Os 10 mitos sobre as novas ciclovias de São Paulo

31/10/2014

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Via Trolebus

A medida em que a rede cicloviária cresce, o discurso por parte da população paulistana contrária à medida implantar 400 quilômetros de vias para ciclistas até final de 2015 pipoca nas redes sociais. As reclamações são dos mais variáveis níveis. O Via Trolebus é uma página que fala sobre mobilidade, e a bicicleta esta neste contexto, onde o modal é apontado por especialistas e estudiosos da área de transpores como parte da solução. Aqui vai a desconstrução de 10 mitos sobre as ciclovias:

1) Ocupam faixas de rolamento dos carros
Segundo o plano da CET, todas as novas vias para as bikes devem ocupar as faixas de estacionamento, e não as vias de rolamento dos carros. O espaço que era destinado para o estacionamento dos veículos é público, e não apenas para os motoristas.

2) Não existe demanda para as ciclovias
De acordo com estudos de associações de cicloativistas, e da própria prefeitura de São Paulo, estima-se que 500 mil ciclistas usam a bicicleta como meio de deslocamento por dia. Com a implantação dos 400 km de ciclovias este número deve saltar para 1 milhão e meio.

3) Ciclovias estão sendo feitas sem estudos ou critérios
Desde a década de 1980 a CET realiza estudos técnicos para verificar a viabilidade de se inserir a bicicleta no sistema viário do município. As análises foram consolidadas por Maria Ermelina B. Malatesta na publicação “A história dos estudos de bicicletas na CET” (veja aqui). Outro estudo que norteia a implantação das ciclovias é a Pesquisa Origem-Destino, feita pelo Metrô de São Paulo.

4) São diferentes dos outros países
Países como os Estados Unidos e o Japão utilizaram do mesmo método. Em Nova Iorque por exemplo, foram implantados 700 quilômetros de ciclovias. A prefeitura de São Paulo optou por este modelo por se tratar de um método mais barato, sempre preservando o viário do pedestre e árvores.

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5) Possuem a cor vermelha para fazer propaganda do PT
A cor vermelha segue às normas brasileiras de trânsito, e até internacionais. Tanto que as ciclovias do Rio Pinheiros, Caminho Verde (Radial Leste) e do Monotrilho da Linha 15-Prata, todas executadas pelo Governo do Estado, do PSDB, também são vermelhas.

6) População não foi ouvida para criação das ciclovias
Foram feitas diversas audiências do Conselho Municipal de Transportes, onde qualquer cidadão pode e deve participar. Na sétima realizada no dia 4 de junho foi apresentado o plano de 400 quilômetros de vias para ciclistas. Estas audiências públicas servem para as pessoas opinarem. Ou alguém acha que a prefeitura vai de porta em porta perguntar se pode usar a via pública para a ciclovia?

7) É autoritarismo de prefeito
Argumento bastante usado por aqueles que gostam de partidarizar a discussão. De acordo com o código brasileiro de trânsito, toda via deve ter condições seguras para os ciclistas, e todas as ruas ou avenidas são para os mais diversos modais. Porém, em São Paulo só os carros ocupam 80% do espaço das vias, e só levam 20% das pessoas que se deslocam. De que lado vem mesmo o autoritarismo?

8) Vão permanecer vazias, por que aqui não é país de primeiro mundo
Após a instalação do bicicletário no Largo da Batata foi registrado um aumento de 37% no fluxo de ciclistas na ciclovia da avenida Brigadeiro Faria Lima. Já o uso das bikes compartilhadas aumentou em 141%. Estudo feito pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), apontou que na Avenida Eliseu de Almeida, no Butantã (zona oeste) o número de ciclistas aumentou em 53% após a instalação da ciclovia.

9) Atrapalham o comércio local
Estudo do Departamento de Transportes de Nova Iorque, publicado em 2012 intitulado “Measuring the street: New metrics for the 21st century”, mostra que o comércio local da cidade teve aumento no número de vendas após a instalação de ciclovias. Os dados revelaram que o número de vendas das lojas de uma via que recebeu a estrutura foi em torno de 49%.

10) Rua não é o lugar de bicicleta
De todos os argumentos, este é o mais curioso, e não é tão raro escuta-lo. Ciclista tem o direito de andar pela rua, direito este previsto no código brasileiro de trânsito.

Fonte: CET/SPTrans

Eleitores do PSDB pedem intervenção do Exército e Clube Militar saúda democracia

31/10/2014

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Internautas desgostosos com a reeleição de Dilma Rousseff (PT) enchem postagens do perfil oficial do Exército Brasileiro com pedidos de que as forças armadas retirem do poder os “comunistas”.

Via RBA

Legenda: Clube Militar divulgou nota oficial em que frustra exaltados e rechaça a contestação aos resultados do pleito democrático

A reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), nas eleições de domingo, dia 26/10, causou uma inundação de postagens de eleitores de Aécio Neves (PSDB) na página oficial do Exército Brasileiro: entre repetidas mensagens de “SOS”, “help” (socorro, em inglês), e “intervenção militar já!”, diversos perfis invadiram postagens normais, que nada têm a ver com política ou eleições, para manifestar o desejo de reverter o resultado da eleição democrática com o objetivo de retirar do poder o que chamam de “comunistas terroristas” do Partido dos Trabalhadores. À tarde, o Clube Militar divulgou nota oficial em que rechaça a contestação aos resultados do pleito democrático, frustrando os opositores radicais do governo.

“Perder nunca é um fato facilmente aceitável, mas faz parte do jogo e da vida. Derrotar-se é que não é aceitável”, diz o texto. “A Democracia, caminho que defendemos ardorosamente, estabelece isso. A maioria decidiu. Não interessa que não seja a nossa opção. É a regra. Assim, devemos exercer a nossa cidadania, exigindo do governo a postura que consideramos correta, a transparência que até hoje foi sonegada, a competência que o país necessita”, prossegue o texto, que ressalta que “temos um Congresso e outras Instituições”, que que os militares não irão “baixar a cabeça”.

O recado, no entanto, não foi suficiente para satisfazer os mais estridentes opositores do governo. “Srs (sic) Generais, se não tiverem coragem, pelo menos nos entreguem as armas, que nós iremos para cima deles, antes que eles comecem nos perseguir e matar (sic)”, lamentou o internauta Antônio Aparecido Pinho. “Porque estão quietos, não entendo cadê nossos Generais para tirar das mãos dessa turma de comunistas, façam alguma coisa para nosso país”, completou, na mesma postagem, Celso Luiz Lozargo Garotinho.

Entre argumentos de que 50% da população não quer o atual governo – ou 70% para outros, já que, nas palavras de um perfil falso, “nordestino não conta porque é petista” – e de que houve fraude eleitoral, os pedidos de divisão do Brasil entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste também foram comuns na página do Exército, ecoando campanha puxada pelo deputado estadual Coronel Telhada (PSDB). Vicejou, ainda, entre os protestos contra a vitória eleitoral de Dilma, o preconceito contra negros, pobres, nordestinos e eleitores do PT, além de ofensas homofóbicas e machistas contra a presidenta, chamada diversas vezes nas mensagens de “sapatão.”

Nos perfis, muitas fotos foram substituídas pela bandeira do Brasil, em sua versão original ou em branco e preto, com a mensagem “LUTO”. A bandeira dos Estados Unidos, acompanhada ocasionalmente de outros símbolos do país norte-americano, como a águia careca, também figurou entre as mais comuns nos comentários das fotos do Exército.

Venício Lima: Os donos da mídia expuseram-se. E agora?

31/10/2014

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Ao romper, na campanha eleitoral, todos os limites do jornalismo, Veja expôs oligopólio da comunicação. Que fará governo, além do demorado processo judicial?

Venício A. de Lima, via Observatório da Imprensa

Conhecidos os resultados eleitorais, espera-se que, no seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff enfrenta a questão inadiável de um marco regulatório democrático para o setor de comunicações ou “da regulação econômica do setor” como ela mesma tem dito.

O grand finale do processo de construção de uma “linguagem do ódio” (ver “O que será feito do ódio e de sua linguagem?“) e da partidarização da cobertura jornalística – que vinha progressivamente se radicalizando ao longo de toda a campanha – confirmou os graves riscos para o processo eleitoral e, sobretudo, para a própria democracia, de um mercado oligopolizado que favorece a ação desmesurada e articulada de grupos privados de mídia na defesa de interesses inconfessáveis.

Refiro-me, por óbvio, à edição 2397 da revista Veja, do Grupo Abril, à sua circulação antecipada, à sua planejada repercussão em outros meios de comunicação e à sua utilização (capa reproduzida e distribuída como panfleto) no esforço derradeiro de cabos eleitorais do candidato Aécio Neves (ver aqui).

Liberdade de expressão?

A edição 2397, que não foge ao padrão rotineiro praticado pela Veja, abandona princípios elementares do que possa ser chamado de jornalismo, nos termos definidos historicamente pela própria indústria de comunicações.

Um bom exemplo poderia ser “a teoria da responsabilidade social da imprensa”, consagrada pela Hutchins Commission (Estados Unidos, 1947): “Propiciar relatos fiéis e exatos, separando notícias (reportagens objetivas) das opiniões (que deveriam ser restritas às páginas de opinião) e servir como fórum para intercâmbio de comentários e críticas, dando espaço para que pontos de vista contrários sejam publicados” (ver aqui).

Aparentemente Veja não se preocupa mais com sua credibilidade como produtora de notícias e cultiva de forma calculada um tipo de leitor cujas opiniões ela expressa e confirma. De qualquer maneira, em momentos críticos de um processo eleitoral seu poder de fazer circular “informações” no espaço público é inquestionavelmente ampliado por sua cumplicidade de interesses com outros oligopólios da grande mídia.

Acrescente-se que Veja sempre se ampara legalmente em artimanhas jurídicas de profissionais da advocacia e, muitas vezes, em decisões do próprio Poder Judiciário que tudo permite em nome da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade da imprensa.

Não foi o que aconteceu dessa vez.

A resposta do TSE

Ações judiciais impetradas pelo PT no TSE tentando diminuir as consequências daquilo que a candidata/presidente Dilma chamou de “terrorismo eleitoral” foram objeto de decisões imediatas e impediram que as consequências fossem ainda mais danosas – embora não houvesse mais tempo para “apagar” insinuações e denúncias publicadas sem qualquer comprovação às vésperas das eleições.

As decisões do TSE, claro, foram rotuladas de “censura” pelo Grupo Abril e unanimemente pelas entidades que representam os oligopólios de mídia – ANJ, Abert e Aner – assim como pelo candidato Aécio Neves, diretamente beneficiado.

De qualquer maneira, a reação pública imediata da candidata/presidente Dilma no horário gratuito de propaganda eleitoral e as decisões do TSE reacendem a esperança de que a regulação democrática do setor de comunicações receba a prioridade que merece no próximo governo.

Talvez a edição 2397 de Veja tenha involuntariamente sido a esperada gota d’água que faltava para que finalmente se regulamente e se cumpram as normas da Constituição de 1988 relativas à comunicação social – que, aliás, aguardam por isso há mais de um quarto de século.

Em especial, urge ser regulamentado e cumprido o parágrafo 5º do artigo 220 que reza: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.

A ver.

Venício A. Lima é jornalista, escritor, sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG.

A farsa da urna eletrônica que deu 400 votos para Dilma

30/10/2014

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Mesário de Campina Grande publica no Facebook foto provando que a urna de sua seção já estava com 400 votos a favor do PT antes do início das eleições! Será?

Gilmar Lopes, via E-Farsas

No dia 26 de outubro de 2014, quando ocorreu o 2º turno das eleições presidenciais no Brasil, uma denúncia grave foi publicada no Facebook pelo mesário Ricardo Santiago de Campina Grande (PB).

A foto publicada pelo mesário mostra o que parece ser a impressão do relatório de zerésima da urna eletrônica de sua seção, que já exibia a quantidade inicial de 400 votos totalizados para Dilma e “zero” para o candidato Aécio Neves.

A imagem com a denúncia foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais juntamente com inúmeros comentários repudiando o sistema eleitoral, que teria sido facilmente burlado.

O boletim da urna fotografado por Ricardo Santiago apresenta o número 16589 e o código de identificação 725.847.686.947.768.967.103.448.

Será que isso é verdade?

Verdadeiro ou falso?
Já falamos aqui no E-farsas que as urnas eletrônicas não são 100% seguras, mas para conseguir fraudar uma urna seria preciso da ajuda de muita gente (que vigia todo o processo eleitoral). No caso dessa suposta denúncia, podemos afirmar com certeza de que se trata de farsa!

Em primeiro lugar, não conseguimos localizar o usuário Ricardo Santiago no Facebook. Claro que existem homônimos na rede social, mas nenhum de Campina Grande.

O mesário, ao detectar alguma irregularidade na urna, deve avisar imediatamente o presidente da seção que aciona o diretor do local de votação e a urna é substituída ou impugnada, conforme o caso. Além disso, os fiscais de partido ficam de olho em tudo (sim, eles são paranoicos!).

Outro detalhe que chama a atenção é o fato do denunciante não ter mostrado a seção e a zona eleitoral de onde o boletim supostamente teria sido impresso. Além disso, há apenas uma foto da “prova” do crime!

Analisando a foto do impresso, podemos notar que a numeração correspondente à votação do Aécio Neves possui somente um dígito. Os demais campos numéricos possuem 4 dígitos.

O código de identificação de carga
O código 725.847.686.947.766.967.103.448 mostrado no papel impresso evidencia ainda mais a farsa, pois por meio desse número é possível rastrear a origem da tal urna.

Conforme especificado na Resolução 23.999 do Tribunal Superior Eleitoral, o Código de Identificação de Carga é criado no momento de configuração da Urna Eletrônica para uma determinada seção e não se repete. Caso a uma mesma urna fosse configurada novamente para ser usada em outra seção, o código já não seria mais o mesmo.

Vídeo proibido para reacionários, aecistas, elitistas, tucanos e afins

30/10/2014

Dica de Alexandre Contrucci

O vídeo abaixo é proibido para nazistas, reacionários, tucanos e afins, porque eles podem achar que é montagem. Não quero ver ninguém cortando os pulsos, hein!?

Sou da paz. Meu objetivo é alertar as pessoas.


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