O caso de sonegação da Globo e o escândalo HSBC

02/03/2015
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O “endereço” da “Empire” nas Ilhas Virgens: empresa da Globo nunca funcionou aqui.

Joaquim de Carvalho, via DCM

Desde que estourou o escândalo da lista do HSBC em Genebra, Suíça, a pergunta que não quer calar é: a Globo está lá? O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que recebeu uma cópia da relação através do ICIJ, siga em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, da qual ele faz parte, pode vir a responder. Mas, como anunciou, não quer se precipitar, para não correr o risco de expor algum correntista que tenha conta legítima, ou seja, que não seja abastecida com dinheiro ilícito.

A suspeita de que a Globo faz parte do elenco desses correntistas faz todo sentido. Segundo o ex-funcionário do HSBC que vazou a relação, o banco se especializou em facilitar as coisas para correntistas que queriam lugar seguro para esconder o dinheiro do imposto que era sonegado no país de origem.

O coordenador do projeto que se seguiu ao vazamento (SwissLeaks), Serge Michel, diz: “O que descobrimos nos documentos do SwissLeaks é que o banco, para proteger ainda mais seus clientes, visto que a Suíça já não oferecia as vantagens do passado, propôs a eles novas modalidades offshore”. Michel cita as Ilhas Virgens Britânicas como um dos locais preferidos dos sonegadores.

A Globo aportou lá, em 1999, com a criação da Empire Investment Group Ltd., uma empresa que existe apenas no papel e tinha como endereço uma caixa de correio, como comprovei quando estive no país. No caso da empresa da Globo, a caixa número 3.340 era dividida com a Ernst & Young, a consultoria de negócios que deu suporte para a Globo abrir e manter a companhia de papel.

Em 2013, o mesmo ICIJ trouxe a público um relatório com detalhes de 130 mil contas em paraísos fiscais. O escândalo ficou conhecido como Offshore Leaks.

A base de dados disponível no site oficial contém informações sobre dez localidades, incluindo as Ilhas Virgens Britânicas, as Ilhas Cook e Singapura.

Nos dados relacionados ao Brasil, aparece um correntista com apenas o registro do endereço, sem nome de pessoa jurídica ou física, na avenida Atlântica, 2266, apartamento 302.

Cúmulo da coincidência: o prédio é vizinho ao edifício onde Roberto Marinho tinha um tríplex em 2004, vendido ao bicheiro Anísio Abrahão David, patrono da escola de samba Beija-Flor.

Vizinho também do prédio onde mora a funcionária da Receita Federal que fez desaparecer o processo em que os três filhos de Roberto Marinho eram responsabilizados penalmente pela sonegação de mais de R$615 milhões, em valores de dezembro de 2006.

O inacreditável é que, aparentemente, é coincidência mesmo. Liguei para o apartamento 302 da avenida Atlântica 2266, e atendeu um homem com sotaque estrangeiro que se apresentou como Joseph. Ele diz que ali funciona a Norwell do Brasil Ltda., uma empresa com negócios na Índia e no Quênia, segundo uma página na internet.

Joseph, que não quis dizer o sobrenome, ficou com o número do meu celular, e disse que o administrador entraria em contato. Ainda não recebi o telefonema.

A Receita Federal também não respondeu a um pedido de entrevista para explicar a situação da Globo em relação ao Fisco. A explicação da assessoria de imprensa é que a Receita não comenta casos de contribuintes, para proteger o sigilo fiscal.

– Nem para dizer que providências a Receita tomou no caso da acusação de sonegação? – questionei.

– Nem para isso, respondeu a assessora Denise Naves.

A íntegra do processo de sonegação da Globo se tornou conhecida quando o site O Cafezinho, de Miguel do Rosário, obteve uma cópia e a colocou na internet.

Mas a Receita Federal remontou o processo, como é correto no caso de autos desaparecidos, e deu sequência ao trâmite determinado pelo auditor fiscal Alberto Zile, que recomendava a denúncia por crime contra a ordem tributária cometido pelos irmãos Marinho?

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O site da Receita informava até pouco tempo atrás que o processo estava num trâmite bem demorado. Tinha começado em 2006 e, em 2014, oito anos depois, o trâmite continuava, sem chegar a lugar nenhum.

O que sabemos sobre o desfecho do processo é o que a Globo diz: em 2010, se beneficiando dos descontos do Refis, recolheu o Darf.

Mas cadê o Darf?
A Polícia Federal abriu e fechou o inquérito um ano depois, num procedimento absolutamente sigiloso, sem mostrar o Darf.

Graças ao vazamento do processo de sonegação, sabe-se que a data de investigação da Receita coincide com o desfecho de uma investigação na Suíça (sempre ela) que apurou corrupção na Fifa.

Em carta rogatória, o juiz de instrução do cantão de Zug, da Confederação Helvética (o antigo nome da Suíça), pediu ao Supremo Tribunal Federal que localizasse e interrogasse, na presença de agentes suíços, os senhores Marcelo Campos Pinto e Fernando Viegas Rodrigues Filho.

Pediu também que a justiça no Brasil requisitasse documentos da TV Globo relacionados ao contrato de aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

Marcelo Campos Pinto é quem representou a TV Globo e uma de suas subsidiárias no Exterior, a Globo Overseas, na assinatura do contrato com a intermediária da Fifa (ISL) para a compra dos direitos da Copa.

Fernando Viegas Rodrigues Filho é um dos destinatários de um comunicado do Banco Central à TV Globo, autorizando a remessa de US$221 milhões para a compra da Empire nas Ilhas Virgens Britânicas.

Hoje se sabe que era um negócio de mentirinha, para enganar o Fisco e sonegar impostos, mas à época o Banco Central aceitou formalmente o argumento de que a remessa era para “fins de investimento brasileiro no exterior”.

A realidade é que a própria Globo tinha aberto a Empire nas Ilhas Virgens Britânicas, para que ela ficasse com os direitos de transmissão da Copa. Ao simular a compra da empresa, trouxe os direitos, sem recolher impostos no Brasil.

O então presidente do Supremo, Maurício Corrêa, hoje falecido, atendeu ao pedido da justiça suíça. Os papéis da TV Globo e os depoimentos dos dois executivos foram enviados para o cantão de Zug em janeiro de 2005.

Um dos advogados relacionados no caso para defender a Globo e os executivos é Rodrigo Ferrante Perez, filho de uma das mais conhecidas autoras de novela da TV Globo, Glória Perez.

(Glória Perez também é moradora do prédio onde Roberto Marinho tinha o tríplex, hoje em nome do bicheiro Anísio da Beija-Flor, naquele miolinho já famoso da avenida Atlântica).

Procurei Rodrigo Perez, mas ele disse não se lembrar dessa ação. Ficou de levantar informações e entrar em contato.

Alguns meses depois que a documentação seguiu para Zug, na Suíça, a Receita Federal iniciou a auditoria na Globo, que terminou com a conclusão de que a tevê cometeu fraude e simulação, com o objetivo de não pagar impostos no Brasil.

Na mesma época, tinha início o inquérito do mensalão, que terminou com parte da cúpula do PT na cadeia, sete anos mais tarde.

A denúncia do procurador-geral Antônio Fernando Barros e Silva de Souza diz que, além das operações ilícitas envolvendo o PT e o Banco Rural, a investigação revelou práticas fraudulentas envolvendo o mesmo banco e dezesseis pessoas físicas e jurídicas, entre elas a Globo Comunicações e Participações.

Não é novidade que esse fato passou longe dos debates dos ministros do Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento do mensalão. Mas chega a ser escandaloso que a investigação, contida num inquérito paralelo no Supremo, seja mantida até hoje sob mais absoluto sigilo.

Quem pratica fraude bancária, como denunciou o Ministério Público Federal nesse caso do mensalão, ou é apanhada na sonegação, como ficou comprovado no processo da Receita, pode ter seu nome relacionado em qualquer lista de correntistas suspeitos.

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Depois de destinar R$4,3 bilhões a acionistas, Alckmin quer aumentar preço da água

02/03/2015

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Governador já estuda elevar novamente a tarifa, para alegria dos investidores e prejuízo da população.

Júlio Gardesani, via ABCD Maior e lido no Viomundo

Após aumentar a conta de água, no final do ano passado, e aplicar multa aos consumidores, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) agora quer novo reajuste na tarifa, desta vez, acima da inflação. A notícia é mais um motivo de preocupação para a população, que já convive com a crise de abastecimento de água. No entanto, faz a alegria de um seleto grupo de pessoas: os sócios da Sabesp, que negociam as ações da empresa na Bolsa de Nova Iorque. No final, quem vai pagar a conta dos “prejuízos” são os próprios paulistas. A majoração nas contas só pode ocorrer a partir de abril e ainda depende de liberação da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo).

A pressão para o novo reajuste, que pode ser superior a 7% (valor da inflação oficial nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo), parte dos próprios acionistas. Isso porque, o que é bom para a população, não necessariamente é rentável para o mercado financeiro. Os descontos concedidos nas tarifas de água aplicados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em meados de 2014, associado à queda do consumo – já que poupar água é a única solução para crise –, diminuiriam a arrecadação da empresa, fazendo com que os investidores da bolsa ganhassem menos dinheiro.

Assim, desde que a notícia do novo aumento começou a ganhar força, as ações da Sabesp voltaram a subir na bolsa de Nova Iorque. Depois de confirmar à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que “estuda” reajuste acima da inflação, na segunda-feira, dia 23/2, os papéis da empresa dispararam e os acionistas voltaram a lucrar. Nos últimos três dias, com a notícia do aumento, as ações subiram 5,4%.

O reajuste a ser aplicado pela Sabesp trouxe de volta o sorriso ao rosto de seus sócios, que, desde o final de junho, quando o governo começou a aplicar o bônus aos usuários que consumissem menos água, viram as ações da empresa despencar em 45% até os dias de hoje.

Em depoimento à Câmara de São Paulo, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu na quarta-feira, dia 25/2, que o novo aumento acima da inflação se daria por conta dos descontos concedidos à população.

“Não interessa a ninguém uma Sabesp que esteja, sob o ponto de vista econômico e financeiro, desequilibrada. Se ficar desequilibrada ela não presta o serviço que precisa à população”, argumentou Kelman.

O último aumento da tarifa anunciado pelo governo do Estado ocorreu em novembro do ano passado, somente após a reeleição de Alckmin, quando o valor foi reajustado em 6,49%.

Sabesp, bolsa de valores e os interesses da população
A Sabesp abriu o capital da empresa ao mercado financeiro em 1994, com a desculpa de que, com isso, teria mais dinheiro para investir em obras. Atualmente, 50,3% de seu controle acionário se encontram nas mãos do Estado, enquanto 47,7% das ações são de propriedade de investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%)

Embora o estatuto social da Sabesp determine que os acionistas podem receber 25% do lucro líquido anual da empresa, a concessionária entregou, em 2003, 60,5% do total aos cofres dos sócios.

Nos últimos dez anos, entre 2003 e 2013 (o balanço anual da empresa relativo a 2014 ainda não foi apresentado), dos R$13,1 bilhões que a Sabesp obteve de lucro com a cobrança de água da população, R$4,3 bilhões foram destinados aos acionistas, conforme relatório da Diretoria Econômico-Financeira e de Relações com Investidores da Sabesp, apresentado em março de 2014.

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***

Guilherme Boulos: “Lucro da Sabesp triplicou em 7 anos. A água não tem de dar lucro, é bem essencial à vida.”
Marcha pela Água reúne 10 mil pessoas e cobra transparência do governo paulista.

Aline Mariane e Eliézer Giazzi, via Candeia Jornalismo e lido no Viomundo

A Marcha Pela Água, que ocorreu na quinta-feira, dia 26/2, em São Paulo, reuniu cerca de 10 mil manifestantes (segundo a Polícia Militar) na zona sul de São Paulo em prol de transparência sobre a crise hídrica no estado. Os manifestantes se concentraram no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiram até o Palácio dos Bandeirantes – sede do governo estadual.

Convocada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), a manifestação contou com a participação de diversos movimentos sociais e partidos políticos. Dentre as principais reivindicações, estão a distribuição de caixas d’água na periferia, o compromisso de formar uma comissão para identificar os locais onde ocorrem falta d’água crônica e a reavaliação dos contratos de demanda firme estabelecido com grandes gastadores. As demandas foram entregues ao diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, e às lideranças esperam uma resposta até a próxima semana.


Vídeo de Caio Castor, especial para o Viomundo

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50 anos da TV Globo, o principal legado da ditadura militar

02/03/2015

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Anderson Bahia, via Portal da UJS

“Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva”. Em 2013, o jornal O Globo respondeu as manifestações de junho reconhecendo o erro do grupo ao apoiar o golpe militar. Como está expresso na frase que abre esse texto e utilizada pelo veículo na ocasião, tudo não passa de “História”. De passado e não de presente, portanto. Será?

Nesse ano, a tevê dos “Marinhos” completa cinco décadas e a vocação democrática da Rede Globo permanece discutível. Dois anos após fazer um reconhecimento público de seu “erro”, ela segue o mesmo script estabelecido nos acordos que manteve com a ditadura militar.

Vejamos. O projeto de nação implementado pelos militares teve como uma de suas principais linhas conter o avanço político dos setores progressistas, exterminar seus representantes e desenvolver economicamente o país sem nenhum compromisso com o fosso da desigualdade social.

Para legitimar isso, precisava montar um sistema de comunicação que desse conta de vender para a sociedade apenas o filtro que lhe interessava. Poderia ser criando um aparato estatal, opção que Getulio Vargas já havia tomado com o rádio, ou estimular alguns grupos privados que compartilhasse a mesma visão de mundo.

Como já sabemos, escolheram pela segunda alternativa. E, como sabemos também, a Globo foi a que melhor se perfilou ao projeto. Na época em que a tevê surgia como o novo advento de comunicação de massa, recebeu ajuda para criar a sua. Não à toa, ano passado completou-se 50 anos desde o golpe militar e, esse ano, os 50 desse veículo de comunicação.

O monopólio da mídia é um dos principais entraves da nossa democracia deixado como herança pelos militares. Nem mesmo a lógica de maior privilégio ao grupo Globo foi superada nesses 30 anos desde a redemocratização. Ainda são eles que mais arrecadam do Estado. Aproximadamente 1/3 das verbas de publicidade oficial (governo federal e autarquias) nas gestões de Lula e Dilma enriqueceram os cofres dos “Marinhos”.

Além disso, permanecem com muito apetite para os golpes políticos e intervenções na democracia. Em 1989, quando dominavam absolutamente a audiência no Brasil, realizaram a famosa edição do debate entre Lula e Collor que culminou na vitória do segundo. Desde 2003, dão a linha de um jornalismo que omite qualquer crítica a direita e busca desestabilizar politicamente o governo federal, hoje sob condução de Dilma. Na eleição de 2014, escolheram repercutir a matéria de capa da revista Veja (de suposto escândalo envolvendo Lula e a presidenta), lançada na noite de quinta-feira, apenas no sábado da mesma semana, na véspera da votação do segundo turno, numa tentativa clara de impedir o direito de resposta da candidata à reeleição e contribuir para a vitória do tucano Aécio Neves.

Na semana passada, a justiça (com j minúsculo mesmo) deu ganho de causa a uma de suas mais recentes facetas antidemocráticas. Condenou o blogueiro Miguel do Rosário em R$20 mil por conta de um processo movido pelo diretor de jornalismo global Ali Kamel. Ele sentiu-se injuriado por ser chamado de “reacionário”. E não é a primeira vez que a Globo orienta seu funcionário a processar blogueiros. Paulo Henrique Amorim também já passou por isso.

Trata-se de uma afronta absurda a liberdade de expressão, já que os blogs surgiram como uma alternativa ao pensamento comum que domina a linha editorial da grande mídia e cuja credibilidade aumenta à medida que cai a dos poderosos.

E cai não por acaso. Metida a perseguidora da corrupção, a Globo e os outros cinco grupos que dominam a comunicação no Brasil silenciam-se diante dos escândalos das elites. Às vezes por fazerem parte diretamente deles, como no caso HSBC. O banco tem em seus arquivos o endereço da Globo nas Ilhas Virgens (paraíso fiscal), sendo investigado na Europa por conduzir uma operação que envolve US$180 bilhões num período de cerca de quatro meses, que vai do final de 2006 até o início de 2007. Desses, 20 bilhões são de empresas e empresários brasileiros, possivelmente inclusive da Globo, que já é réu no Brasil por sonegação fiscal, conforme o próprio Miguel do Rosário divulgou em seu blog.

Nos marcos da passagem dos 50 anos da TV Globo, é necessário reafirmar o papel que eles jogaram e permanecem jogando para o Brasil e fortalecer a luta pela democratização da mídia, como o caminho que o Brasil precisa seguir para romper as amarras ditatoriais que ainda perseguem seu povo!

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Vagabundo: FHC foi aposentado aos 37 anos e Ruth se aposentou aos 55

02/03/2015

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Via Folha de S.Paulo de 13/5/1998

A primeira-dama Ruth Cardoso, que se aposentou aos 55 anos, não quis comentar a declaração do presidente Fernando Henrique Cardoso segundo a qual é “vagabundo” quem se aposenta com menos de 50 anos.

“Eu não tenho nada a ver com o que o presidente disse”, afirmou Ruth, após dar entrevista coletiva sobre projetos para educação na América do Sul e no Caribe.

FHC, que tem 66 anos, recebe aposentadoria desde os 37, após ter trabalhado durante 12 anos como professor na USP (Universidade de São Paulo).

Segundo o porta-voz da Presidência, Sérgio Amaral, FHC “não se aposentou, foi aposentado” por força do AI5 (Ato Institucional nº 5), de dezembro de 1968. Em maio de 1969, FHC e outros professores da USP foram impedidos de dar aulas e compulsoriamente aposentados. FHC ocupava a cadeira de ciências políticas.

O porta-voz da Presidência não soube dizer se FHC, ao ser anistiado, em 1979, procurou cancelar ou rever a sua aposentadoria. Atualmente, além da aposentadoria de R$5.450,00 [em 2014, o valor era de R$22 mil], FHC recebe salário como presidente da República, no valor bruto de R$8.500,00. Ele abriu mão da aposentadoria a que teria direito como senador, de R$8.000,00.

Senadores
FHC foi criticado no Senado por suas declarações. Mas, segundo o presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães, isso não deverá prejudicar o governo em votações futuras. “Se houver algum efeito, é porque tem muito vagabundo (no Senado)”, disse.

O senador Epitácio Cafeteira (PPB/MA), que aos 48 anos começou a receber aposentadoria pelo Banco do Brasil, disse que o que importa é o tempo de contribuição, não a idade da aposentadoria. “Entrei no BB com 18 anos, contribuí durante 30, e me aposentei na idade permitida”, disse.

A pensão recebida por ex-governadores não é encarada como aposentadoria. “Eu abriria mão se tivesse outra fonte de renda”, disse o senador Vilson Kleinubing (PFL), ex-governador de Santa Catarina, que aos 50 anos passou a receber pensão de R$6 mil.

Carta de protesto
A declaração de FHC também teve repercussão negativa entre os aposentados gaúchos. A Frapase (Federação Rio-Grandense de Associações de Aposentados e Pensionistas) enviou uma carta a FHC repudiando a sua declaração. Classificou-a como “destempero, desrespeito e descompostura”.

“Vossa Excelência perdeu a oportunidade de se calar, se outra coisa não tinha a dizer. É muito bom que estejamos conhecendo melhor o nosso presidente. Não esperávamos, de um homem de sua estatura cultural, falar de forma tão insensata, emocional e grosseira”, diz a carta.

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Bandeira de Mello: “Não há exemplo na história de entreguismo tão deslavado quanto no governo FHC.”
Datafolha confirma: FHC foi o pior presidente do Brasil pós-ditadura
Com uma frase, Dilma desmontaria o golpe pretendido por FHC
O segredo do caixa 2 de FHC
O golpismo vulgar e a biografia de FHC
Para ler, divulgar e guardar: O legado de FHC e outras “obras”
O golpismo vulgar e a biografia de FHC
A trama imunda do impeachment de Dilma
Ives Gandra e um parecer a serviço do vale-tudo
Nos tempos do engavetador-geral de FHC

Com uma frase, Dilma desmontaria o golpe pretendido por FHC
FHC, a esquerda e a direita
FHC: “Sou de esquerda, mas ninguém acredita.” Por que será?
Privataria: Ano a ano, os estragos que FHC fez na Petrobras
Ao criticar o governo, FHC esqueceu o próprio passado
FHC e a miopia política
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FHC: O conformista inconformado
Nos tempos de FHC: Está explicado por que a PF tucana nunca investigou nada
FHC quer ser o guru de todos os golpes
O PSDB é o sarcófago do Plano Real
Coisas sobre o Plano Real que o PSDB não fala
Cadu Amaral: Vídeo para os mais novos conhecerem um pouco sobre o governo FHC
Os rolezões de FHC com direito à companhia de Regina “tô com medo” Duarte e outros sanguessugas
Paulo Moreira Leite: Relato sobre uma viagem de FHC a Portugal, em 2002 (e a Nova Iorque)
Desigualdade caiu 1,89 com FHC e 9,22 com Lula
Quando a criação de 1,1 milhão de empregos é crise: O governo invisível não quer Dilma
PSDB diz que é escândalo emprestar dinheiro a Cuba. Esqueceram de perguntar por que FHC emprestou
FHC foi o mais conivente com corrupção, diz pesquisa
Vídeo: Por que a PF tem saudades de FHC
Laudo da PF engavetado no governo FHC ligava Youssef à caixa de campanha de Serra e do próprio FHC
Vídeo: Jornal Nacional diz que na gestão de FHC a fome matava 280 crianças por dia
FHC e a legitimidade das eleições
Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras
Lobista joga a Operação Lava-Jato no colo de FHC
Pedro Barusco, o homem de 100 milhões de dólares, rouba desde os tempos de FHC
Lei de FHC afrouxou controles na Petrobras
FHC, o engavetador da corrupção
FHC: A plataforma P36 e a corrupção na Petrobras
Stanley Burburinho: Entenda o motivo de a mídia golpista atacar a Petrobrax, quer dizer, Petrobras
Negócio mais polêmico da Petrobras vem da era FHC
Adriano Benayon: O Brasil e a Petrobras
Marajás da USP: Historiador Boris Fausto recebe R$45 mil; Delfim Netto, R$28 mil; e FHC, R$22 mil
FHC sobre regulação da mídia: “Não vou falar mal de meus amigos.”

Janio de Freitas: Direito de resposta a FHC
Laudo da PF engavetado no governo FHC ligava Youssef à campanha de Serra e do próprio FHC
Para jornal O Globo, esquema de propina na Petrobras vem desde a era FHC
Seca de investimentos: Sabesp deu R$500 mil para projeto de instituto de FHC
País fecha 2013 com saldo de 1,1 milhão de vagas com carteira assinada
Mitos tucanos: FHC é o pai do Bolsa Família?
Adriano Benayon: É bom desmascarar essas levianas declarações de FHC
Recordar é viver: FHC cortou distribuição de cestas básicas a pobres
Graças a FHC, rádios e tevês recebem R$4,3 bilhões pelo horário eleitoral “gratuito”
Acordando a memória perdida de FHC
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Caluniador de filho de Lula na internet é executivo do instituto FHC
Recordar é viver: Para FHC, professor é “coitado” que não conseguiu ser pesquisador
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A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?
Privataria, reeleição e o cínico FHC
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Recordar é viver: A história da fazenda de FHC
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Dilma inaugura o maior parque eólico da América Latina

02/03/2015
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A integração energética dará mais segurança às populações de Brasil e Uruguai, além de energia com mais qualidade e mais barata. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Parque eólico no Uruguai possibilita integração e melhor proveito da energia da América Latina.

Via Blog do Planalto

Ao inaugurar o Parque Eólico Artilleros, no sábado, dia 28/2, no Uruguai, a presidenta Dilma Rousseff destacou o primeiro empreendimento da Eletrobrás a gerar energia no exterior, em parceria com a companhia elétrica uruguaia, UTE. Segundo ela, a inauguração “faz parte de uma visão do modelo pelo qual nós temos de nos pautar para construir com os demais países a nossa integração”.

Em entrevista concedida logo antes da solenidade, a presidenta explicou que uma ação conjunta comum entre os países na infraestrutura energética ajudará a garantir que haja um sistema elétrico latino-americano de qualidade.

“Junto com esses cata-ventos, esses moinhos de vento, como dizem os uruguaios, nós vamos ter também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, nós construamos um sistema interligado de geração de energia que vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais barata”, afirmou.

Dilma também citou, como fruto da parceria, a construção da linha de transmissão entre São Carlos, no Uruguai, e Candiota, no Brasil. “Aí teremos condição de fato de falar em um sistema interligado”, disse. Artilleros faz parte da estratégia de internacionalização da Eletrobrás, que busca melhorar a competitividade e a geração de valor.

No discurso, a presidenta afirmou que a inauguração supera a exigência de que o sistema elétrico brasileiro tivesse ciclos diferentes do Uruguai, impossibilitando o intercâmbio energético. “É um marco na ruptura com o passado colonial de separação e o que vamos construir são as condições para toda América Latina desfrutarem das riquezas que devemos transmitir aos nossos povos”, frisou.

Para a presidenta, o Artilleros possui significado político maior do que o energético. “É demonstrar algo imprescindível, que é possível a integração com os dois lados ganhando, se respeitando e gerando emprego”, disse.

Dilma ressaltou que a integração beneficiará diretamente a população, garantindo barateamento do consumo e segurança energética. “Teremos uma energia que será mais barata, beneficiando famílias, mães, empresas e todos aqueles que batalham”.


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