candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves. Procurado no iFHC, ele não retornou. Os outros intimados – Roger Lapan, Adrito Dutra Maciel, Silvio Neves, Paulo Cesar Andrade Prado e Sueli Vicente Ortega – disseram acreditar que os comentários sobre compra de fazendas e aviões fossem verdadeiros e não teriam “pensado na hora de fazer as postagens”.

O advogado de Lulinha, Cristiano Zanin Martins, diz aguardar o resultado das investigações para definir se entrará ou não com processo contra as pessoas que “macularam a imagem” de seu cliente.

Lulinha mora no Paraíso, na capital paulista, numa área de classe média. Em seu prédio, nenhum morador conversa com ele. Por outro lado, diz ser abordado o tempo todo pelos porteiros, faxineiros, garçons e frentistas que querem bater papo e perguntar sobre seu pai.

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O declínio do Jornal Nacional é irreversível

15/04/2014
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Velhos tempos, com audiências de 70%.

Paulo Nogueira, via DCM

Nos anos 1980, quando eu era um jovem repórter da Veja, a redação, no 7º andar do prédio da Abril na Marginal do Tietê, se alvoroçava quando eram 8 da noite.

Uma televisão, no fundo da redação, começava a passar o Jornal Nacional. A redação parava, mesmo em dias de fechamento, e só voltava a funcionar quando o JN terminava.

Não era só a Veja que parava. Era o Brasil. O JN tinha então 70% de audiência, em média. Às vezes mais. Ditava a agenda política e econômica do país. Roberto Marinho – que na busca de favores da ditadura dizia que a Globo era “o maior aliado” dos generais na mídia, conforme mostram documentos de Geisel reunidos em livro – teria dito que notícia era o que o JN dava.

Para mim, o JN acabaria com minha saída da Veja rumo à Exame, em 1989. Perdi o hábito de vê-lo e jamais senti falta. Não voltei a ver sequer quando trabalhei na Globo, em meados dos anos 2000. Nas reuniões do Conselho Editorial da Globo, às terças de manhã, eu chegava sem ter a mínima ideia do que o JN dera ou deixara de dar, e tinha uma certa dificuldade em me engajar em algumas conversas.

Muita gente fez o que fiz, por variados motivos. (O meu foi o incômodo em ver tanto foco em desgraças depois de ter visto o JN, na ditadura, mostrar um país paradisíaco aos brasileiros. Também o conteúdo influía bem menos na Exame do que na Veja.)

Todas essas reminiscências me ocorrem ao ler que esta semana o Jornal Nacional bateu seu recorde negativo de audiência ao chegar a 18%. É uma derrocada notável – e irremediável. Em alguns anos, os 18% parecerão muito diante da audiência que sobrará para o principal telejornal do Brasil.

O que ocorreu?

A tentação é dizer que é a ruindade técnica do JN que afastou o público. Mas, mesmo pobre o jornalismo do JN, não é esta a razão primeira do declínio.

Isto quer dizer que não adiantaria nada – pelo menos no Ibope – trocar o diretor de telejornalismo da Globo, Ali Kamel, por alguém mais criativo e talentoso. Ou tirar Bonner, que já deve ter mais seguidores no Twitter que espectadores no telejornal que apresenta.

A real causa se chama internet.

A internet é uma mídia que os analistas classificam como “disruptora”: ela não se integra às demais, como sempre aconteceu na história do jornalismo. Ela mata. As demais mídias – tevê aberta incluída – são progressivamente engolidas pela internet.

A situação do JN é análoga à que enfrenta a Veja. A revista definha em circulação, publicidade, influência, importância – em tudo, enfim. Não adianta nada trocar o diretor de redação. Mesmo que a Veja voltasse a ter a qualidade notável da década de 1980, sob o comando dos diretores JR Guzzo e Elio Gaspari, nem assim os leitores retornariam, porque o produto se tornou obsoleto.

O milagre da Globo, hoje, é conseguir faturar como nunca, com audiências em colapso em todas as frentes, dos telejornais às novelas. Proporcionalmente, a Globo ganha em publicidade mais do que ganhava quando alcançava três ou quatro vezes mais pessoas.

Isso se deve a uma coisa chamada BV, Bônus por Volume, uma espécie de propina que é paga às agências de publicidade para que anunciem na Globo.

Foi uma invenção de Roberto Marinho, depois seguida pelas outras grandes empresas de mídia do país, mas com resultados insignificantes se comparados aos da Globo. Hoje, muitas agências dependem do BV para sobreviver.

Graças a isso, com cerca de 20% do mercado de mídia, a Globo tem 60% do bolo publicitário, uma bizarrice. Isso vai mudar quando os anunciantes – que afinal pagam a conta – se recusarem a pagar tabelas cada vez maiores por produtos que alcançam cada vez menos pessoas.

Quanto ao Jornal Nacional, vive em boa parte das audiências passadas. Políticos que fizeram carreira vendo-o influir tanto, sobretudo nos anos 70 e 80, parecem guardar dele a imagem poderosa de antes.

É a geração que está hoje no poder. “O pessoal morre de medo de 30 segundos do Jornal Nacional”, me disse recentemente um desses políticos.

Ele estava falando da dificuldade em fazer o Congresso discutir a regulação da mídia. Por isso, mesmo com uma audiência raquítica, o JN continua a ser um fator de obstrução de avanços sociais.

Novas gerações de políticos vão ver o JN não pelo que foi, mas pelo que é: um programa cada vez visto por menos gente e, por isso, menos influente a cada dia.

Que venham as novas gerações, até por isso.

***

Jornal Nacional marca pior média de audiência de sua história na prévia

O Jornal Nacional bateu seu recorde negativo na sexta-feira, dia 11, segundo a prévia do Ibope. O principal telejornal da emissora registrou 18,3 pontos –cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande São Paulo.

Até então, a mais baixa audiência do jornalístico havia sido em 31 de dezembro de 2013, quando registrou 19 pontos na média consolidada.

No horário do Jornal Nacional de sexta-feira, dia 11, o SBT foi você líder, com 10,6 pontos na prévia. A Record marcou 7,3, e a RedeTV!, 1,9.

O relatório de audiência consolidada saiu na segunda-feira, dia 14. A média tão baixa é alarmante, já que a atração contava com 58% de participação no número de aparelhos de tevês ligados e a data de hoje não é feriado, muito menos véspera de Ano Novo.

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15/04/2014

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Como explicar as seguidas vitórias de candidatos do PSDB nas últimas cinco eleições para o governo do Estado de São Paulo, entre 1994 e 2010?

Marcel Gomes, via Carta Maior

Como explicar as seguidas vitórias de candidatos do PSDB nas últimas cinco eleições para o governo do Estado de São Paulo, entre 1994 e 2010? Quais as razões de fundo que levaram a essa inédita hegemonia político-partidária, não alcançada por nenhum outro partido em pleitos estaduais na história democrática brasileira recente? O que esperar da disputa em 2014?

Essas são algumas das questões levantadas pelo pesquisador Danilo Cesar Fiore, cujo trabalho de investigação foi apresentado no IV Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), realizado ao longo desta semana.

Com a série histórica dos resultados das votações eleitorais em mãos, Fiore foi capaz de refletir sobre algumas hipóteses que explicariam a força tucana no Estado. A primeira delas passa pela paulatina decadência de siglas que protagonizaram as disputas da década de 80 e início da de 90: o PMDB (ex-MDB) e o PDS/PP (ex-Arena).

Na avaliação do pesquisador, baseada em literatura especializada na questão, isso teria ocorrido não apenas pela dissidência do PMDB que criaria o PSDB, enfraquecendo o partido original a partir de 1988. Aliado a esse fato, a liderança que permaneceu – Orestes Quércia – teria direcionado a sigla a um caminho de oligarquização e insulamento de lideranças, que dificultou a renovação de quadros. História semelhante teria ocorrido com o PDS/PP, dominado por Paulo Maluf.

“Em todos os pleitos até 2002 houve segundo turno [em São Paulo], e a votação somada dos dois primeiros colocados chegou, no máximo, a 70% do total de votos válidos. Não causa surpresa, assim, que nos dois últimos pleitos, quando a votação somada de ambos os candidatos atingiu quase 90% do total de votos, não tenha havido a segunda rodada eleitoral”, explica o pesquisador da USP. “A hipótese, portanto, é de que o PSDB teria absorvido o “espólio” destes partidos decadentes”.

Absorver o espólio significa, entre outros aspectos, receber apoio de eleitores identificados com o campo da centro-direita, e que ficaram “órfãos” com a decadência de PMDB e PDS/PP. Com propostas que respondem ao campo conservador, como por exemplo em relação à segurança pública, obtiveram apoio daqueles que antes optavam pelo malufismo.

Um outro aspecto que explicaria a força peessedebista no Estado teria fundo sociopolítico. Para Fiore, São Paulo “possui características específicas em relação ao resto do Brasil, como por exemplo o menor número de eleitores de estratos mais pobres e nível de desenvolvimento econômico mais elevado – ressalvadas regiões de carência significativa, como o Pontal do Paranapanema, o Sudoeste Paulista, o Vale do Ribeira e as franjas periféricas das grandes metrópoles”.

Com isso, a defesa dos interesses dessa parcela mais abastada da população brasileira, representada mais pelo ideal da “estabilidade econômica tucana” do que pelo projeto de “combate à pobreza do PT”, teria mais repercussão entre os eleitores paulistas.

“É curioso notar como o cenário estadual se configura na chave inversa do nível nacional em termos partidários, com PT e PSDB buscando resguardar seus respectivos territórios e, paralelamente, alcançar a tão aguardada vitória no campo adversário”, avalia o pesquisador.

Os tucanos, assim, para “resguardar seu território”, optaram por escalar caciques nacionais para enfrentar as disputas: Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra se revezaram nas eleições. Os três também foram candidatos à presidência da República, o que, na visão de Fiore e da bibliografia especializada, faz parte de uma “estratégia coerente de ocupação de campo político-eleitoral”.

Em que pese todos esses elementos estarem presentes neste pleito de 2014 – Alckmin disputará a reeleição –, o pesquisador avalia que é possível haver surpresas. E por quê? Em primeiro lugar, ele destaca a queda relativa de votos do PSDB nas eleições de 2010 em relação a 2006, bem como o crescimento constante do percentual de votos no PT em todo o Estado. Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, será o candidato petista.

Em segundo lugar, o PT parece ter voltado sua atenção – e recursos – para as eleições estaduais, após um longo período priorizando o pleito presidencial. É o caso não só de São Paulo, mas também do Rio de Janeiro, onde o senador Lindbergh Farias tentará se eleger.

Por fim, uma última razão seria a presença de outros candidatos competitivos. Após anos, o PMDB finalmente apresenta um nome forte – Paulo Skaf, ao menos segundo as últimas pesquisas –, assim como campo conservador deve ter um representante de peso – Gilberto Kassab, do PSD, ex-prefeito de São Paulo.


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